Design inteligente, o que é isso???
Por AnaMudando drásticamente a temática do blog, vim aqui falar um pouco sobre Design Inteligente (DI).
Talvez muitos aqui nunca tenham sequer ouvido falar da Teoria do Design Inteligente.
Ontem, quando o Tiago me mandou um artigo de um cara metendo o pau na teoria neodarwinista e colocando as panacéias do DI, resolvi escrever algo pro blog, mais para manifestar minha opinião que para convencer alguém…
Bem, o DI é uma idéia mais batida do que parece. Ele tem suas origens nas idéias do teólogo William Pailey, em 1831. Segundo ele, a existência de seres ou criaturas de organização complexa remeteriam a uma inteligência superior, a um designer, que as teria projetado.
Nesse contexto, surgiu o conceito da Complexidade Irredutível, Seriam estruturas que só funcionariam se todas as suas partes estivessem presentes desde o princípio; portanto, elas não poderiam ser organizadas em um processo passo-a-passo, via seleção natural.
OK, isso é um resume bem resumido, mas acho que deu pra pegar a ideia central.
De acordo com o DI, todos os seres vivos existentes hoje foram criados pela mão de um designer, uma inteligência superior, do jeito que são. É claro que essa inteligência superior poderia ser qualquer coisa, mas coincidentemente ela assume a face de um Deus cristão…
Segundo alguns artigos que li, uma coisa é de se supor: se fomos mesmo projetados por uma inteligência superior, esse designer era incompetente e fez um serviço mal feito. Afinal, e isso se olharmos somente para os seres humanos, veremos que somos cheios de defeitos. Temos dor nas costas e problemas de coluna por termos a postura bípede. Ora, um designer inteligente teria feito um serviço mais eficiente.
No final das contas, para mim o DI nada mais é que a teoria Criacionista mascarada de “científica”, mas na verdade é uma teoria doutrinadora, tentando adentrar nos meios acadêmicos e escolares na tentativa de prevalecer sobre a teoria evolutiva.
Ora, eu concordo que o neodarwinismo tem inúmeras falhas. Na verdade, existe uma perrenga antiga entre diferentes teorias evolucionistas que até hoje não chegou a nenhuma conclusão final. Nosso atual estado da arte do conhecimento não nos permite a petulância de formular uma teoria definitiva.
Mas uma coisa que todas as teorias aceitam é a EXISTÊNCIA da evolução. Como ela aconteceu, é uma discussão que ainda perdura.
Minhas criticas a teoria do DI são: é fundamentalismo religioso, mesmo que os caras insistam em dizer que não; é criacionismo, mesmo que os caras insistam que não é; eles usam nas discussões a velha tática “o importante não é provar que eu estou certo, mas que o outro está errado”, assim, metem o pau no neodarwinismo (que não é a teoria definitiva, como eu já disse) e NUNCA explicam direito o que é a tal da Teoria do Design Inteligente que tanto defendem.
Acho que vou ficar por aqui. Se quiserem saber mais perguntem nos coments ou procurem pela net. Tem muita coisa sobre o assunto por ai. Afinal, a briga é velha…
Compare Preços de: Games, Dragon Fable, MMO, RPG no JáCotei.
Novembro 21st, 2006 at 14:53
“o importante não é provar que eu estou certo, mas que o outro está errado” isso funcionava bem no filme “Obrigado por fumar”
Novembro 22nd, 2006 at 9:46
Ora, você queria o quê? Designer é um cara que não foi macho o suficiente pra fazer engenharia =)
Novembro 22nd, 2006 at 15:32
E nem viado o bastante para fazer moda.
desculpe, não resisti…
Novembro 28th, 2006 at 18:49
Na verdade, isto são os arquitetos.
Mas eu acho um termo muito estranho.
Se a gente for pegar o Oxford Dictionary, vai ver que a primeira aparição do termo ‘Design’ vem pra 1500 e bolinha, e quer dizer desde então ‘designar, desígnio’. Ora, um desígnio requer uma intenção, uma vontade consciente, e que por sua vez precisará de uma inteligência por trás, por mais rudimentar que seja.
A coisa piora, se formos para uma acepção da palavra mais atual, ligada intimamente a ‘projeto’, algo que transa metodologia e quetais - mais necessidade de inteligência envolvida ai.
No final das contas, importa que o DI é tão somente o primo do Criacionismo que foi à faculdade e aprendeu palavras com três ou mais sílabas. Mas não nega a família.