Dogs in The Vineyard
Por ToicoNo Encontro Interncional de RPG desse ano, além do pessoal novo e das mesas de D&D, procurando bem, encontramos uma mesa de “coisa estranha” (como uma das mulheres da organização falou). Essa coisa estranha era o RPG independente Dogs in The Vineyard, um sistema diferente de tudo que eu tinha visto antes e um cenário MUITO interessante.
Vamos as descrições:
Cenário: Imaginem os Mormons dos EUA, imaginem se eles tivessem outro nome (para o RPG não se complicar com a religião), agora imagine o século XIX, quando a maioria das cidades dos EUA ficavam separadas por muitos quilômetros de distância perdidas e sozinhas, sem nenhum tipo de orientação ou proteção contra os perigos do Demônio ou do Povo das Montanhas (os índios norte americanos) . Todas essas cidades fazem parte da Fé, e todas precisam de orientação, proteção ou até mesmo purificação. Para isso existem os Dogs. Os Dogs são os Guerreiros da Fé, que viajam entre as cidades da Fé resolvendo problemas, fazendo entregas, batizados, exorcismos e várias outras coisas que podem aparecer no caminho de quem luta pela fé. Cada Dog passa por um treinamento de 30 dias (pode parecer pouco, mas a grande maioria deles já nasceu na fé, e vem sendo observado e sutilmente treinado desde quando pareceu promissor para os treinadores), e no fim desses 30 dias eles ganham o seu “Coat” (uma capa, confeccionada pela própria família com símbolos, e outras coisas significativas somente para o Dog), o livro da vida (o equivalente a uma bíblia) e um vaso com a terra sagrada. Depois do treinamento o Dog parte (com outros Dogs normalmente, ou até mesmo sozinho) e vai fazer a sua missão para Deus.
Sistema: A ficha de personagem é bem diferente das fichas tradicionais. Primeiro só existem 4 atributos (um para físico, um para mental, um para social e um para habilidade) e eles são medidos em quantidades de dados (4d6, 3d6), que são a quantidade de dados que jogamos na hora de realizar uma disputa. Todo o resto da ficha são os Traits, que podem ser qualquer coisa. MESMO. Exemplos: “Sou um Dog (2d8)”, “Minha mãe brigava comigo quando criança (2d6), “Antigo Satanista (1d4)”, “Sei curar com as mãos (1d10)”. E qualquer uma dessas coisas podem ser somadas aos seus dados de atributos. Por exemplo, se você for intimidar alguém voce pode somar o seu atributo social, mais o Trait “Sou um Dog” para jogar. E por ultimo temos os equipamentos que também adicionam dados. Sim, você vai precisar de MUITOS dados, pois cada jogador vai usar em média 10 dados por jogada, e o mestre joga uns 30. Sério, a coisa é grande. O sistema em si é muito parecido com Poker, aonde você vai apostando os seus dados e cobrindo a aposta dos outros. Meio complicado de entender falando, vendo fica mais fácil.
Na conclusão é um sistema muito legal combinado com um cenário mais legal ainda. Vale a pena experimentar, tanto que eu comprei o livro (que ainda vai chegar). A Wikipédia tem mais informações, inclusive o site oficial.
No próximo post, vou fazer uma lista de outros jogos independentes que vale a pena conhecer.
A sim, só lembrando de agradecer o Phil, do dados limpos por esse post. Valeu!!!
Compare Preços de: Games, Dragon Fable, MMO, RPG no JáCotei.
agosto 10th, 2007 at 17:10
RPGs alternativos são o que ha de bom. Existe muitas coisas por ai criativas, divertidas e sérias. Eu mesmo fiz uma pequena coleção quando fui no EIRPG lá em São Paulo…
janeiro 31st, 2008 at 11:16
[...] não fui o último, já que ainda falta o Toiço, se eu não tô doido). Fiz no sistema de Dogs in the Vineyard (dessa vez por sugestão, e não por ordem da Ray). O sistema é fantástico e o cenário é muito [...]
agosto 19th, 2008 at 15:41
[...] jogo? Se sim, como? O seu jogo pode ter uma evolução por níveis, por XP ou por falhas, como o Dogs. Quem sabe o seu jogo nem evolua. Mas isso é importante deixar definido antes de começar a cuidar [...]