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Alfacast #1 – O terror no RPG

Por Ana

Olá, pessoas!

É com prazer que anuncio a todos o primeiro Alfacast, o podcast de RPG da Alfa da Matilha.

Essa foi uma idéia dada pelo Tio Nitro, que por algum motivo gosta dos nossos podcasts e quando eu disse da dificuldade em reunir toda a Matilha para gravar, ficou botando pilha para eu gravar um só meu.

Bem, deu nisso ai. Resolvi começar falando de algo que eu gosto muito e conheço um pouco, o terror no RPG.

Nesse alfacast falo sobre RPGs com temática de terror e uso do terror em RPGs variados, como item acessório, também comento as dificuldades em mestrar esse gênero e algumas dicas e sugestões, caso você resolva se aventurar numa história de terror para seu grupo.

Espero que gostem. Se acharem que vale a pena, comentem que eu faço mais alfacasts. Aceito sugestões de temas também!

Alfacast #1 – O terror no RPG

Alfacast no Mevio: Alfacast #1

Link legal para sua história de terror: Musicas para criar o clima – Trilha do Medo.

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Porque Scion não deu certo?

Por Ana

Anunciamos recentemente aqui no blog que a Matilha iria finalmente jogar Scion, depois de 2 anos com os livros na mão e muita vontade.

Fizemos nossos personagens bem bonitinhos, caprichados e partimos para a aventura cheios de expectativa.

No entanto, é com certo pesar que venho anunciar que não deu certo. Abandonamos a crônica de Scion no meio porque faltou vontade de jogar mais. Vamos iniciar uma coisa bem diferente, provavelmente uma história de Call of Cthulhu.

Mas porque Scion não deu certo para nós?

É inegável a qualidade do jogo e da temática. Ele é aclamado por muitas pessoas e conheço mais de um punhado de gente que adoraria jogar esse cenário. Então, vamos agora tentar enumerar porque esse jogo aparentemente tão legal não agradou a Matilha.

1. Os personagens são poderosos DEMAIS: isso pode parecer piada para muitos jogadores e mestres acostumados aos personagens combados e tentativas de burlar as regras em mesas de jogo, mas o fato é que não importa o quão poderoso seu Guerreiro de D&D seja, ele nunca será tão poderoso quanto esses filhinhos de deuses.

Super Munchkin!

É legal ter um personagem super forte e bem feito, que cause muito dano e tal. Mas se o personagem é forte demais, descobrimos na prática que pode ser um problema para a diversão do grupo, especialmente se TODOS os personagens são muito poderosos. Sério, sem desafios, o jogo fica chato.

2. O sistema: Scion utiliza um sistema intermediário entre o antigo e o novo Mundo das Trevas. Não sei exatamente o que ele tem de cada um (não entendo nada de regras, já disse), mas a sensação que passa é que ele manteve as coisas ruins do antigo sem ainda conseguir incluir as coisas boas do novo, criando um sistema intermediário muito bizonho. O pior é aquele lance de ticks para as batalhas. Coisa mais irritante!

Olha que bonitinha a Battlewheel que eu fiz!

Eu até fiz uma roda para a contagem de ticks coloridinha para ver se facilitava, mas não funcionou. É provavelmente a pior idéia do livro e deixava os combates confusos.

3. Falta de empolgação do mestre: não me levem a mal, o Tiago (Toiço) é um ótimo mestre, adoramos a maioria das histórias dele. Mas temos que admitir que ele resolveu mestrar Scion mais por encheção de saco nossa (especialmente minha) do que por motivação própria dele. E não adianta, se o mestre não está afinzaço de mestrar algo, a história perde o pique fácil, fácil.

Por isso, deixe seu mestre à vontade para escolher um sistema/cenário legal para o grupo e não fique enchendo pra ele mestrar aquele sistema lindo que você comprou um dia e quer jogar. Se ele não estiver afim, não vai rolar.

Empolgação é tudo!

Fica a dica: se quer muito jogar um determinado sistema, tome as rédeas e mestre você uma história para o seu grupo. Quem sabe funcione.

4. Experiências prévias: talvez não tenha tido uma influencia tão direta assim, mas o fato é que as últimas duas histórias que jogamos foram muito legais e empolgaram o grupo a níveis épicos. Tanto Mage the Awekening quanto L5R envolveram profundamente os jogadores na crônica.

Assim, meio que esperamos que toda a futura história a ser narrada tenha o mesmo efeito cativante. Que nos leve a pensar em ações em off, como escrever diários de campanha, fazer miniaturas dos personagens de biscuit e elaborar mapas detalhados. E quando isso não aconteceu, acho que desanimou bastante.

5. Distrações: calha acrescentar aqui o fato de que bem quando começamos a jogar Scion uma série de distrações atraentes foram acrescentadas à minha sala, especialmente a crescente coleção de Board Games do Tiago (até eu comprei alguns) e a compra do set de guitarra e microfone para jogar Guitar Hero no XBox.

I wanna be a rockstar!

Essas coisas são muito legais e tem a empolgação da compra e de querer usar e jogar, etc. Mas se o jogo estivesse empolgante de verdade, acredito que elas não teriam se tornado tão interessantes assim e o jogo teria continuado.

—-

Bem, esses seriam os principais pontos, creio eu. Se os outros membros da Matilha quiserem acrescentar algo, fiquem à vontade.

Lembro que esse caso se resume à Matilha e somente à Matilha. Cada grupo é diferente entre si e gosta de coisas diversas. Existem milhares de sistemas/cenários de RPG por ai e o que funciona para um pode não funcionar para outros, mas é legal manter a cabeça sempre aberta a novas experiências. Afinal, se tivéssemos medo de conhecer coisas novas, jamais teríamos jogado Dogs in the Vineyard, que é provavelmente um dos sistemas favoritos da Matilha.

E vocês? Já tiveram uma experiência como essa descrita? Já começaram uma campanha que prometia muito e acabou sendo abandonada pela falta de empolgação do grupo? Que sistemas /cenários funcionam com seu grupo e quais não dão certo de jeito nenhum?

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A Matilha na RPGCon 2010!

Por Ana

Esse ano finalmente conseguimos ir na RPGCon em São Paulo!

Ano passado não pudemos participar porque eu tinha um casamento pra ir e etc, mas esse ano não teve engano, já deixamos tudo agendado e pronto com antecedência.

Eu e Tiago embarcamos para São Paulo as 00:10 de sexta, dia 02/07 e chegamos em Sampa por volta de 6:30 da manhã. Depois de largar as coisas no hotel e tomar café, nos encaminhamos corajosamente para as compras.

Tiramos esse dia para ir em lojas que eu queria (lojas de menina…) e visitar a Livraria Cultura. Claro que compramos uns livrinhos e tal e mais algumas bugigangas. Depois de muita caminhada e descançar um pouco no hotel, fomos para o primeiro ButecoRPG do final de semana, na Ludus Luderia.

Na Ludus: Toiço, Ana (A Matilha), Rey Ooze, Shingo (Paragons) e Sra. Shingo.

Nós nunca tinhamos ido na Ludus e o que posso dizer é que adorei aquele lugar. Ambiente super legal, muitos jogos pra escolher, comida boa pra c@cete. Eu e Tiago praticamente abrimos o lugar com nossas fichinhas número 01 e 02.

Já tínhamos bebido um pouquinho quando o pessoal começou a aparecer. Primeiro, Rey Ooze com o Shingo e senhora. Depois o D3, Japa Loca, Cobbi e uma galera.

Dia seguinte, em pé pro evento. Chegamos antes do almoço e começamos a procurar o pessoal e visitar tudo.

Área das mesas.

Gente, aquele colégio é enorme e parece um labirinto. O pessoal da organização fez um trabalho muito legal, colocando muitas atividades, organizações, stands pro pessoal assistir e participar. Tinha muita coisa pra fazer, tanto que nem conseguimos um tempinho pra jogar RPG. Só Board Games.

Passamos uma parte da tarde jogando Battlestar Gallactica (o board game) que o Tarmann tinha levado. Jogo massa, muito legal.

Battelstar Galactica! Tarmann, anand, Toiço, Davi e Rey. Eu tirei a foto.

A noite, mais Buteco RPG! Depois de alguma indecisão sobre onde ir, acabamos num boteco da Rua Augusta chamado Charme da Augusta. O boteco tinha uma masmorra e foi lá mesmo que o pessoal se acomodou. Nem preciso dizer o quanto foi divertido.

Domingo pela manhã fomos na feirinha da Liberdade e por isso chegamos no evento só depois do almoço. Aproveitando o momento propaganda aqui, a feirinha da Liberdade é legal e tal, mas a feira do Largo da Ordem em Curitiba é muuuuuito melhor…

Passamos a tarde passeando pelo evento e vendo algumas palestras e o concurso de Cosplay que rolou. Assistimos a palestra do Anand e do Davi sobre armadilhas e itens mágicos, bem legal. Até briguei com uma menina mala de cosplay que ficava incomodando a palestra…

Nessa tarde descobrimos mais um monte de organizações e lojas que não tinhamos conhecido no sábado. Momento Fail total quando descobrimos a praça de alimentação na quadra, já no final do evento, com a feira medieval. Fiquei frustrada de só descobrir eles no finalzinho.

Feira medieval. quase não vi nada nela… Fail.

Depois de tanta diversão, foi a hora de pegar as malas e partir de volta para Curitiba. Ainda encontramos o Caco e CIA na rodoviária antes de embarcar.

O evento foi muito legal e valeu muito a pena despencar para São Paulo para participar. A melhor coisa desses eventos sempre é rever os amigos e fazer novos, e é muito bom encontrar esse povo do RPG. Adorei conhecer umas figuras pessoalmente, como o Tio Nitro, Shingo, Anand e Davi. E rever o figuraça do Ooze, que tá me devendo uma visita aqui em Curitiba!

Senti falta de algumas figuras, como o Phil, que furou esse ano, e o Tsu, que sumiu do planeta (alguém tem notícia dele???).

Parabéns ao D3 e todo o pessoal da organização e Staff pelo evento fenomenal. Claro que tinham algumas falhas, como a falta de cartão de crédito, mas acredito que isso não influenciou na qualidade do evento e são somente coisas a serem melhoradas para os próximos, que espero que virão.

Fotos do evento podem ser conferidas no meu flickr. E tem mais um monte de fotos rolando por ai nos outros blogs, é só procurar!

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Floripa para Nerds

Por Ana

Nesse feriadão, fomos visitar a minha família em Florianópolis e aproveitamos para visitar a nova loja nerd da cidade, A Toca Revistaria.

Apesar de pequena, a loja é muito legal e tem boa variedade de livros e jogos. Eles estão começando a vender Board Games também, o que muito nos interessa. Além disso, os caras são muito educados, te atendem muito bem e evidentemente conhecem os produtos que vendem, o que sempre conta pontos para qualquer tipo de estabelecimento comercial.

Munchkin_Cthulhu

Nessa excursão, acabei comprando o Munchkin Cthulhu e fiquei morrendo de amores por um Chtulhu de pelúcia extremamente fofo. Eles também têm expansões pra Munchkin, que comprarei na próxima vez que for na loja.

plush cthulhu

Eu quero!!!

Os caras mantém o Blog d’A Toca, com informações sobre a loja e outras coisas nerdicas gerais, e um site ainda em construção que esperamos que entre logo no ar, pois ali poderemos ter acesso ao catálogo da loja e até fazer compras online.

Triste é ver que Floripa, uma cidade pequena, turística e praiana, está melhor das pernas em termos de opções nerds que Curitiba. Junto com a Dragons House, são duas opções para RPG e afins na cidade.

Se o pessoal por lá resolver fazer algum evento de RPG ou Board Games (pelo jeito farão mesmo, segundo o pessoal da Toca), então vejo que em breve a Ilha será um reduto nerd mais conhecido que nossa cidade cinza.

Parabéns ao pessoal da Toca pela iniciativa e fazemos votos para que a loja dê certo e cresça muito, trazendo mais Board Games para o Brasil e que consigam realmente promover eventos de RPG, mesmo que pequenos.

A Toca Revistaria fica no Centro de Florianópolis – SC, na Rua Tenente Silveira, 111, Shopping Parthenon II, sala 03 (subsolo), sac.atoca@hotmail.com, fone: (48) 3024.4426. No twitter: aTocaRevistaria

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Jogos de Tabuleiro: o desbravar.

Por Ray
Aviso: Post Atrasado. Mas vocês sabem que eu sou preguiçosa, e sem o Salsa para betar, tudo demora.
Dia primeiro de maio eu e o Toiço nos aventuramos  (sozinhos!) na ausência de nossos intrépidos comparsar para um território quase inexplorado: as jogatinas de board games.

Got a Ticket to Ride!?

E foi foda para caralho. Mesmo não tendo ganho nenhuma das cinco partidas ( tenho que parar com jogos que não tem traidor), me diverti muito. A companhia foi estimulante, e cada jogo interessante. Por isso mesmo, vou fazer uma breve resenha de cada um aqui :

O que a Rpgista achou dos BoardGames?

Ticket to Ride
Eu gosto muito de jogos que são: rápidos, fáceis e simples. A máxima “O Jogo é bom porque é rápido”  define grande parte da minha empolgação por um jogo. E Ticket to Ride é tudo que me agrada. O esquema é o seguinte: a temática (comum) de trilhos de trem, com cartas que permitem comprar cada rota- que geram pontos, seus trenzinhos para demarcar território e objetivos a serem cumpridos que geram pontos. GG.
E claaaro que eu gostaria muito mais se o Toiço não tivesse estragado minha jogada perfeita de Las Vegas – Nova York passando por Los Angeles na maldita última rota que faltava para eu completar a ligação. Grr.

Obongo Hexagonal

Premissa mais simples impossível. O objetivo é encaixar peças formadas do agregação de hexágonos umas nas outras de forma a preencher a figura em uma cartela. Rápido. Antes dos outros e antes que o tempo acabe.
De fato, Obongo é um dos meus jogos favoritos porque mistura velocidade, instinto e raciocínio (além, claro, de ser um jogo no qual eu sempre vou bem, e a Ray é uma criança competitiva e tal).

Pandemic

Uma das idéias mais bem boladas dos Board Games é que o jogo pode agir contra os jogadores. No pandemic, esse conceito é muito bem explorado:  ambos os baralhos utilizados, um para espalhar as doenças cujo objetivo do jogo é combater, e o outro para buscar cartas que desenvolvam a cura, tem elementos que aceleram o final do jogo e prejudicam os jogadores, tornando seu objetivo mais distante e difícil de ser concluído a tempo.

É um jogo cooperativo, mas nós perdemos. Yeap. Se dependesse de nós, o mundo tinha morrido na primeira gripe suína.

Railroad Tycoon

Uma versão mais complexa do Ticket to Ride, Railroad Tycoon permite outras ações além de comprar cartas e contruis rotas: você pode transportas bens (e lucrar com isso), vender ações  ( e ter prejuízo com isso),  cumprir metas especiais (como conectar Chicago à Nova York) ou só acumular pontos de vitória ensandecidamente.
Uma das particularidades que eu descobri jogando Railroad é que tabuleiros imensos me atraem. Ter que ficar se deslocando para avaliar melhor não é nada diante da beleza que é um tabuleiro enorme muito bem preenchido em pleno jogo. =)

Isso que temos que falar ainda da SEGUNDA e TERCEIRA vez que ficamos jogando loucamente. Mas espero que a Ana dê sua impressão sobre alguma dessas vezes também. E logo (ahem). =D

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Estamos jogando Scion!

Por Ana

Volta e meia nesse blog citamos o Jogo Scion. A Ray até escreveu um artigo sobre o cenário e nossa primeira experiência com o mesmo em uma one-shot em um encontro de RPG da vida.

Mas agora é pra valer. Fizemos as fichas com todo o carinho e cuidado e o Tiago está planejando histórias e tentando entender melhor o sistema meio complicadinho em que ela se desenvolve.

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Eu já contei aqui que não entendo nada de regras. Não entendo, não decoro, sou uma negação nesse sentido. Portanto, seria idiotice minha tentar falar sobre esse assunto aqui. Vou me ater as impressões de jogo.

Os personagens de Scion são realmente combados. São umas coisinhas poderosas, cheias de Birthrights legais, especialmente os adoráveis Atributos Épicos. Basicamente, quando você tem pontos em atributo épico, sempre que você utiliza esse atributo esses pontos te dão sucessos automáticos. Lindo, não?

Claro, as coisas contra as quais você luta também são fortes e podem dar alguma dor de cabeça para enfrentar, mas se não fosse assim, que graça teria? Se bem que, considerando que somente enfrentamos umas coisinhas fracas até agora e nem vimos o cheiro de Titanspawn, acredito que em breve as coisas ficarão bem mais complicadas.

Nossa Banda (esse é o nome do grupo de Scions que trabalham juntos) tem 2 Scions do Panteão Grego (Dodekatheon), um filhote de Zeus (Ray) e um de Ares (Rocha) e um Scion do Panteão Nórdico (Aesir), filhote de Odin (Ana). Eu e Ray partimos do pressuposto que, se for pra ser filho de alguém, que seja do chefe…

DodekatheonAesirScion

Os panteões representados.

Agora caminhamos para nossa segunda sessão de jogo e pelo jeito esse cenário irá nos agradar imensamente. Quem nunca quis ser overpoderoso ou ter um parente fodão? Ou melhor, os dois? É diversão garantida!

A medida que os jogos forem evoluindo, relato por aqui nossa evolução e minhas impressões de jogo. Quem sabe até falar rapidamente do sistema…

Agora quero imensamente comprar o Scion Companion, que trás novos panteões. Imagina jogar com o Tio Sam, do panteão americano. Doido demais!

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Jogatina com A Matilha.

Por Ana

Nesse sábado o Luiz Cláudio da Confraria Lúdica gentilmente veio até a minha casa para uma tarde de Board Games.

Apesar da chuva e do frio, ele apareceu com uma mala cheia de jogos, para nossa diversão e deleite.

Jogamos quatro dos jogos que ele trouxe: Camelot Legends, Puerto Rico, Maharaja e Citadels.

Camelot Legends é muito bom, nesse o pessoal não tinha chego e jogamos somente eu, Tiago e Luiz. Foi bem disputado (pelo Tiago e Luiz, eu perdi vergonhosamente) mas no final o Luiz saiu ganhador.

camelot

Depois que todos chegaram jogamos uma partida de Puerto Rico. Esse o Luis levou a meu pedido e não me arrependi, o jogo é muito interessante. Estratégia pura. O Daniel ganhou essa sendo o maior exportador de milho de Puerto Rico.

puertoRico

A partida de Maharaja foi tensa. Que jogo intenso! Depois de muita disputa e estratégia, a Ray acabou ganhando pela diferença de algumas moedas de ouro.

maharaja

Por último, um jogo mais leve para relaxar depois da tensão de Maharaja, jogamos uma partida de Citadels. Joguinho divertido e dinâmico, acabei ganhando num lance de sorte.

citadels

Agora estamos todos viciados em Board Games e namorando sites de jogos importados para quando sobrar uma grana comprar todos esses jogos legais que o Luiz tem nos apresentado.

Espero que ele não tenha se assustado muito com o comportamento errático da Matilha. Entre um jogo e outro ficávamos fazendo coisas aleatórias, como jogar Guitar Hero. Não é nosso costume ficar parados na mesma atividade por muito tempo…

jogatina de 09maio2010

Toiço, Ray, Luiz, Ana e Rocha.

Mas foi muito divertido e esperamos repetir a dose muitas vezes, seja na minha casa, na do Luiz ou ounde mais a Confraria Lúdica se reunir e resolver nos convidar para participar.

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World BoardGame, digo, RPG Fest

Por Ray

Aconteceu neste último final de semana o World RPG Fest,  e como sempre, estava chovendo.

(Curitiba sucks…)

Fora isso, o evento foi muito interessante. Não havia tanto público quanto era esperado – na verdade, bem menos do que o usual de qualquer evento no Memorial Curitiba. Acho que ir fazer coisas excusas em lugares conhecidos é ok, mas ir a um lugar novo está além do modus operandi Curitibano.

Apesar de termos ido dar uma olhada nas miniaturas, marcar bar com o D3 e passar vergonha para cacete no swordplay (Ver Vídeo Abaixo) e conhecer o famoso casal Taulukko,  o foco mesmo da matilha eram os BoardGames. Sério. Não pegamos numa ficha de personagem o evento inteiro.

Maíra, Ray, Toiço, Ana, Daniel, Douglas e Edson: Matilha, d3 System e o casal Taulukko!(Foto roubada da Liga Nerd)

Numa semi-maratona, jogamos Betrayal at the House on the Hill, Shadows over Camelot, Shadow Hunters e Obongo. Dois no primeiro, dois no segundo, bem simpático. A recomendação geral dos demais membros da matilha é o Betrayal at the House on the Hill, um jogo bem dinâmico em que se explora uma casa de terror cujo tabuleiro vai sendo construído aleatoriamente conforme a casa é explorada. Outro fator de sorte é que um dos jogadores se corrompe e passa a jogar do lado da casa (por isso o título do jogo, etc),  buscando abertamente a derrocada dos demais. Ele é bem clichê e tende um tanto para o trash B de mal-gosto, mas francamente, tem algo melhor para um jogo de terror?

Betrayal at the House on the Hill - Nada como fichas pentagonais prontas

Meu favorito do evento Shadow Hunters, tem algo que muito me agrada: cooperatividade e competitividade. Há três times na mesa -Shadow, Light, Neutral-  distribuidos em cartas fechadas. A cada rodada você tem a chance de atacar outros jogadores, mas, naturalmente, não sabe quem é inimigo ou aliado. Se descobre a partir de um dos três baralhos no jogo, o qual permite que você identifique ou elimine uma possibilidade de afiliação de um de seus colegas. (Os outros dois são, basicamente, itens de ataque e de defesa). Eu aprecio particularmente tanto jogos com objetivos diferentes quanto aqueles em que há lealdades e rivalidades compulsórias.

Uma menção especial ao Shadows of Camelot:  é um jogo cooperativo em que os jogadores são os cavaleiros da távola e tentam realizar missões para a maior glória de Camelot. Mas o jogo vai de encontro aos objetivos do jogadores, e turno a turno, rodada a rodada, o sistema atira problemas nas mãos dos jogadores, para resolver, acumular ou se derrotado por. Além, é claro, do traidor, que conspia secretamente contra seus aliados ingênuos.

Single Player = Ray (quem foi o traidor todas as vezes?)

Tudo isso, claro, graças ao Luiz Cláudio, da Confraria Lúdica, que teve a generosidade de disponibilizar seus jogos raros, esgotados e extraordinários para a galera aproveitar.
Não que muita gente tenha, posto que nós montamos acampamento na mesa dele e tal. Mas a intenção foi bonita. E para divulgar mais um pouco, ainda deu corajosamente uma palestra sob o assunto, gritando como um Aragorn nos campos de Pellennor.

O que mais fizemos? Quase morremos lutando com um dragãozinho azul de merd a(D&D miniatures) e vencemos na base do míssel mágico <- shame.

Ganhamos nosso brinde duplo combado da coluna jogadores da d3 store, o livro Tome of  the Mysteries, do Mage: The Awakening , e ainda compramos os livros Imaginários volumes 1 e 2, da Editora Draco,  dos quais eu só li o primeiro conto do primeiro livro por enquanto – e até gostei (!!!), apesar de ser um pouco mais trágico do que o necessário.

E pra quem chegou ao fim dessa postagem gigante e ainda tem coragem, um brinde à la Partoba:

Sword Fail: uma ridícula e meio.

Uf, é isso. Outro desses, só em Julho, pessoal.

*link corrigido, etc

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Corrupção de Personagem

Por Ray

Existem duas formas de um personagem se corromper. A primeira é o jogador ser uma besta, digo, uma pessoa original que compreende RPG com sendo um jogo em que você ganha quando for o último bonequinho de pé.

A segunda é o jogador admitir sua incompetência em relação ao seu personagem.
Desenvolvo: um personagem é uma criatura dependente do jogador, porém diferente deste. Mesmo que o personagem seja muito parecido com seu jogador em natureza, ele se encontra num ambiente diferente, e é submetido às regras de seu mundo.

Essa incompetência que desemboca em corrupção precisa de dois fatores: o primeiro é não suprir o personagem em on com os desejos dele, ou, em outros termos, incapaz de mantê-lo satisfeito. Quando o personagem não está feliz, por azar nos dados, para o bem da história, por qualquer motivo bom ou não, é, em certos aspectos, incompetência do jogador.

Qualquer semelhança...

O segundo fator é ter um vínculo empático forte suficiente para que os sentimentos dele – e as ações que ele tomaria baseado nestes- se sobreponham ao que o jogador preferiria.Isso, quando não levado a extremos que prejudiquem o grupo, é o que usualmente se considera uma boa interpretação: ser coerente aos parâmetros comportamentais estabelecidos para o persongem. Mais coerência, melhor interpretação, menos coerência, mais repetição, etc.

A soma deste último fator com diversos aspectos do jogador resulta em caminhos diferentes para o personagem, e eventualmente, para a história. Somado com a incompetência já mencionada, ele pode desemboca em corrupção.

Exemplifico com o que me fez pensar nisso: na nossa crônica de L5R, a minha personagem acabou se tornando particularmente amarga e insatisfeita, no que não se diferencia de tantos membros do clã Escorpião. Contudo, na última sessão, o único pergaminho que continha o ritual que impediria um exército de mortos-vivos -cujo general e cérebro do plano era o ídolo de infância da Itsuko- de atacar o império estava nas mãos da própria Itsuko.
Obviamente *eu* não sacanearia o jogo desta forma. Não apenas tenho medo de apanhar da Ana se matar a personagem dela, como acho realmente deselegante estragar a vida de todos os outros pcs.

Mas desconfio que, se havia um momento para a Itsuko se corromper, e sentir a tentação de se vingar de tudo no império que a desagrada ao mesmo tempo em que veria seu ente querido ascender ao poder imperial, teria sido aquele. E, se isto não ocorreu, muito mais que qualquer outro fator capaz de influenciá-la foi saber que seus companheiros, Hida Mitsurugi e Doji Mai, confiavam nela. Mesmo ela sendo uma Escorpião. Confiavam tão implicitamente ao ponto de deixar o ritual que salvaria o império nas mãos dela e protegê-la enquanto a executava.

Ainda sim, foi um risco. E se eu fosse forçada a aceitar a corrupção de um personagem meu, seria assim que aconteceria.

Porque eu não fui capaz de satisfazer a minha personagem, ela se tornou suficientemente amarga para que sua mente derivasse para o lado negro da força. Do ponto de vista do jogo, é até interessante: como aprendemos com o Caldela (http://twitter.com/LeonelCaldela), normal é que nem todo mundo em um grupo esteja plenamente satisfeito. Se puder encontrar um equilíbrio, a história é enriquecida do ponto de vista literário.

E eu, acima de tudo, aprecio uma boa história.

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Franken Fran

Por Ana

Faz um tempinho, eu vi uma dica o Phil do Dados Limpos, pelo Buzz, de um mangá disponibilizado online chamado Franken Fran.

O que mais me chamou a atenção na matéria do Phil foi o comentário sobre o mangá: perturbador e assustador. Eu tinha que ver isso.

O tal mangá não é assim tão assutador, mas é mesmo perturbador. Tem um humor sádico e muita bizarrice.  Adorei.

Escrito por Katsuhisa Kigitsu, consta a história de Fran, uma criatura de aparência humana mas que na verdade é a criação do genial cientista Dr. Naomitsu Madaraki. Apesar da aparência quase humana, Fran é totalmente desprovida de humanidade e possui uma curiosidade científica extrema, que leva ela a conduzir “experimentos” questionáveis. Especialmente tendo seres humanos como cobaias.

É uma premissa muito interessante, muito similar ao RPG Promethean. Uma criatura forjada da obsessão de seu criador. Se ao menos Fran tivesse o objetivo de ter sua humanidade de volta, seria uma perfeita história de Promethean.

Mas ela não quer. Pelo menos não demonstra tal inclinação.

Assim, apesar das semelhanças, Fran está mais para um imbuído que para um Promethean. Mas nem por isso o mangá fica menos interessante, pelo contrário. Imbuídos estão entre as criações do NWoD que mais gosto.

Então fica a dica. Quem quiser ler os mangás, eles estão disponíveis no site OneManga. Divirtam-se!!!

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