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Are you nuts?

Por Ana

Todo jogador de Call of Cthulhu está muito familiarizado com a loucura. Não que o jogo leve a alterações mentais nos jogadores (espera-se que não, ao menos), mas é raro uma sessão de jogo em que um personagem não saia com alguma desordem mental em diferentes graus.

O livro possui muitas páginas dedicadas a esse tema, com descrição de doenças mais comuns, uma tabela para descrever diferentes tipos de insanidade temporária, e até tratamentos psiquiátricos utilizados nos anos 20.

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Doutor, eu não me sinto muito bem…

 

Mas a loucura vai além de CoC.

No Mundo das Trevas a loucura existe. É impossível ela passar despercebida em um mundo cheio de seres sobrenaturais loucos para acabar com a sua existência. Um mero vislumbre dessas criaturas rastejando na noite é suficiente para acabar com a sanidade de qualquer mortal.

O Tiago me passou um livro que eu não conhecia chamado World of Darkness: Asylum. Esse volume trata especificamente sobre a loucura no mundo das Trevas, especialmente sobre as instituições que tratam da mesma, e como você pode encaixar esse tipo de coisa no seu cenário. Gostei do glossário com termos médicos e abreviações para prontuários…

Imagine o Asilo Arkham. Agora imagine ele na sua história de WoD. E, muito pior, imagine que seu personagem está, por alguma razão, preso dentro dele…

Eu não li quase nada do livro, mas vi que tem descrições de Asilos em diferentes épocas, como os internos eram tratados e como a ciência influenciou na mudança das técnicas e tratamentos ministrados. Bem interessante para situar seu asilo de acordo com a época em que mestra. Nada de psicologia de grupo em 1800. Naquele tempo louco era trancado numa cela e tratado na base do eletrochoque. Tudo para manter a coerência…

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Vai um choquinho ai?

O cenário de Terror de D&D não poderia deixar por menos e também fala do tema tão encantados da loucura. No módulo básico de Ravenloft temos regras dedicadas ao delicado processo de insanidade dos personagens, descrição de tipos de doenças mentais, esse tipo de coisa.

Além disso, em vários cenários vemos alguns NPCs que tem traços de loucura, em suas diversas vertentes. Seja o louco e perigoso Deus Nimb de Tormenta ou o adorável e poderoso mago Fisban de Dragonlance. Parece que nem as fantasias medievais conseguem passar ilesas e incorporam um pouco de loucura.

Então, a loucura faz parte dos mundos de RPG tanto quanto do nosso. Existem vários livros dando dicas de como usar esse elemento em suas histórias, alguns com descrições tão precisas que beiram a crueldade. Você pode escolher como usar isso na sua história, seja com os personagens tendo que enfrentar a estrada da loucura, sendo como profissionais da área de saúde tratando doentes mentais de todos os tipos, seja tendo o grupo preso em um lugar cheio de pessoas loucas… e perigosas.

Use sua imaginação. Deixe a loucura entrar na sua vida!

Mas use com moderação.

 

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Louco, eu?

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4 Comentários para “Are you nuts?”

  1. 1
    Phil Souza:

    Você falou de Nimb de Tormenta e esqueceu da propria tormenta que diminui a sanidade das pessoas ao verem tais criaturas.

    Alias, enquanto estou desenvolvendo meu rpg de humor usando cthulhu pensei em formas interessantes de se perder a sanidade em nosso cotidiano. Transito engarrafado, programação de tv no domingo, propaganda política…

  2. 2
    avoloch:

    Esqueceu do mago louco Halaster da montanha sombria.
    ele fala consigo mesmo e com suas cópias, é o inventor do big brother, prendendo as pessoas na montanha para observar elas tentarem sair
    uahauhauhahuah

  3. 3
    Tsu:

    Wraith the Oblivion também é ótimo para interpretar personagens loucos, já que são fantasmas obssessivos, superprotetores, ciúmentos, fanáticos, etc etc…

  4. 4
    Tsu:

    prontinho…
    fiz uma listinha com hotéis próximos ao EIRPG tá lá…

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