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A Falta de Motivação, conhecido também como a má postura dos jogadores

Por Toico

Boa postura
Não é dessa postura que estou falando

Pegando carona no Post do Phil, sobre ser um jogador auto suficiente, vou falar um pouco sobre como a falta de ação dos Jogadores pode ser um grande desmotivador para o mestre, que tem uma história fervilhando na cabeça, mas os jogadores não estão muito afim de ajudar. Normalmente a culpa de um “mau jogo” vai sempre para o mestre, que não criou uma partida divertida o bastante, ou não deu muitas chances aos jogadores de interpretar ou não colocou todos em um local que eles poderiam matar todos os monstros possíveis sem pensar, ou colocou eles em um local que eles poderiam matar todos os monstros possíveis sem pensar. Todos esses são motivos para um “mau jogo”, mas também temos outro motivo, talvez tão importante quanto esses, ou seja, a falta de vontade dos jogadores.Quando os jogadores não engolem a sua isca, por mais iscas que você coloque, quando os jogadores nunca sabem o que fazer, mesmo que você enumere toda a lista de coisas a se fazer, quando os jogadores não querem conversar com os NPCs, por mais NPCs que existam dispostos a conversar, quando o mundo estiver acabando envolta deles e eles decidem conversar sobre a pia do banheiro, a culpa do “mau jogo” é de quem? Dos jogadores ou do mestre?

Para mim a resposta está clara. A culpa é dos jogadores (mas não exclusivamente deles). Às vezes a culpa não é de todos os jogadores, mas um ou dois sem vontade podem deixar uma história bem ruim. Podem até mesmo acabar com a história. E me digam, que mestre tem vontade de mestrar algo que não é levado em consideração pelos jogadores? Melhor mestrar outra história. Claro sempre pode ser possível que um dos jogadores não esteja a fim de jogar naquele dia, por qualquer motivo, assim como o mestre também pode estar sem vontade, mas nesse caso é melhor adiar a sessão de jogo do que jogar por obrigação.

Mas mesmo depois dessa visão negra da mesa de jogo, vem a luz. Como resolver esse problema?

O modo mais simples é o mais óbvio, trocar de história para uma que empolgue mais o pessoal. Isso normalmente resolve o problema e todo mundo fica feliz (menos o mestre, que teve que criar toda a outra história para ir até a metade, mas compensa pela nova história que ele poderá criar). Mas esse primeiro método pode ser ruim para alguns grupos, pois a história é legal, os jogadores a acham legal, mas ainda assim falta a vontade necessária para evitar a má postura. Nesse caso o mestre tem que conversar com os jogadores e perguntar “O que está acontecendo?“. Dependendo da resposta o mestre e os jogadores podem chegar a um acordo em que o jogo volte a ficar empolgante para todo mundo. A ultima e drástica solução é começar o grupo novamente, mas essa eu espero que ninguém faça (muito menos aqui na Matilha!).

PS.: Esse post também funciona como uma indireta para o pessoal da Matilha, para que o nosso jogo de GURPS Supers não caia no buraco infinito dos jogos não terminados.

Compare Preços de: Livros, RPG, Revistas, Quadrinhos, Mangá no JáCotei.

12 Comentários para “A Falta de Motivação, conhecido também como a má postura dos jogadores”

  1. 1
    Phil Souza:

    hã…. O link que você colocou não foi de meu blog Toico… Mas sim um link interno rsrs

  2. 2
    avoloch:

    Só pra avisar Phil, eu li sim seu post, mas estou com preguiça de tecer comentários…
    Na Época que eu Narrava By night acontecia algo parecido, faziamos os lives e tinha sempre vários playes que reclamavam da falta de “plots”, e que sempre narravamos para as mesmas pessoas e que elas eram o centro das atenções.
    Mas era claro, os NPCs davam o começo e os players que se mostrassem interessados recebiam as missões, como caçadas, investigações e representações de anciões em reuniões. A maioria ficava com cara de bunda, mas tinham uns 8 que iam atrás, eram esses que ganhavam XP status e regalias, podendo mandar o restante calar a boca nas reuniões.
    Como diziam os players ativos ” se você não serve para camarilla, não serve para estar vivo” ( um brujah )

  3. 3
    Phil Souza:

    E daqui a alguns meses vamos ser chamados por associações de rpg para darmos palestras motivacionais para mestres e jogadores. Escreveremos livros sobre o assunto e vamos ter um reality show aonde mestres devem criar boas historias dentro de um ambiente de jogadores problemas…

    Será que eu vou ficar bem de terno no meu livro?

    Muito bom o texto, dialogo é tudo, com certeza. Um grupo de rpg incrivelmente parece um casal de namorados. As vezes o tesão acaba de um dos lados, mas a empolgação do outro faz o lado sem tesão não se manifestar. Incrivel isso… no final é só conversar.

  4. 4
    Rocha:

    Isso que da deixar trabalho na mão de estagiário. Link corrigido Phil.

  5. 5
    Rey Jr (Ooze):

    Aqui no interior de SP, a cidade não é pequena, mas a maioria dos jogadores de RPG se conhecem por conta dos encontros.
    Muitos não se bicam, mas no geral há uma boa interação entre os jogadores e não é raro rolar um intercambio.
    Eu mesmo passei por diversos grupos, ora como Narrador, ora como jogador.
    Creio que o EGO afeta bastante.
    Particularmente me considero um Jogador Cooperativo. Não tomo ações que vão beneficiar só a mim (Apenas quando joguei com um Lasombra em Vampire Dark Ages).
    Como Narrador eu gosto de colocar sempre problemas simultaneos aos jogadores para que eles resolvam de acordo com o julgamento deles.
    Mas na maioria das vezes o grupo tem um problema e cada um dos personagens tem seu problema pessoal.
    Como foi dito no post, e como foi dito pelo Phil o dialogo é mesmo a melhor solução.
    Mas com certas pessoas não tem como conversar nesses casos eu recomendo enfiar uma caneta Bic bem na base do crânio. Se for na nuca o mundo pode ter ganhado mais um para-atleta. Se for na garganta o sujeito vai ter mais um buraco por onde respirar. De qqer forma ele nunca mais vai estragar uma sessão sua por conta do imenso Ego.

  6. 6
    Phil Souza:

    as com certas pessoas não tem como conversar nesses casos eu recomendo enfiar uma caneta Bic bem na base do crânio. Se for na nuca o mundo pode ter ganhado mais um para-atleta. Se for na garganta o sujeito vai ter mais um buraco por onde respirar. De qqer forma ele nunca mais vai estragar uma sessão sua por conta do imenso Ego.

    Isso ficou morbido Rey…

    Mas sinceramente nunca tive problemas com jogadores por cauda de EGO.

  7. 7
    Tsu:

    pois é…esses jogadores desmotivados que não querem fazer sua terapia de RPG são um problema. Depois fica com dor nas costas e não sabe o porquê.

    Complementando a zoeira do Phil, também vamos ter um programa SuperNerddy, aonde um especialista em RPG vai até a sua casa e acompanha a sua sessão de jogo para ver o que está errado. Os jogadores problemas podem fazer o maior chilique que o SuperNerddy, com muita paciência, vai ensinar técnicas psicológicas e didáticas para colocar essa criançada na linha.

  8. 8
    Tsu:

    inclusive, esses jogadores problemas, depois da visita do SuperNerddy, vão passar a comer brócolis sem fazer cara feia.

  9. 9
    Ratysu:

    Acho que não levarei canetas BIC na proxima partida.
    E Phil, Jogador com complexo de personagem principal nós temos sim.

  10. 10
    Ray:

    I’ll be a good girl, I promise.

  11. 11
    Vinícius:

    Adorei o texto, ilustra muito bem a cena de muitos grupos por aí. Parabéns.

  12. 12
    A Matilha » Truques do Ofício(direto da DB#98):

    [...] melhor, que começou com um post do Phil sobre como jogar sem depender de ganchos, contou com um post do Toiço, e mais recentemente(logo ali embaixo) um post da Ray dissecando, os tipos de [...]

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