Aos Novos Recrutas
Por ToicoO que os transgressores acham que estão fazendo? O que eles querem fazer com o Mundo? Todos acham que são donos dele. Magos, Vampiros, Lobisomens, Fadas, Múmias, Fantasmas, Caçadores, Demônios, Espíritos e muitas outras coisas piores que estão vagando por aí. Eles estão aos poucos tentando destruir tudo que nós criamos. Com a minha experiência pessoal, posso dar algum exemplo do comportamento dessas criaturas.
A alguns dias atrás encontrei um dos “Garou” (nada mais que um ser humano comum com uma deficiência genética grave) que me garantiu que ele estava protegendo os seres humanos de uma grande entidade sobrenatural que está tentando destruir o mundo por dentro. Ele disse que a culpa de todas as coisas ruins que acontece no mundo é dela. O “Garou”
se considera um guerreiro da “mãe natureza” que usa do seu “poder” para a defender da “Entidade Sobrenatural do Mal”.
Mas nenhum dos argumentos dele me convenceu, pois quando eu o encontrei, ele estava assassinando friamente sete funcionários de uma empresa de fabricação de plásticos. Ele não conseguiu me explicar por que estava fazendo isso. Ele dizia que os funcionários estavam “corrompidos” e “fediam”. E por isso ele decidiu que todos deveriam morrer. Somente a decisão dele sobre outros sete. Sem direito a se defenderem, sem direito a justiça. Eles todos foram assassinados por que o “Garou” sentiu que eles tinham cheiro de um verme. Somente isso. Um verme. Será que se protege o mundo com assassinatos sem motivo? Se o julgamento do “Garou” estivesse errado? Quem o puniria? A “mãe natureza”? Ou a sua “honra”? Acho que nenhum dos dois. Se ele estivesse errado ele simplesmente continuaria a errar. Esse transgressor foi capturado e levado para um dos nossos laboratórios. Lá, quem sabe, seja encontrada a cura para o mal que ele sofre.
Logo no começo da minha carreira, encontrei um bando de vampiros que estavam fazendo uma coisa que eles chamam de “festim de sangue”. Nesse “festim” as pessoas eram penduradas de cabeça para baixo, e as suas gargantas são abertas enquanto os lunáticos bebem o sangue que escorre pelos cabelos dessas pessoas. Essa cena ficou marcada como a
mais grotesca que eu já vi. Pessoas ainda vivas, chorando e pedindo para morrer, e os “monstros vampiros” simplesmente rindo. Eu e a minha célula acabamos com isso tudo rapidamente. Todo o bando de loucos foi morto, nenhum deles precisava ser julgado, os crimes estavam lá, e ainda conseguimos salvar alguns humanos com a nossa medicina avançada.
A exatamente três meses, a minha célula conseguiu desmantelar um grupo de escravizadores, que “reinavam” sobre algumas pessoas dando a elas algum tipo de droga que “abria a percepção para um mundo mágico”, mundo mágico esse em que os escravizadores eram reis de algum reino vindo diretamente da idade média e as pessoas comuns trabalhavam para eles só pelo “prazer” de terem por perto os seus “senhores”. Os “senhores”, chamavam a si mesmos de “Sidhe” (palavra que denominava as lendárias fadas irlandesas) e estavam tão viciados na própria droga que acreditavam que realmente moravam em um castelo (na verdade um prédio abandonado) e utilizavam armas imaginárias contra nós. Um deles até mesmo tentou nos drogar, mas o nosso árduo treinamento de resistência nos deixava imunes a droga. Todos as pessoas encontradas lá foram levados a um centro de reabilitação e esperamos que em menos de um ano já estejam curadas de seus devaneios. As amostras da droga estão sendo estudadas para que se ache um desintoxicante mais efetivo. Existem muitos casos parecidos com esse pelo mundo, e um “antidoto” para a droga seria muito bem vindo.
E por ultimo estão os que se chamam de “Magos”. Já enfreitei incontaveis deles. Muitos truques, espelhos, fumaça e fogo. Ás vezes muito fogo. Esses “magos” são as criaturas mais perigosas da noite. Eles querem “trazer o misticismo ao mundo” novamente. Eles querem um mundo aonde o mago da montanha coloque medo em toda a comunidade. Eles querem o poder. Querem virgens como oferenda todo o mês, querem ouro e jóias, querem escravos, querem medo.
É disso que a Tecnocracia quer livrar o mundo. Queremos um mundo sem medo, sem oferendas, sem desigualdade. Queremos um mundo humano no qual um individuo tenha as mesmas chances que os outros. É por isso que vamos lutar até o fim da tirania das criaturas da noite. Vamos a vitória contra os monstros.
Nós somos a luz. Os Transgressores são a sombra. Vamos iluminar todo o mundo.
Nós fazemos um mundo melhor.
A vitória Recrutas!
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Abril 3rd, 2007 at 19:28
Muito legal este discurso, ele deve causar um grande impacto em jogadores novatos em uma primeira seção. Mas este veterano não me pareceu muito inteligente, só isso. Ele ignorou que a fabrica atacada pelo Garou é acusada freqüentemente de crimes ambientais, ignorou também que este festim dos vampiros possui uma grande importância social, pois para o homem é extremamente difícil compartilhar algo com outrem, então imaginamos para uma espécie imortal realizar tal ato. E o pior erro é limitar a inteligência dos magos a meros obcecados por um sonho impossível, não se trata disso, se trata de seres antes mundanos que agora desejam levar até o mundo o direito da individualidade e singularidade junto com a liberdade da realidade. Tudo isso foi negligenciado por este veterano, que do meu ponto de vista deveria primeiro compreender um pouco os seus inimigos antes de contra eles atentar em nome da justiça e da igualdade. Por trás dessa aparente critica se encontra uma sincera admiração por uma original maneira de compreender o extenso mundo das trevas, minhas congratulações!!!
Abril 5th, 2007 at 11:01
Nós vivemos em um mundo onde todos devem ter direitos iguais, quem esta fora da lei deve ser punido, mas a punição por crimes ambientais não é a morte (embora a Ana gostaria da idéia), qualquer um que mate pessoas por conta própria deve ser punido, sendo Garou, além de punido deve ser mantido sub vigilancia.
Importancia social? No meu conceito e no de mais bilhões de seres humanos torturar e assassinar pessoas não tem uma importancia social positiva. Se você acha que isto é convivencia social e solidariedade, vamos lá em casa, eu lhe amarro no teto e corto sua garganta, vamos ter uma boa vida social não concorda?
“direito da individualidade e singularidade” isso é bom quando se esta no topo, mas os outros milhões de abtantes que não podem usufruir dessa individualidade que só vocês conseguem ver virarão escravos?
Nós cooprendemos nosso inimigo, não é atoa que estaos vencendo, mas você já entrou em uma univercidade? Tem o minimo conhecimento em didática? Não se joga conhecimento aos montes nos novatos, é preciso formar uma base, prepara-los para o que devem aprender, um médico não pega num bisturi na primeira semana de curso, assim como um agente não coomprende todo o funcionamento do mundo na sua palestra inicial.
Abril 6th, 2007 at 15:22
Sua observação é mais do que justa, mesmo que eu não concorde com alguns pontos seus argumentos realmente são brilhantes, meus elogios também são justos mesmo parecendo falsos e até sarcásticos. Mas creio que colocou em um contesto um pouco mais sério que a finalidade de minhas palavras. Pretendia apenas expor alguns traços deste veterano que me agradariam, pois como jogador não desejo me ver a frente de um idiota pomposo que se vangloria de apenas ter tido êxito em uma situação que obviamente não compreende completamente. Em mim teria um impacto mais chocante se fossem expostos argumentos tais como: “Este ser assim chamado Garou atacou violenta e cruelmente pessoas inocentes apenas por que sentia nelas algo de maligno. Mas de fato contra a instituição atacada se encontravam traços incomuns e suspeitos, como o demasiado descaso com a natureza, que iam alem de diminuir os custos, chegando a ponto de danificar propositalmente o meio ambiente. Frente a isto devemos concentrar os nossos esforços, entender as motivações e o porque das ações dos nossos inimigos, pois se compreendermos completamente podemos fazê-las cessar sem grandes baixas.” Isto do ponto de vista de um jogo é um grande gancho para crônicas realmente profundas, e não a aquelas coisas infantis como perseguir e matar. Ao menos é este tipo de campanha que me cativa, aquela que leva o jogador a questionar quem é o seu verdadeiro inimigo e o faz perceber que o mal é tão incompreendido quanto o bem.
Quanto ao restante concordo em parte com você, não é justificável a morte por crimes ambientais, isto nada resolve. A punição adequada realmente é a recuperação absoluta dos danos causados, a compensação a todos os afetados e a taxa por tal fato ter ocorrido. Mas em relação às ações sócias dos vampiros, nos fazemos as mesmas coisas!! Não seja hipócrita a ponto de dizer que não discute com seus amigos enquanto saboreia a morte ou tortura de um ser que você (e a humanidade) vê como inferior. Não diga que em um jantar regado a cadáveres de animais você não realizou uma reunião que se tornou mais agradável por causa da degustação de tais seres. Não venha dizer que enquanto se encontrava escravizando o seu animal de estimação não reatou uma conversação com alguém que detinha um escravo em comum. Isso é diferente de um vampiro, um ser superior, tornar mais agradável o seu contato com outros de sua espécie através de um agradável espetáculo com alguns indivíduos sem grande importância para sua espécie, pois para os meus olhos isto é a mesma coisa.
Abril 6th, 2007 at 15:24
Outro ponto no qual discordo é em relação à individualidade e singularidade, realmente você expôs um ponto importante. Mas é possível que todos vejam, não existe essa limitação, não a aqueles que definitivamente são cegos para com as reais sensações da existência, a todos é oferto o conhecimento de tal fator, não se terá uma elite dominante. Muito pelo contrario será um bem comum a todos. O que não podemos permitir é que a sociedade continue a dizer que o céu é azul sem nunca sequer telo admirá-lo, ou que não se precisa das estrelas mais distantes da galáxia apenas por que estas nada fazem em relação a suas vidas cotidianas. Isto é um bloqueio para as reais sensações e conhecimentos que o universo oferece. Isto é contentamento e estagnação. Fique você com isso por que eu não desejo tal coisa, prefiro sofrer todos os martírios da miséria a o ócio do contentamento.
Em relação a ultima afirmação concordo que foi um equivoco meu, isto não é pratico realmente, ao menos no contesto em que o expõe. Mas na questão referente a este agente devemos supor que ele deveria possuir um conhecimento maior do que o que foi exposto, pois o Mundo das trevas é um mundo realmente ativo, onde acontecimentos suspeitos acontecem freqüentemente (mesmo sendo excepcionalmente bem camuflados), o que um observador atento pode vir a obter importantes informações em um tempo relativamente curto. Mas mais do que tudo se deve deixar de camuflar as adversidades, devemos deixar de pensar que apenas os fatos positivos motivam. Mesmo freqüentemente o fracasso ou uma grande dificuldade seja um poderoso desmotivador, se encarado de forma correta ou exposto como tal pode vir a se tornar o maior dos motivadores, pois apenas quando em frente de grande adversidade o ser humano se eleva ate a superação e ate os atos mais excepcionais. Pois da minha óptica o mundo é assim: um grande esforço para um diminuto bem. E isso é o bastante para me motivar. O agradeço por suas palavras e posturas, isto é algo realmente digno. E muito me alegra que tais tópicos possam ser discutidos com o fim de aprimorar o pensamento humano.
Abril 9th, 2007 at 16:15
Por mais que eu adore as raças metamórficas, sempre lembro do Impergium.
E sempre que tento colocar defeio na Tec, lembro de coisas agradáveis e reconfortantes, como papel higiênico, torradas, forno microondas e shampoo.
Não dá pra discutir que o que eles querem é realmente o bem da humanidade. Mas também tem se perdido em seus labirintos de burocracia…
Agora, não há que se negar que se dependesse das demais criaturas do mundo das trevas, seres humanos seriam gado, escravos, séquito, no máximo parentes.
Nenhum desses destinos me parece agradável, na verdade.
Abril 10th, 2007 at 13:53
Sim, em termos de jogo concordo que o discurso proposto por você poderia ser melhor, mas a ideia é interpretar um discurso tecnocrata para um novo grupo de recrutas e um agente nunca mostraria as rachaduras no monolito tecnocrata, não que elas não existam, mas não é conveniente contar neste momento, da mesma forma como não se contam a filhotes sobre as dúzias de senhores das sombras corrompidos que ainda passeiam por inúmeros caerns livremente.
Novamente SIM, é claro que uma conversa é mais interessante durante um churrasco de carne bovina, mas bois são animais, vampiros são humanos contaminados caçando humanos e não uma raça superior sobre uma inferior, é um grupo de doentes caçando e contaminando pessoas como ele. E mesmo nós se abusarmos de animais somos punidos. (A Ana, novamente, que o diga)
Agora sou obrigado a dizer NÃO, “não se terá uma elite dominante. Muito pelo contrario será um bem comum a todos.” A história prova o contrario, o presente mostra o mesmo, de mais poder a um homem que a outro e logo você terá um senhor e um escravo. Se você prefere um mundo insano e sem limites, viver como escravo, a escolha é sua, mas a humanidade não quer isto e a aceitação global de nossa tecnologia contra a “magia” de vocês deixa isto mais que claro.
Voltando a falar como jogador e não como personagem, o fracasso também é uma boa motivação para jogo, tão boa quanto o sucesso. Ele pode ser usado em outra crônica.
Abril 10th, 2007 at 22:14
Pois eu acho que se deveria contar aos filhotes sobre os senhores das sombras corrompidos, por favor, compreenda. Este é o mundo das trevas, medo e confusão são as suas matérias mais básicas e sem elas nada aqui acontece. É muito estimulante o temor, a idéia de fragilidade de tudo e de todos (mesmo que isso seja aparente) é extremamente estimulante. E a duvida de que a Tecnocracia seja a escolha certa me parece algo incontestavelmente estimulante. Mas não vamos mais longe com isto, não comparemos se tal sabor é amargo ou acido, pois ambos merecem ser degustado.
Mas não posso deixar de lado a afirmação que faz, colocando o homem como ser imensamente superior a qualquer outra espécie que exista no planeta. Não acha que se os animais tivessem intelecto o bastante eles usariam as suas palavras sobre os vampiros para descrever a humanidade, para mim você eleva os humanos, e não vejo mal algum os vampiros fazerem o mesmo. Já que eles são imensamente mais inteligentes e cientes do que os humanos. Fator este devido ao conhecimento que acumulam ao longo do tempo. E assim podemos ver uma grande semelhança nestas duas situações, nas quais você diz haver distinções, mas na verdade não à. E se os vampiros abusarem dos humanos estes também são punidos (ate mesmo no Sabá), como pode ver ambos os cenários são idênticos.
Novamente me vejo obrigado a discordar de sua postura (isto já se torna um habito), por que ela se mostra incompleta. Trata-se na verdade de um conhecimento compartilhado, a “magia” (no contesto apropriado) se encontra no mesmo campo que a matemática, as artes e outras tantas áreas. É algo realmente intrínseco ao individuo e se mostra uma parte de sua personalidade. O que não podemos permitir é que se deixe de lado esta parte do espírito humano apenas por receio de suas conseqüências, desta forma você nos realmente transforma em escravos. Escravos que só podem tocar e sentir aquilo que uma elite veja como benéfica ou inofensiva, se pensarmos nesta linha jamais permitiríamos os avanços que sua “Tecnologia” nos ofereceu. Para sempre viveríamos em censura, e isso do meu pondo de vista é a verdadeira escravidão, quando nos dizem o que pensar e ate onde nos é permitido chegar, consultando para isso seres que jamais tocaram nada a não ser a sua própria rotina. E para finalizar digo que não é totalmente improvável a coexistência entre a magia e a tecnologia (o que já é provado), e este deve ser realmente o tópico de nossa discussão. Como fazer com que estes dois modelos coexistam trazendo o maximo beneficio para o mundo. E existe uma grande diferença entre escolha global e acomodação generalizada.
E realmente o fracasso é um grande estimulo para os jogadores (aqueles que realmente entendem o jogo), pois me encontro agora em uma crônica de Vampiro: Idade das Trevas onde o fracasso é o foco central. Desejo que muitos outros entendam a importância do fracasso, da mesma forma que você entendeu e deixem de guiar tudo para o sucesso ocioso e sem significado real. Prestigio muito seus pensamentos e respeito absolutamente a sua opinião somada com o seu apurado senso de critica. Que suas contestações não recuem perante as adversidades deste mundo estagnado.
Abril 11th, 2007 at 16:37
Acabei de sair de uma prova, não é a melhor hora para responder, mas vamos lá.
Vou ter que usar termos pessoais agora, eu fui (sou) oficial do exército e já ajudei no treinamento de mais de 600 soldados. Você provavelmente já se alistou e viu as expressões no rosto de cada um que estava na fila com você, sentiu a aprenssão de estar em um lugar onde todos tem o poder te de matar, aparentemente, para você, aquilo é um mundo assustador. Pior deve ser para filhotes, o mundo que eles acabaram de entrar é ainda mais assustador e eles não tem confiança nos seus poderes (nem devem ter, pois são muito poucos). Avisar para eles que lutarão contra inimigos que podem matar todos eles em 3 segundos, que não podem confiar nem nos companheiros, iria deixa-los em condições de pressão grande demais, e a cada dez filhotes, se 2 se adaptarem a isso, você terá sorte.
Coloquei sim o homem como um ser superior aos demais animais, nesse momento falei como um agente tecnocrata, para eles vampiros não passam de humanos doentes, no máximo iguais, mas nunca superiores. Mesmo aceitando seu ponto de vista de que ambos os cenários são o mesmo, eu luto pela sobrevivência de minha espécie e não aceitarei submissão de doentes que se achem superiores. Quem sobreviver vai provar sua superioridade.
Parece que o hábito da discórdia é comum para nós, a “magia” não pode ser considera um conhecimento compartilhado pois não esta disponível a todos, apenas o que vocês chamam de “despertos” tem acesso a ela, essa é a diferença entre sua “magia” e minha tecnologia, a minha esta disponível a todos.
Nós não vivemos num mundo de dragões e masmorras, os humanos preferem ter suas vidas cotidianas, rotineiras, do que arriscar seu sangue cada vez que sai na rua, essa é a realidade que eles escolheram. Alguns de seus “magos” conseguem usar sua “magia” em conjunto com a tecnologia, não nego fatos, mas isto não torna sua magia menos perigosas para as massas, continua sendo elitizada e de acesso restrito. E a diferença entre escolha global e acomodação generalizada, me diga se a acomodação já não foi uma escolha? estão acomodados pois aceitam as coisas como estão se encaminhando.
Sucesso e fracasso são apenas duas das várias formas de deixar um jogo interessante. Todos os sistemas no mundo das trevas estão rodados pelo fracasso, vampiros,garou, magos, todos estão vendo seu fim próximo, até mesmo a Tec esta com o que chamam de “Monolito rachado”.
Esta sendo interessante encontrar uma das anomalias da realidade (não assuma como ofensa, é como os tecnocratas se referem a criaturas sobrenaturais) com raciocineo lógico.
Abril 11th, 2007 at 19:23
É com grande pesar que dedico o meu ultimo comentário a respeito deste tópico. Não o faço por não possuir mais argumentos, mas sim por que os tenho de sobra, e acredite, uma eternidade não seria o bastante para tudo que quero expor.
Tentarei ser o mais breve possível, por isso primeiramente digo que 2 de dez me parece bastante positivo. Pois mesmo para uma raça ameaçada mais vale 2 seres excepcionais do que 1000 medianos. Do ponto de vista real isto se mantém semi-inalterado, a exceção é que não acho que desperdiçar 998 almas seja o mais eficiente. Mas se nos encontrássemos no mesmo desespero que os Garous talvez cogitaríamos tal coisa.
Desculpe-me por negligenciar que se expressava como um agente Tecnocrata, me arrependo por não ter percebido tal fato. Mas lhe asseguro que tal disputa é muito interessante, e extremamente singular para ambos os mundos.
Qualquer um pode se tornar um desperto, a todos tal feito é possível, contanto que tenham a liberdade para seguir tal caminho, coisa que continuo afirmando que não possuem. E afirmo que não foi por escolha, mas sim pela supressão de todos os outros modos de enxergar a realidade.
Escolha global seria se todos decidissem que um meio é mais eficiente que outro tento contestado ambos igualmente. Acomodação Generalizada se da quando um dominante limita a presença de um segundo fator, tornando cada vez menos possível a constatação de tal fator. Isto não é escolha, pois se elimina um fator para que o outro se levanta soberano, e como as pessoas preferem (preferência, não escolha) a segurança do evidente à confusão do desconhecido é mais fácil forçar-lhes algo, por isso nos vemos em uma acomodação generalizada e não numa escolha global.
Realmente a inúmeras possibilidades de se deixar um jogo interessante, mas cada vez mais me inclino sobre o fracasso pessoal, pois poucas coisas são tão intensas quanto a culpa e o arrependimento, e poucas coisas exigem tanto para serem superadas.
Encontro-me na Longa Noite e você nas temíveis Noites Finais, e mesmo assim nossas diferenças vão alem de tal evidencia. Meus votos são de absoluta cortesia e admiração perante o seu raciocínio. Estas são as ultimas palavras do jovem eternamente vazio para o Agente da Segurança.
Espero que tenha desastrosamente fracassado em sua prova, pois apenas o fracasso pode motivá-lo a ir alem do comum e rumar para o excepcional.