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Mago e A Matilha.

Por Ana

Algo diferente tem acontecido com nosso grupo de jogo ultimamente. As piadas e brincadeiras continuam lá, mas agora prestamos bastante atenção aos momentos de jogo. E as sessões vão até bem tarde, a ultima, por exemplo, acabou as 4:30 da manhã.

A tempos isso não acontecia. E devemos tudo isso a Mago, o Despertar.

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Não é bem esse mago…

A meses um jogo não despertava assim nosso interesse. Na verdade, passamos um bom tempo em que nos reuníamos para jogar mas essa era a última coisa que fazíamos. Entre comer, conversar e jogar videogame, o RPG acabava ficando em último plano.

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Maldito X-Box!

Nem Lobisomem os Destituídos despertou esse nível de interesse. E olha que gostamos bastante de Lobisomem…

Esse novo mago traz possibilidades de jogo bem variadas. O foco pode ser tanto uma crônica mais “política”, envolvendo a Cabala com o concílio da cidade, até uma verdadeira busca por relíquias e artefatos poderosos, seja para um objetivo específico ou não. Quase uma aventura de Indianna Jones.

Se você quiser muito, mas muito mesmo, pode usar a magia baseada no paradigma. Mas não precisar disso é uma coisa realmente libertadora. Quem jogou o antigo Mago como Eutanatos sabe o que eu estou falando.

O paradoxo continua lá, é claro, mas nada que atrapalhe a diversão. Na verdade, jogar o paradoxo é um dos momentos de diversão do mestre…

As esferas estão mais flexíveis. Com um pouco de dedicação e imaginação, você pode até criar novas rotas e magias. Mas a lista de magias prontas facilita bastante a vida de seres com pouca imaginação, como eu.

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A próxima vez que for a livraria, preste muita atenção a esse livro.

Enfim, o novo Mago tem sido uma agradável surpresa e proporcionado momentos de pura diversão. O meu livro preferido do NWoD ainda é Promethean, mas mago é muito bom de jogar.

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Horror Recognition Guide

Por Ana

Faz um tempinho já que eu adquiri o Horror Recognition Guide, livro da White Wolf para a linha de Hunter The Vigil.

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Hunter.

Ele não é um suplemento, pois não apresenta regras ou ampliações de cenário. Eu nem sei exatamente como ele se classifica. Tudo que eu sei que é muito bom.

Ele é organizado na forma de um diário com relatos, arquivos, fotos, recortes e todo tipo de informação sobre diferentes casos enfrentados por uma célula de caçadores.

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A capa.

A organização é intencionalmente caótica, com papéis rabiscados e manchas de café por toda parte, dando um ar de veracidade ao conteúdo. Além disso o formato menor ajuda a dar essa sensação de diário pessoal.

Mas o mais interessante do livro é o conteúdo. O apanhado de casos é bem diversificado e as informações por muitas vezes não deixa claro com que tipo de criatura sobrenatural se está lidando, em alguns casos até se questiona se realmente envolve algo sobrenatural.

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O conteúdo.

É o tipo de relato e apanhado de informações de alguém que não sabe exatamente com o que está lidando, que entrou nisso por acaso ou por contato com algo sobrenatural que deixou cicatrizes. O relato de um Hunter.

Eu gostei particularmente do “Pictures from Philadelfia”, com um apanhado de fotos de locações conhecidas da Filadélfia com “algo” sobrenatural no cenário.

O livro é interessante por si só, mas ele também pode ser facilmente utilizado em uma crônica de Hunter, seja para ter idéias de histórias ou como o próprio foco da narrativa. Os jogadores podem encontrar o diário e a partir dele definir suas ações, por exemplo.

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Olha só esse livro que achei, que interessante.

É um livro que vale a pena, não só para quem joga Hunter, mas para todos que gostam do gênero de Horror e gostam de ver algo interessante e bem feito.

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Eu, Criatura - Ray’s POV

Por Ray

Vocês sabem, porque o Toiço disse, que estamos alegremente nos sentindo muito inteligentes apreciando contos para a Devir.

O que vocês - que inscreveram contos, ou meramente estão lendo de curiosos- não imaginam ao começar a ler este post, é que pela primeira vez na eternidade, o Daniel é o menor dos seus problemas.  Em matéria de observar criticamente algo, perto de mim o resto da matilha é um bando de filhotes de coelhos.

Mas comecemos pelo príncipio, como diz a máxima.

“-Daniel, é você?  -Quieto, Toiço.”

Escritores X Contadores de Histórias

Eu fabriquei para uso próprio uma distinção entre os autores cujas obras me vêm às mãos após discutir com a Ana e o Toiço se a J.K. Rowling era ou não uma boa escritora. De fato,  no meu caderno existe a categoria Contador de Histórias e, adivinhe só, Escritor. São duas variáveis: enredo e domínio da linguagem. Se a qualidade da primeira supera a da segunda, é um Contador, do contrário, é um escritor. Naturalmente, como eu estou me reportando a textos que considero bons, não há juízo de valor nessa diferenciação.

Você vê, um Escritor pode usar qualquer enredo.  Pode começar contando a história de uma vaquinha mu que descia a estrada e encontrou um bebê,  ou de um cara que acha que foi traído pela mulher, ou que efetivamene foi, ou de um menino fazendo zona com as outras crianças da vila. Você vê, o resumo do enredo não é particularmente genial, mas a maneira com que ele é trabalhado a transforma de gata-borralheiras a cânon da literatura.

Um Contador de Histórias, por outro lado,tem uma idéia realmente boa, inédita, cativante e rica. Por mim ele pode escrever ok, pode escrever bem, ou pode ser ofendido por mim a cada página (eu não recomendaria a ninguém uma leitura minha comentada do Terceiro Deus, mind you), isso não é importante.  O que importa é que o quê ele escreve é admirável.

É a diferença entre o quê e como, bem como entre um gênio e um artista.

Eu, Criatura

Para mim, o Eu, Criatura sempre foi uma questão de gênio. Boas idéias e boas histórias fazem o RPG, não? E daí se tem alguma coisa contrária ao considerado uso coerente da língua escrita?

Qual não foi a minha surpresa quando eu encontrei textos melhores e idéias piores do que eu esperava.

Dos que eu li até o momento, raríssimos são ruins. Mas poucos são originais. Muitos não saíram do clichê. Até me sinto um tanto, como diriam na old school, verbena de tanta lua e tanto sangue.

Evidentemente, há aqueles que eu adorei, e adorei e eu mesma mandaria um prêmio, porque foi muito divertido ler.  Mas, em geral,  eu imaginei sempre o momento em que o autor olha para sua obra se perguntando: “Existe a chance de alguém ter mandado uma história igual a minha?”. A probabilidade do “sim” é inversa à de ser um enredo interessantíssimo.
E quanto menos interessante for, mais há que se compensar contando-a de forma excepcional. O que eu considero muito, muito mais difícil.

Eu, como parte da banca de jurados, admiro a coragem de todos que mandaram histórias. Mas não deixo de achar que alguns poderiam ter feito uso melhor dessa oportunidade. Digo, são ou não jogadores de RPG, mestres da criatividade, originais, improviso e pá?

Para terminar, umas observações constantes enquanto os lia (todas as presentes aqui foram pensadas vezes o suficiente para ficarem bem gravadas na memória):

-”Tudo que orbita em torno de uma descrição sexual deve ser feito, como já dizia André Carneiro, com muita perícia e astúcia. O autor tem que saber precisamente que tipo de sensação quer provocar no leitor, e conseguir. Aquém disso a torna frívola, e além, vulgar. Em ambos os casos, desnecessária.

-”Estereótipos fisico/estéticos são cansativos.”

-“Eu tenho certeza que a vida de um personagem do mundo das trevas , qualquer seja a raça, é um pouco mais que um único ato. Só um pouquinho mais, ao menos.”

-”Qual é a nóia com os Gangrel?”

-”Os novos Magos são os velhos Changeling.”

-”Gente que gosta de vampiro é muito esquisita. Ops, não devo pensar dessa forma. Reformulando mentalmente, gente que gosta de vampiro é muito especial. ” (Just kidding, folks).

-”Eu não vou ser capaz nem de ouvir Blue Moon depois de terminar todos.”

-”Povo, lembrem do Janela Secreta, aquele filme estranho do Johnny Deep. É o final que realmente importa.”

-”Sobre que bicho sobrenatural é esse conto, afinal?”

All in all, amor de mula, o de sempre.  Se você se sentir ofendido, se console pensando no que o Cornwell não sofre na minha mão.

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Vacas magras

Por Ana

Acho que é normal todos passarmos por eventuais períodos de vacas magras. Eu estou assim para o RPG ultimamente.

Faz tempo que não tenho uma boa idéia para postar aqui no blog. Faz tempo também que não tenho aquela VONTADE de ler um livro de RPG diferente. O ultimo com o qual me diverti um pouco foi Horror Recognition Guide e mesmo assim nem li ele todo. Até mesmo no jogo estou meio travada, sem conseguir pensar em alternativas inteligentes para tirar nosso traseiros mágicos das enrrascadas.

E agora a última notícia: eu e Tiago não vamos ao EIRPG desse ano, e consequentemente não vamos ao Encontro de blogs de RPG.

Deixa eu explicar o motivo.

No dia 04 de julho, o Independence Day, uma grande amiga minha do trabalho vai casar. Além de ser convidada, uma das poucas do trabalho que ela vai convidar, ela ainda me pediu para ajudar na organização da festa. Como eu ia virar para minha amiga, tão feliz e sorridente, que eu não podia ir no casamento dela porque ia num encontro de RPG?

Não rolou, então eu vou no casamento. E Tiago vai comigo, porque os namorados fazem essas coisas legais por suas namoradas.

Então, se divirtam muito por nós, depois não esqueçam de colocar as fotos e o que fizeram na internet.

E Rey, nossa revanche fica pro ano que vem…

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And all started with a big bang

Por Ray

(Uia. Quando eu posso escrever e postar no mesmo dia, estamos realmente numa maré baixa neste blog.)

Vou expor algo muito privado aqui. Eu sou uma pessoa total e irreversívelmente apaixonada.

O que, imagino, não é nem um pouco surpreendente. Até os produtores da série, que focam os episódios cada vez mais no Sheldon, acham ele bacana.  Novo seria eu dizer que gosto do Wolowitz.

Creio que a maioria já deve ter sido apresentada à The Big Bang Theory, um seriado que tem como proposta contrapor 4 homens de refinadas inteligências lógico-matemática, espacial, linguística, musical e cinemática, de hábitos curiosos e mentalidade original com uma mulher de interesses e hábitos comuns.  Em suma, 4 nerds e uma garota.
A questão maior, obviamente, é que Big Bang Theory é o sitcom feito para, tchans,  nós (=nerds).  Porque por mais que uma pessoa, digamos, comum ache o que o quarteto nerdástico muito engraçado, é por causa do estranhamento que eles causam. Eles provavelmente achariam igualmente hilário assistir uma série baseada no Bring It On. Somos nós, que não precisamos por no google as coisas que os meninos falam e rimos da piada da galinha no vácuo, que alcançamos o maior índice de diversão com o programa.
Inclusive porque a caracterização deles, emboraevidentemente caricatural devido ao gênero, é muito próxima da nossa.  Eles usam as mesmas camisas que nós, têm os mesmos action figure, jogam os mesmos jogos.  Curiosamente, bem mais próxima do que a de, por exemplo, The Beauty and the Geek.

Inclusive, é a minha impressão que aas cenas e os diálogos foram construídos para fazer com que nos sintamos mais inteligentes. Como eu sou “meia burra”, como dizem, funciona para mim.

E, para terminar, dois testes simpáticos não me farão mal.

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Primeiro Encontro Virtual de RPG - 2009

Por Toico

Antes tarde do que nunca, temos o prazer de Anunciar o 1º Encontro Virtual de RPG - Edição 2009, organizado pelo Tio Nitro e o resto do pessoal da Blogosfera de RPG. Roubando descaradamente o release do Blog do Tio Nitro.

Participe do 1º ENCONTRO VIRTUAL DE RPG  e ganhe prêmios! Confira as promoções!

PROMOÇÃO DO SITE A ARCA DO MESTRE PARA O 1º EVRPG!

Durante o evento todo os livros anunciados na Arca terão 10% de desconto para os jogadores e mestres cadastrados no fórum do evento e que participarem do evento. Além disso, graças ao apoio da Devir Livraria, todos os livros de RPG e quadrinhos da editora comprados no site Arca do Mestre terão 25% de desconto durante o evento.

Além disso, a Arca do Mestre está doando para sorteio entre os participantes cadastrados no fórum do evento:

1 Castelo Falkenstein
1 Titan, o mundo de Aventuras Fantásticas
1 Catálogo do Samurai Urbano
1 kit Undermountain
1 Livro do clã Nosferatu
1 Monstros (ed Nova Vecchi)

E ainda um Escudo do Poderoso Monstro (Mestre) do RPG Monstros da Nova Vecchi para sortear entre os narradores cadastrados no evento.

PROMOÇÃO DO SITE RPG ONLINE PARA O 1º EVRPG!

Shopping RPG Online , a loja virtual do RPG Online doou 1 Lugares Misteriosos, livro do Novo Mundo das Trevas para sorteio entre os participantes cadastrados no fórum do evento.

Além disso todos os jogadores que participarem do evento, receberão em seu perfil do RPG Online um selo do evento, e dos próximos eventos que participar.

Atenção:
Para concorrer à estes sorteios, o Narrador deve cadastrar o seu jogo e os seus jogadores no fórum oficial do evento. Acesse o link à seguir e boa sorte!
http://n2.nabble.com/Encontro-Virtual-de-RPG-2009-f2533277.html

Logo do Evento

Logo do Evento

O Primeiro Encontro Virtual de RPG é um evento virtual que vai acontecer nos dias 25 e 26 de Abril de 2009, onde iremos reunir o maior número possível de pessoas, para jogar RPG - sem precisar sair de casa. Para jogar vale tudo: iRPG, Fantasy Grounds 2, Taulukko, MSN, Skype, TeamSpeak, ou qualquer outro sistema que possa existir.

Não fique de fora! Acesse agora mesmo:
http://n2.nabble.com/Encontro-Virtual-de-RPG-2009-f2533277.html

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Superpoderes.

Por Ana

Atire a primeira pedra quem nunca desejou ter algum tipo de superpoder. Seja voar, telecinese, superforça, não importa. Se as pessoas não tivessem esses desejos secretos, filmes e quadrinhos de superheróis não fariam tanto sucesso.

Ontem fomos assistir a Dragonball Evolution. Além de muito divertido, o filme é recheado de personagens poderosos e cheios de habilidades acima da média. É claro que pensei em mais de duas dúzias de personagens baseados no filme e em que tipo de cenário e crônica eles poderiam se encaixar. As vezes mente de RPGista pode ser bem previsível…

Ele não deveria ter um cabelo maior?

Indo além do post anterior do Dan, um personagem super é aquele com muitas bolinhas em sua ficha, muitas vezes além das 5 regulamentares. Mas nem por isso ele se enquadra na categoria “combado”. Ele não é uma pessoa normal, ele é muito mais que isso. Ele pode ter aquelas características que brilham nas páginas dos livros chamadas atributos lendários.

O primeiro cenário que sempre vem a minha mente quando penso em supers é, obviamente, GURPS Supers. Uma vez jogamos uma história nesse cenário e posso dizer que foi a única vez que me diverti de verdade jogando GURPS. Tanto que até toparia jogar denovo.

Jogamos essa edição…

Um livro bem legal é Mutantes e Malfeitores. Ele tem um sistema interessante para criação de personagem e muitos exemplos de poderes.

Scion, apesar do foco de criação do personagem não ser exatamente o de super-heróis e sim filhotes de deuses, engloba personagens bem mais poderosos que pessoas comuns. Agora que ganhei de aniversário o último dos três livros básicos, o Scion God, posso dizer que o “crescimento” do personagem do estágio de herói até divindade o torna uma criatura realmente poderosa.

Exalted também trata de personagens mais próximos da divindade que da humanidade e portanto também muito poderosos. Uma vez até pensamos em adaptar o sistema de Exalted e jogar algo parecido com o seriado Avatar. O projeto nunca foi concretizado.

Mas os cenários adaptados ao mundo real sempre são aqueles que mais me atraem. Afinal, é a chance de concretizar, mesmo que na imaginação, nosso desejo secreto de ter superpoderes e tomar decisões baseados nessa perspectiva.

Afinal, o que você faria se pudesse voar?

Superpoderes em família.

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Personagem combado? Mesmo?

Por Rocha
Estamos para começar uma nova crônica, Mage: The Awakening. Como estava de saco cheio do trabalho acabei montando meu personagem duas semanas antes do jogo, e com o tempo e alguns cálculos o personagem foi se alterando. Como já era de se esperar de um personagem meu, ele é um perito em armas de fogo, furtividade, e um bom pacote de habilidades para assassinos desumanos.
O Toiço (narrador) não perde uma chance de dizer “se seu personagem fosse uma pessoa normal …”, agora, meu personagem é realmente anormal? Ou simplesmente ele tem um foco?
Foco
Foco

Saindo do mundo do RPG lembrei de algumas crianças, na faixa de 15 anos, que encontrei no ônibus esses dias. Todos eles aparentemente voltando de um jogo de futebol e comentando que já haviam jogado para o Paraná Clube, falando como o Atlético dava o uniforme para eles mesmo em amistosos, como no Coritiba eles jogavam apenas com um colete, e como alguns conhecidos deles já estavam em outros times e ganhando R$ 600,00 para jogar.

Nada como bater uma bolinha

Nada como bater uma bolinha

Não gosto de futebol e não estou nem ai para qual time é melhor ou pior. Nenhum deles atira melhor do que eu, e isso que importa, mas imagine uma criança dessas, desde os 12 anos dedicado ao futebol. Seu tempo livre é em “peladas” com os amigos, basicamente o esporte é o centro da vida desses garotos. Pegue o melhor deles, que já é naturalmente bom, some todo o treino e dedicação exclusivos ao esporte, como esse jovem estará depois de alguns anos? Um perito no esporte, em termos de jogo, Destreza, Vigor e Esportes altos, com especialização em futebol. Claro que contra o tempo que ele investiu na categoria não pode estudar mais que o básico do ensino médio, a coleção de livros lidos não passa de uma mão, conhecimentos técnicos sobre engenharia, física, ou mesmo computação não deve superar a de um usuário comum. Ele foi focado para isso, dedicou sua vida para ser bom naquilo. E não é um anormal, é um garoto que você encontra no dia a dia.
Eu não estou distante disso. Aprendi a gostar de armas, pratiquei artes marciais que envolviam facas, bastões e afins por alguns anos. Tive contato com armas de fogo e investi nisso, treinei no exército, me filiei a clubes de tiro, fiz cursos avançados, treino com regularidade, treino tiro de precisão, tiro de ação e reflexo, IPSC. É de se esperar que eu seja bom nisso. Investi tempo, dinheiro e esforço, além do curso da minha vida ter dado oportunidades para me tornar bom. Fiz pára-quedismo (tenho que voltar a praticar), escalo, tirando o RPG e o trabalho com computação todo o resto é focado em ser um bom combatente. Devo (obrigatoriamente) ser melhor que o esperado nisso, claro que há desvantagens. Sou tão ruim em arco-e-flecha como qualquer iniciante, e não pretendo gastar tempo com isso, conheço tão poucos filmes como alguém que assiste telecine uma vez a cada dois meses. Antes de entrar na matilha, se juntasse as paginas dos livros que eu havia lido não forravam o canil da casa da minha mãe.

Treino, muito treino

Treino, muito treino

Assim como meu personagem, eu e os garotos do ônibus, preferimos nos especializar em uma área e ser muito bons naquilo. Porque gostamos, ou porque precisamos, ou simplesmente porque temos um objetivo a alcançar, escolhemos algo e focamos naquilo, somos bons no que fazemos, muito bons, porque fizemos por merecer isso. Por esse ponto não posso dizer que meu personagem é combado. Se ele joga 13 dados para atirar é porque investiu tempo nisso, é porque ele teve um foco. Fazer ele rolar muitos dados em uma certa habilidade é apenas o modelo matemático que representa o treino e dedicação dele naquilo. Em termos de ponto (até porque o sistema obriga isso) ele é tão equilibrado quanto qualquer outro personagem inicial. A única diferença é ter se especializado, ao invés de ter conhecimentos gerais.

Vocês são diferentes disso? Não tentam ser realmente bons em algo? Isso os torna combados?

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Ficar mais velho.

Por Ana

Isso acontece com todo mundo. Na verdade acontece o tempo todo, mas só paramos para pensar no assunto uma vez por ano, naquele dia que coincide com o dia em que nascemos há anos atrás.

Sim, ficar mais velho é uma realidade da vida.

Às vésperas de mais um aniversário, acabei por pensar meus personagens nesse contexto.

Uma vela só pra disfarçar a idade…

Acho que nunca joguei uma crônica em que tenha passado tanto tempo em jogo que o peso da idade pudesse ser sentido pelo meu personagem. O mais próximo que cheguei disso foi quando um personagem meu foi usado como NPC, anos depois da história original, sendo mais velha e com mais responsabilidades (e mais XP, obviamente).

Mas os efeitos do tempo são sentidos também por heróis e personagens de RPG. Até existem regras para isso em muitos sistemas, como a perda de força e vigor e ganho de sabedoria. Apesar de na vida real esse último ponto nem sempre acontecer, tem muita gente que continua bocó até a morte…

Tá na hora de aposentar a fantasia TIO.

Deve ser interessante uma crônica assim, de muitos anos em jogo, onde os personagens possam envelhecer e ter experiência de vida além de XP. É bem diferente interpretar um jovem de 20 de um senhor de 50 anos, assim, os jogadores teriam que se adaptar ao crescimento do personagem também.

Você já teve um personagem que envelheceu ao longo do jogo? Me conte a experiência. Ah, claro, eu estou falando de envelhecimento natural, nada de magia de envelhecer ou qualquer coisa do gênero.

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Eu já vi essa história antes…

Por Ana

Uma das coisas que sempre me impediram de querer jogar SdA é que eu já conheço a história. Seria estranho jogar na Terra Média, mesmo que meu personagem não fosse um membro da Sociedade do Anel, porque, afinal, já sabemos como tudo termina.

Mas esses dias eu pensei que algumas histórias são tão boas, que o cenário criado é tão rico e detalhado que poderiam ser muito bem aproveitados em uma campanha de RPG. Mas, para mim, o mestre teria que adaptar as coisas para não ficar muito parecido com o original.

Idéias pra vida toda!

Quem sabe somente aproveitar a idéia central do livro para criar uma crônica. Ou até mesmo detalhes mais sutis, como a personalidade do vilão, a época da história ou a temática.

Minha prateleira de livros pode fornecer idéias para crônicas de RPG suficientes para essa e outras vidas. Se eu considerar somente os livros de Lovecraft para narrativas de horror, os de Isaac Asimov para ficção científica e os do Tolkien para fantasia, já é coisa pra caramba. Tem ainda Neil Gaiman, Bernard Cornwel, Robert E. Howard e várias outras histórias boas já escritas.

São muitas opções.

Realmente, quando se pensa em tudo isso, aumenta a tentação de usar uma história consagrada em sua mesa de jogo. Com a adaptação adequada e um pouco de imaginação, temos histórias para todos os gostos e sistemas que quisermos.

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