Após a batalha
Por Rocha“…
Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obscenasMirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos
Bravos guerreiros de AtenasQuando eles se entopem de vinho
Costumam buscar um carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas, Helenas
…”
Hoje, a inspiração para o post veio no melhor estilo ‘Ana’, ouvindo uma musica.
Estou lendo ‘Rei do Inverno’, o primeiro livro de uma trilogia do Bernard Cornwell, com uma versão diferenciada sobre o Rei Arthur. O livro é muito bom, mas que não vem ao caso. Nele são citadas diversas batalhas, e sempre é enfatizado como os soldados buscam mulheres e bebidas após o confronto.
No trabalho, programando ao som de Chico Buarque – Mulheres de Atenas, ouço exatamente o mesmo relato, soldados que voltam sedentos por sexo e bebidas.
E então lembro de meu guerreiro de Yuden, que apesar de se envolver em muitas batalhas, a muito não sente o calor do corpo de uma mulher. Fico me imaginando na situação desses soldados, tensos em batalhas, sendo feridos por laminas inimigas. Soldados que vão para batalha certos da possibilidade de morte, e quando voltam vivos é uma vitória, devem comemorar, e aproveitar os prazeres da vida, pois a próxima batalha pode ser a última.
Imagino o quão bom é o sexo após uma guerra, quando só então os músculos deixam de se tencionar. Como é macio o toque feminino sobre a pele nua, após violentos impactos sobre a armadura. O quão prazeroso seria, fechar os olhos e ter a certeza de que nada ruim acontecerá, se deixar levar a um plano onde nada mais existe, onde o tempo corre diferente, onde há suspiros de prazer no lugar de gritos de dor e morte.
Um guerreiro realmente precisa disso, a recompensa por estar vivo, por voltar vivo, e a motivação para voltar à linha de frente, e lutar, e matar, e defender o companheiro ao lado para que ele te defenda e juntos, voltar e novamente ter a recompensa.
É claro que um guerreiro com tendência boa, não buscaria esse prazer estuprando as mulheres do exército derrotado, como fazem os bárbaros, e um aventureiro dificilmente terá uma mulher sempre lhe esperando, pois muitas vezes ele nem tem para onde voltar. Resta a eles, o que ouvi ontem, o chamado “sexo casual”. Buscar em tavernas o sexo por uma noite, pagando ou não por ele.
Esta deve ser uma real necessidade de um guerreiro, e devo começar a interpretar um pouco disto. Claro que sem transformar o jogo em uma suruba.
Compare Preços de: Playstation 3, Wii, Nintendo DS, XBox 360 no JáCotei.
Abril 15th, 2008 at 14:33
hmmmm
será que o phil vai recompensar meu guerreiro com sexo
….
hmmm
acho que vou ficar com o XP, é mais seguro.
Abril 15th, 2008 at 14:51
Não acho que deva ser o narrador que precise recompensar o guerreiro, é o guerreiro que irá desejar, e buscar, isto.
Abril 15th, 2008 at 14:53
Meu isso é muito Viking
espero ir pro valhala quando morrer pra esperimentar essa sensação
Abril 15th, 2008 at 18:49
Isso me lembra de um mago de amigo meu que usava magias de ilusão e velocidade pra deixar as mulheres loucas durante o sexo e ganhar fama de garanhão.
Abril 16th, 2008 at 12:43
Os livros do Leonel Caldela em tormenta ressaltam sempre a necessidade de “mulheres de vida fácil” em exercítos…
Enfim, utilizar sexo na mesa nunca é fácil (Frase de duplo sentido?)… Boa sorte em sua empreitada!
o/
Abril 16th, 2008 at 21:58
Da série “Eu podia ter usado exemplos melhores, que não fariam minhas amigas se sentirem mal e abraçarem as pernas”.
Irque, Dan. Mas foi um bom post.
Abril 17th, 2008 at 0:48
Ok, ok, agora que eu reli o texto e não fiquei focada só na parte do “terminar-a-batalha-estuprar-e-saquear”, vi que o texto está realmente ótimo.
É uma visão excelente, Dan. Me lembra da música “A Girl Worth Fighting For”, em que os soldados em marcha cantam justamente isso:
http://www.stlyrics.com/lyrics/mulan/agirlworthfightingfor.htm
e
http://www.lyricstime.com/mulan-algu-m-pra-quem-voltar-lyrics.html
Abril 17th, 2008 at 16:39
Cara…eu tb quero ir pro Valhalla…
sentar porrada no inimigo todos os dias e à noite deliciar-se com as 30 valkyrias virgens na terra do leite e do mel.
A típica vida de um bárbaro cimeriano…
Abril 17th, 2008 at 17:24
Não Marcio, nada de sexo, você nem faz meu tipo… ¬¬
Foi bem empolgado esse texto, poético até. O que você descreve ai é muito verdade rocha, mas a questão do sexo não só é esquecido em situações de guerra. Os aventureiros menos bonzinhos vivem visitando bordeis e outros estabelecimentos do tipo. Até os mais bonzinhos dependendo do contexto…
Mas isso acaba se perdendo, o povo esquece que seu personagem tem essas necessidades também… Ou faz igual nosso jogador sapo que foi em um bordel e disse que ia ficar de abraços e BEIJOS com uma prostituta barata. Powned.
Abril 18th, 2008 at 8:46
Esta música me faz lembrar do quão são necessários os carinhos, depois de qualquer tipo de batalha, mesmo na batalha do nosso dia-a-dia é muito bom receber carinhos que nos levam a um descanso maior, um sentimento de segurança e o prazer de saber que alguém nos espera no final de tudo..
Abril 19th, 2008 at 21:51
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Abril 24th, 2008 at 15:00
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