Anunciamos recentemente aqui no blog que a Matilha iria finalmente jogar Scion, depois de 2 anos com os livros na mão e muita vontade.

Fizemos nossos personagens bem bonitinhos, caprichados e partimos para a aventura cheios de expectativa.
No entanto, é com certo pesar que venho anunciar que não deu certo. Abandonamos a crônica de Scion no meio porque faltou vontade de jogar mais. Vamos iniciar uma coisa bem diferente, provavelmente uma história de Call of Cthulhu.
Mas porque Scion não deu certo para nós?
É inegável a qualidade do jogo e da temática. Ele é aclamado por muitas pessoas e conheço mais de um punhado de gente que adoraria jogar esse cenário. Então, vamos agora tentar enumerar porque esse jogo aparentemente tão legal não agradou a Matilha.
1. Os personagens são poderosos DEMAIS: isso pode parecer piada para muitos jogadores e mestres acostumados aos personagens combados e tentativas de burlar as regras em mesas de jogo, mas o fato é que não importa o quão poderoso seu Guerreiro de D&D seja, ele nunca será tão poderoso quanto esses filhinhos de deuses.

Super Munchkin!
É legal ter um personagem super forte e bem feito, que cause muito dano e tal. Mas se o personagem é forte demais, descobrimos na prática que pode ser um problema para a diversão do grupo, especialmente se TODOS os personagens são muito poderosos. Sério, sem desafios, o jogo fica chato.
2. O sistema: Scion utiliza um sistema intermediário entre o antigo e o novo Mundo das Trevas. Não sei exatamente o que ele tem de cada um (não entendo nada de regras, já disse), mas a sensação que passa é que ele manteve as coisas ruins do antigo sem ainda conseguir incluir as coisas boas do novo, criando um sistema intermediário muito bizonho. O pior é aquele lance de ticks para as batalhas. Coisa mais irritante!

Olha que bonitinha a Battlewheel que eu fiz!
Eu até fiz uma roda para a contagem de ticks coloridinha para ver se facilitava, mas não funcionou. É provavelmente a pior idéia do livro e deixava os combates confusos.
3. Falta de empolgação do mestre: não me levem a mal, o Tiago (Toiço) é um ótimo mestre, adoramos a maioria das histórias dele. Mas temos que admitir que ele resolveu mestrar Scion mais por encheção de saco nossa (especialmente minha) do que por motivação própria dele. E não adianta, se o mestre não está afinzaço de mestrar algo, a história perde o pique fácil, fácil.
Por isso, deixe seu mestre à vontade para escolher um sistema/cenário legal para o grupo e não fique enchendo pra ele mestrar aquele sistema lindo que você comprou um dia e quer jogar. Se ele não estiver afim, não vai rolar.

Empolgação é tudo!
Fica a dica: se quer muito jogar um determinado sistema, tome as rédeas e mestre você uma história para o seu grupo. Quem sabe funcione.
4. Experiências prévias: talvez não tenha tido uma influencia tão direta assim, mas o fato é que as últimas duas histórias que jogamos foram muito legais e empolgaram o grupo a níveis épicos. Tanto Mage the Awekening quanto L5R envolveram profundamente os jogadores na crônica.
Assim, meio que esperamos que toda a futura história a ser narrada tenha o mesmo efeito cativante. Que nos leve a pensar em ações em off, como escrever diários de campanha, fazer miniaturas dos personagens de biscuit e elaborar mapas detalhados. E quando isso não aconteceu, acho que desanimou bastante.
5. Distrações: calha acrescentar aqui o fato de que bem quando começamos a jogar Scion uma série de distrações atraentes foram acrescentadas à minha sala, especialmente a crescente coleção de Board Games do Tiago (até eu comprei alguns) e a compra do set de guitarra e microfone para jogar Guitar Hero no XBox.

I wanna be a rockstar!
Essas coisas são muito legais e tem a empolgação da compra e de querer usar e jogar, etc. Mas se o jogo estivesse empolgante de verdade, acredito que elas não teriam se tornado tão interessantes assim e o jogo teria continuado.
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Bem, esses seriam os principais pontos, creio eu. Se os outros membros da Matilha quiserem acrescentar algo, fiquem à vontade.
Lembro que esse caso se resume à Matilha e somente à Matilha. Cada grupo é diferente entre si e gosta de coisas diversas. Existem milhares de sistemas/cenários de RPG por ai e o que funciona para um pode não funcionar para outros, mas é legal manter a cabeça sempre aberta a novas experiências. Afinal, se tivéssemos medo de conhecer coisas novas, jamais teríamos jogado Dogs in the Vineyard, que é provavelmente um dos sistemas favoritos da Matilha.
E vocês? Já tiveram uma experiência como essa descrita? Já começaram uma campanha que prometia muito e acabou sendo abandonada pela falta de empolgação do grupo? Que sistemas /cenários funcionam com seu grupo e quais não dão certo de jeito nenhum?
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Autor: Ana | julho 8th, 2010 | Categoria: A Matilha, RPG, scion | Comentários (7)