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D20 versus Storyteller - Um Desafio

Por Toico

Como está difícil postar nesse blog ultimamente. Hoje eu vou o atualizar com uma historinha de como é mestrar D&D (D20) para um mestre que está acostumado com o estilo de jogo do Storyteller.

Eu sei que não importa o sistema, sempre pode-se interpretar ou não interpretar independente do sistema em que se joga. Mas o modo de interpretar um personagem difere (e muito) entre os sistemas. Você não pode interpretar um personagem de Storyteller no mundo de Greyhawk. Simplesmente não é possível. É aceitável no Mundo das Trevas, um Lobisomem que não quer batalhar, e sim viver a sua vida desviando sempre da missão que Gaia lhe deu, mas não é aceitável um Guerreiro não sair em Aventuras para combater seres do Mal (ou do Bem). O Guerreiro simplesmente perde o seu lugar no mundo. Ele não pode existir se não for para batalhar. E isso interfere no modo em que o jogador vai interpretar o personagem. Desconheço qualquer relato de um Jogador que tenha feito um guerreiro com medo de combate ou um mago que não gosta de magias. Isso simplesmente não faz sentido, por isso eu digo que a interpretação muda. Por isso no D&D a interpretação é mais “direta” e também por isso não tem como mestrar D20 como se mestra Storyteller.

Eu, atualmente mestro Tormenta, a minha primeira experiência longa com D&D, depois de longos sete anos mestrando praticamente só Storyteller, tentei aplicar a minha experiência do Storyteller no D20, mas não deu muito certo. No Storyteller os NPCs são mais livres, eles podem ser mais “únicos” um do outro, eles podem marcar mais no cenário, já no D20 isso não acontece, pelos motivos que eu falei lá em cima. Se eu faço um NPC Mago, ele é um Mago e nada vai mudar isso. Ele sempre vai ter o estereótipo de Mago nele. E os personagens sabem o que esperar dele. Isso não é um defeito, é assim que o D&D é. Ele foi feito para ser assim. Nos livros de D&D que eu li, eles dizem para as coisas serem assim. As “Dicas de Interpretação” do “Punhos e Espadas” dizem como você pode combinar os talentos para fazer um personagem melhor.

Nas ultimas sessões eu mudei o método de mestrar para se adaptar melhor ao sistema. Não sei se está bom (eu ainda acho que não), mas é um começo para conseguir experiência em mestrar D20 e cada vez mestrar (e jogar) melhor.

Se alguém que ainda lê isso aqui já teve uma experiência parecida, deixe nos comentários.

Compare Preços de: Games, Dragon Fable, MMO, RPG no JáCotei.

3 Comentários para “D20 versus Storyteller - Um Desafio”

  1. 1
    Rus:

    Eu vi que mudou, combou os NPCS de uma maneira que os itens que pegamos nao eram nem a metade do que apanhamos u.ú
    maldito bugbear barbaro nivel 20 com machado+4 ¬¬
    Mas aguarde Toiço, tambem sabemos combar, ou melhor, “interpretar ao melhor estilo D20″ ;)

  2. 2
    Ðraco:

    No meu grupo (eu estava mestrando D&D) já teve uma bárbara que não gostava de lutar… Mas se alguém machucava algum amigo, ela entrava em fúria e debulhava tudo.
    Minha experiência mais comprida como mestre foi com Storyteller (Vampiro 3ª edição). Foram aí quase 3 anos de crônica. Em seguida vem uma crônica de Oriental Adventures (D&D), que durou 1 ano. Gosto muito dos dois sistemas, e inclusive acho Storytelling (o nWoD) quase perfeito, inclusive melhor que D20. Putz, um teste social de sedução é mais complexo e detalhado do que um combate inteiro!
    Mas sei lá, tenho tesão mesmo é em D20!! Não consigo largar por mais de 6 meses!!

  3. 3
    Galladryus:

    Olha, eu já vi sim um guerreiro que não gostava de lutar… Horrivel!
    Jogando D&D havia no grupo dois magos e um guerreiro, e aquele simplesmente não ia para as lutas deixando todo o serviço para os magos, quando a batalha acabava ele ia dar o “golpe de misericórdia” nos monstros, nem preciso dizer que é um “mau” jogador, né?

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