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Druidas – para mudar um pouco de assunto.

Por Ana

Os druidas do RGP são uma classe interessante.

Ao mesmo tempo em que muita gente acha graça e tira sarro do maluco da mesa que resolve jogar com um, tem uma infinidade de pessoas que alardeam em altos brandos as maravilhas de se jogar nessa classe.

Até hoje me surpreendo com novos comentários num antigo post meu sobre druidas, e esse é com certeza um dos meus posts que mais gerou discussão por aqui.

druida

O druida clássico e seu companheiro animal.

Mas o que essa classe tem de tão peculiar que arrebata tantos fâs e ao mesmo tempo tantas críticas ferozes?

O ponto primordial que temos que admitir é: jogar de druida não é fácil.

Vejamos do ponto de vista de mecânica de jogo. O druida é um personagem versátil, com inúmeras possibilidades de especialização e foco. Ele pode ser um especialista em magias, um especialista em formas animais ou ter um companheiro animal MUITO foda. Ou todas as alternativas, dependendo da duração da crônica e do personagem.

Ao mesmo tempo em que é possível combar de verdade com um personagem desses, ele exige um planejamento minuscioso do jogador. Com tantas possibilidades de magias e classes de prestígio interessantes, você pode facilmente perder o foco e errar feio na escolha.

goldmoon

Lua Dourada, uma representante feminina.

Do ponto de vista interpretativo, talvez as coisas sejam ainda piores. Usualmente, a perícia central de um druida é a sabedoria. A magias são baseadas nisso e mais um monte de outras coisas importantes. Agora me diga, caro leitor, quantas pessoas realmente sábias você conhece na vida? É um atributo complicado, nos faltam exemplos para seguir e, principalmente, nos falta entender o que é sabedoria.

Sabedoria é experiência de vida, conhecimento da intrincada teia de relações que move o mundo. É saber o que significa 42.

Interpretar isso não é moleza.

Um dos comentários no meu post antigo perguntava sobre dicas de livros que possam ajudar a interpretar um druida. Fiquei quebrando a minha cabeça um tempo tentando lembrar de algum.

O primeiro que me vem a cabeça é o Crânio e o Corvo, onde o druida centauro Trebane rouba a cena. Pelo menos eu adorei ele.

Não sei ela se encaixa exatamente numa druida, mas tem a Lua Dourada da trilogia de Dragonlance. Ela me passa muito o temperamento que imagino numa druida, reservada, serena, consciente.

Saindo da literatura de RPG, posso citar o Merlin das crônicas de Arthur do Bernard Cornwel. Eu só li um pedacinho do livro, mas já dá pra perceber que o Merlin descrito ali é um cara muito esperto. A magia dele é essa, ser mais inteligente e astuto que todo mundo ao redor.

É claro, tem o famosíssimo Panoramix, o druida da série Asterix. Ele é um exemplo do cara que é bem mais sábio que TODO mundo ao seu redor. Além disso, tem um grande senso de humor.

panoramix

Ele é meu favorito…

Que consigo lembrar agora é isso. Se alguém lembrar de outros druidas interessantes, por favor não se acanhe em deixar sua contribuição nos comentários. Gostaria muito de saber que druidas vocês acham memoráveis.

Compare Preços de: Games, Dragon Fable, MMO, RPG no JáCotei.

8 Comentários para “Druidas – para mudar um pouco de assunto.”

  1. 1
    Three Beggars:

    Saudações!

    Druida é minha classe favorita no DnD, apresar de não jogar muito já q DnD não é dos meus favoritos…
    Importante lembrar que a definição do atributo sabedoria em DnD não bate exatamente com o que nós costumamos chamar de sabedoria ou mesmo com a definição do dicionário, no jogo ela é mais ampla incluindo até mesmo a smiples percepção do meio. Então acho que o druida não precisa (mas pode) ser sempre aquele a quem os outros pedem conselhos, no estilo do Merlin e do Panoramix. Já me diverti bastante jogando com druidas mais “autistas” à la Monstro do Pântano.

    Abraços.

  2. 2
    Dan Ramos:

    Excelente post. Um jogador que viaje na parte filosófica e interpretativa do druida vai fazer com que o mestre não esquente tanto dele ser apelão, afinal é uma classe que merece muito respeito. Vou mostrar esse artigo à Elisa e pedir pra ela comentar aqui as experiências dela com sua druidisa Aillah, que é a melhor que já vi.

  3. 3
    Mamangava:

    Hum… creio que faltou comentar que o Druida a que você se refere é exclusivamente o de D&D…

  4. 4
    Elisa:

    Bem… Eu sou suspeita para falar porque ADORO minha druida Aillah. Nunca tinha experimentado jogar com essa classe, e hoje não consigo pensar em um druida diferente dela.

    Quando decidi por jogar com essa classe optei primeiro por fazer a construção detalhada da cultura em que ela está inserida, no caso, é bem celta e da velha Britânia. Escolhi por fazer com que ela fosse icônica em tudo. A sábia conselheira imprevisível, que nunca demonstra fraqueza em público, misteriosa e líder de todo um povo. Não fiz qualquer escolha de prestige ou combo, nem mesmo estilo.

    Me inspirei muito no tom de Merlin e de Nimue das Crônicas do rei Arthur de Bernard Cornwell, no imaginário coletivo e nas lendas que ouvimos.

    Aillah é meio-fada, que confere a ela uma inconstância natural e amor pelo caos, por isso seu nome druídico é Vento (não pode ser aprisionado, e pode de uma brisa agradável tornar-se um tornado destrutivo). Acredita que é um mero instrumento dos deuses e que sua vida e vontade sempre vem em segundo lugar. Afeita a rituais e elaborados feitiços (que eu mesma inventei como componentes para as magias mais complexas), sempre tem a palavra certa. Inimiga mortal dos sacerdotes dos reinos vizinhos, baseia sua autoridade em iguais proporções de medo e gentileza. Gosta de amendrontar inimigos e não dar explicações sobre seus atos. Tem um código de ética, conduta e moral incompreensível para a maioria.

    Interpretar a sabedoria é o mais complexo. Eu procuro sempre pensar muito antes de falar e fazer sempre algo inusitado que os meus colegas não esperem. Quando não tenho nada bom para dizer fico calada. E mesmo ela sendo jovem e divertida, não fazê-la muito palhaça. Estudei muito a cultura celta e as lendas de druidas para ter uma boa idéia do tipo de raciocínio e atitude deles.

    Nos combates eu prefiro me ater a magias bem colocadas deixando o combate direto com os guerreiros, e apenas me torno animal em poucas situações para combates apenas mais desafiadores. Mas isso varia conforme o gosto. Seus talentos refletem a natureza mestiça dela e eu reforço muito seu aspecto racial e seu senso de humor de fada, com brincadeiras muitas vezes dolorosas e perigosas. Espero ter dado uma luz no fim do túnel… rs rs rs

  5. 5
    Ray:

    *Eu* acho que a Lua Dourada é uma barda, mas isso é irrelevante para o post, etc

  6. 6
    Haricot Fromager:

    Na verdade a Lua Dourada é uma Clériga de Mishakal.

  7. 7
    Silvio:

    Hum… faltou os druidas da Marion Zimmer Bradlwey, da série Brumas de Avalon. Os livros que ela escreveu depois da trilogia (Casa da Floresta, etc) estão repletos de Merlins e druidas, além das sacerdotisas.

    Druidas são personagens ótimos, desde que haja esforço interpretativo como o da Elisa!

    Ah, e é muito divertido jogar de Druida em Diablo II! =P

  8. 8
    Dado Del Fuego:

    Jogo com um drúida a uns cinco anos e posso dizer que ele é leal
    e bom como aliado mais que é poderoso e mortal como inimigo.
    Um abração a todos ,viva ao r.p.g.

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