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A inclusione unius ad exclusionem alterius

Por Ray


And every girl wants a latin speaker guy.

Vocês sabem o que é CIL? Não? O Corpus Inscriptionum Latinarum é a compilação infernal de todas as inscrições latinas do Império Romano, organizada por temas e áreas. Super bacana. Não apenas vocês não sabiam disso, como eu só fui contemplar sua existência por conta de uma nota de rodapé em um texto auxiliar da aula de História Antiga I, semestre passado, mencionado inclusive com aquele tom de “dã, óbvio”.

Algo dessa magnitude – particularmente para metidinhos a conhecedores de coisas estranhas- e vocês simplesmente não sabiam. Barely believable, huh?

Com isso, eu obviamente quero tratar de tudo aquilo que os PCs não sabem, não saberiam e não saberão, mas ah, quem disse que o Jogador obedece?

Conosco jogava, em um outro tempo, um belo rapaz chamado Ruslan. Vocês vão ouvir dele no podcast. Ruslan ouvia, do Mestre (Um gordo chamado Ray Toiço, conhecem?) , frequentemente a frase: “Seu personagem NÃO LEU os livros da WW.”
Até hoje eu me impressiono como isso nunca quis dizer absolutamente nada na prática de jogo.

Naturalmente, é terrivelmente difícil ignorar um conhecimento vital que você tem e ver o seu, oh, tão querido personagem se ferrar mais e mais afim de manter a disciplina do on. Aliás, por que deveria ser feito, para começo de conversa? Em que isso influi na questão? Por que atrapalharia a história, o jogo, a diversão?

Bem, meus caros, é o seguinte: você está roubando. Usar off em momento algum pode ser considerado diferente de mudar as bolinhas da ficha, ou os números, ou o xp, ou whatever. Usar off é cheatear o jogo, e começar Donkey Kong com 99 vidas, é ter lido a Dungeon na livraria de nerds quando não tinha nada para fazer e jamais contar ao Mestre quando ele for narrá-la.

Apenas que as pessoas não parecem ter a consciência de que isso deixa o jogo mais chato para elas. Pensem bem: não apenas não utilizar informações em off forçaria os jogadores a encontrar algum outro método, usualmente mais elaborado, interpretativo e divertido, de contornar ou enfrentar a situação, como possibilita ao mestre colocá-lo através da história em contato com a informação que ele desejava utilizar. Talvez até numa história ou sessão paralela focada nesse personagem e voltada para seu desenvolvimento.

Há o contra-ponto também: quando se poderia descobrir algo muito legitimamente em on, e se sentiu tolhido pelo fato de que encheriam a porra do saco dizendo que “É off!”.Todo mundo passou por isso, não? E se o outro PC da mesa está sacaneando para cima do seu, e você praticamente tropeça nos indícios disso, mas tem que se fazer de tanço e ignorar para não ouvir acusações difamando suas habilidades interpretativas?

A conclusão e resumo é (e eu adoro dar sermão, justiceira do teclado do inferno): Por favor, tenham em mente a diversão da Mesa tooda, inclusive do coitado do Mestre que tem que agüentar vocês jogando mal, e a capacidade de se criar uma boa história. Juro que histórias são coisas bacanas – até em GURPS.

Compare Preços de: Games, Dragon Fable, MMO, RPG no JáCotei.

3 Comentários para “A inclusione unius ad exclusionem alterius”

  1. 1
    Avoloch:

    ESSES ROMANOS SÃO UNS NEURÓTICOS!!!

    A revista História viva cita esse CIL várias vezes, e eu não sabia o que diabos era :(
    É bem dificil definir a linha entre os conhecimentos do jogador e do PC, por isso optamos por começar como humanos toscos mesmo, depois se tornando mago/lobisomem/vampiro/pinóccio, só usamos o conhecimento que temos em ON…

    Valew RAY, mês que vem to ai pra outro chops, e talvez ouvir uma musica celta

    Aguirre

  2. 2
    Silvio:

    Só pra dizer q comecei a ler vcs e estou curtindo muito.

    Ah, e tbém pra agradecer por mais este post.

    []‘s

    Silvio
    (Aka Carrasco do Valhala)

  3. 3
    Ray:

    Silvio

    Seja sempre bem-vindo, o blog geralmente é bem divertido, só fugir dos meus posts. ;)

    E venha sempre Aguirre – embora eu deva admitir que o CIL é muito mais estimado por essas revistas do que na academia.

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