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Então, sobre Vampiros…

Por Ray

ATENÇÃO: Post Desprovido de Conteúdo Intelectualmente Útil

Eu tenho pensado nesse post há dias. Mas eu sou orgulhosa, e o que eu venho aqui admitir publicamente é… constrangedor.

Vampiros podem ser legais.

E não é como se eu não estivesse mergulhada nisso até a cabeça. Foram algumas semanas de Vampire Knight, Vampire Knight Guilty, Crepúsculo ( o Filme) e Twilight (a Série).

O que me fez reconsiderar o meu preconceito milenar contra a corja espécie. Eu consigo ver porque tinha uma menina chorando na escadaria do cinema por não ter um Edward Cullen.

E isto foi majoritariamente por causa da série. Ela é… um sonho feminino materializado. Há diversas cenas em que nota-se que o Edward é um personagem construído sem muito elaboração em cima de uma única definição: ele é o par perfeito. Todas as ações e descrições são cuidadosamente engendradas para causar suspiros e inveja. Você não atravessa a série sem invejar Bella Swan – nem mesmo eu, que não considero Romântica Incurável a primeira escolha de palavras para me definir.

Falando em palavras, algo que eu achei muito interessante no livro – fora o corte entre os parágrafos que imprime um ritmo muito rápido, me fazendo ler tranquilamente um livro por dia- foi o fato que a autora tem um léxico predileto, e perambula dentro dele. Você pode dizer claramente, quando lê a versão em inglês, quais são as palavras favoritas dela, as expressões que ela prefere.

Então, eu estava indolentemente me deixando tornar-me uma amante de sanguessugas quando – here’s the catch of the post – eu o percebi.

Edward Cullen é legal. Mas Jacob Black, cara… eu casaria com esse personagem.
E Jacob é lobisomem, naturalmente.

Traduzido do mundo ficcional: vampiros *podem* ser legais, mas Lobisomens são a coisa mais excitante do universo rpgístico.

Voltando à minha pseudo-resenha, eu não recomendaria o livro para garotos. Escorre mel das páginas, e muitos diálogos que flertam com o ridículo e são demasiadamente próximos das coisas estúpidas que se diz na adolescência para conseguir se sentir confortável. Claro, se vocês quiserem se tornar badass Heartbreakers, eu sugiro mimetizar o Edward. Aposto o que quiserem com essa tática - mesmo falando de nerds.

A adaptação cinematográfica é graciosamente fiel. Aliás, os dialógos do casal Edward e Bella no filme, e a extraordinária interação deles foi o que me fez pegar os livros em primeiro lugar. Muito, muito engraçado. E eu nem tenho sendo de humor.

Só para fazer uma última ressalva – o que eu particularmente gosto: Nikki Reed para fazer a Rosalie? O que diabos eles estavam pensando? Quero dizer, ela não me parece nem perto de ser “a pessoa mais bonita do mundo”.

Compare Preços de: Livros, RPG, Revistas, Quadrinhos, Mangá no JáCotei.

13 Comentários para “Então, sobre Vampiros…”

  1. 1
    Fabio Sooner:

    Eu não li/vi Twilight, mas considerando que tudo que li sobre corrobora a impressão de que é uma história completamente voltada para teens (e meninas), há sempre a opção de ver uma versão mais adulta (e menos perfeitinha) do tema “vampiro feito para deixar as mulheres apaixonadas”:

    [Série de TV] True Blood
    http://fabiosooner.livejournal.com/5649.html

    Na HBO Brasil a partir do dia 16 ou algo assim.

    Vale a pena. E ainda usa vampiros para uma eloucubração meio X-Men.
    E não tem lobisomem, mas tem um metamorfo. Sem charme NENHUM, mas tem.

  2. 2
    André HP:

    Disse tudo. Não recomendo a nenhum homem esse livro. Além do turbilhão de clichês, da protagonista bobinha e o roteiro melado é, sinceramente, um lixozinho.

    Escrevi uma resenha, aqui: http://formigueirocomunista.com/2008/11/o-crepusculo-resenha/

    Abraços :)

  3. 3
    Ray:

    Hey Fabio. Obrigada pela dica, mas eu passo. Acho que a cota de sanguessugas doo ano está quase no limite, e eu tenho que deixar algum espaço para as discussões nos Encontros de RPG. :P

    E nossa, André, quanto ódio. Eu compreendo que você não o coloque como livro de cabeceira, afinal, a maior prova da minha teoria é que o Rocha detestou o filme profundamente. Mas, francamente, você pegou o livro esperando ler um Mark Twain da vida? Digo, ele é obviamente despretensioso do ponto de vista de qualidade literária, só um romancezinho inofensivo, quase um Bianca. Mas dentro do público a que ele se propõe – meninas adolescentes – eu acho pertinente.

  4. 4
    André HP:

    Ah sim… Mas então. Ele tenta ser um Harry Potter 2. O HP tem uma diferença, ele é infanto/juvenil mas uma pancada de adulto se entrete de boa. O Crepúsculo tem um branding genérico, sendo que seu público-alvo não é genérico. Mas sim, eu peguei pesado. =/

    Abraço. :)

  5. 5
    Anabella Diniz:

    Oieee^^

    Tipo assim, não costumo gostar de séries/filmes de vampiros por que geralmente são muito aquèm do que uma boa leitora de Anne Rici esperaria/aceitaria, mas decidi passar aqui pra falar uma coisa hehehe

    Pra quê tanto preconceito com vampiros? eles são legais uai xD Claro que como boa (Maniacaobsessivaviciadaadoradora) apreciadora de Lobisomem, devo concordar que é muito mais divertido destruir a wyrm do que conspirar um contra o outro ._.” mas eles são divertidos.

    Embora concorde que Lobisomens mandam ò_ó.\m/

    xD Kissus

  6. 6
    Ray:

    André, você acha? Porque, sobre o HP, antes de eu ler os comentários da sua resenha, não tinha feito nenhuma conexão entre eles. E eu não sei sobre a construção da marca, porque de qualquer forma a temática à que ele se propôe é bem característica, não é? Romance com quê de gótico e tal.

    E Anabella, não é preconceito. Eu li e vi o suficiente para saber que não agradam o meu paladar, e nem mesmo o Gary Oldman conseguiu uma impressão contrária definitiva sobre o assunto. Eu poderia falar horas e horas sobre como vampiros são cansativos e repetitivos.

    Mas, de qualquer forma, eu admiti que eles *podem* ser legais. =P (Bem eventualmente. Quase nunca, e pá.)

    Mas eu concordo que os personagens criados pela Rice são, em geral, marcantes e se destacam, o que é muito mais do que se pode pensar de um vampiro comum. (Embora eu tenha uma desocnfiança que o Robert Pattinson tenha baseado a interpretação dele largamente na dos protagonistas do Entrevista)

  7. 7
    Mary Pett:

    Ray, sobre seu comentário… vc pescou tudo! Li os livros, e Jacob Black é o personagem secundário que, sem querer, deu mais certo que os principais, quase foge do controle da autora e é todo o charme da história. É bom ler uma água com açúcar de vez em quando, com final feliz. Mas, nunca te passou pela cabeça, que a autora bem que poderia recontar a história numa versão mais adulta, apimentada? Acho que seria de perder o fôlego. Ah, e com relação às expressões, vc tem razão… Bella vivia “tentando se lembrar de como se respirava” qdo estava perto do seu amado… rs… kind of cute.

  8. 8
    Fabio 'Sooner' Macedo:

    “Jacob Black é o personagem secundário que, sem querer, deu mais certo que os principais, quase foge do controle da autora e é todo o charme da história”

    Meio assim como um tal de Lestat? :)
    Só no filme que ele tem cara de protagonista – no livro fica bem claro que o protagonista é Louis.

  9. 9
    Mary Pett:

    Pois é Fábio, essa comparação vou ficar te devendo, pq não li as histórias do Lestat. Da Anne Rice, só Lasher. Depois não consegui ler mais nada. Juro que tentei, mas não consegui. Tb li alguma coisa do André Vianco, mas as histórias começaram a me irritar profundamente pq me via torcendo muito pelos “bad guys”, que, obviamente, sempre são mais interessantes que os “good ones”. Mas vou seguir tua dica lá em cima sobre True Blood. Vc tem mais algo de interessante pra indicar em termos de livro? o que anda lendo ultimamente?

  10. 10
    Ray:

    Mary, eu imagino que uma versão mais adulta seria… interessante. Se tivesse sorte (eu creio que é preciso muito tato e, principalmente, estudo de grandes artistas do tema, para escrever cenas sensuais agradáveis). Talvez você devesse experimentar dar uma olhada nas obras da Tia Arroz mesmo. Ou, se quiser algo que é considerado mais “refinado”, ir para o Bram Stoker de uma vez.

    Fábio, eu acho que o Lestat vai exatamente para onde a autora quer que ele vá – e muitas vezes o vi como o “plano b” para captar a atenção dos leitores.

  11. 11
    Fabio 'Sooner' Macedo:

    Ray: Bom, pelo menos da boca pra fora, Tia Arroz já disse mais de uma vez em entrevistas que Lestat tomou um rumo que ela não esperava. Note que Entrevista com o Vampiro foi lançado em 1976 e por muito tempo foi apenas um “livro cult”, e ela lançou dois livros não-relacionados antes de voltar aos vampiros em 1985, já 9 anos depois. O que consta é que ela recebeu muitas cartas de fãs apaixonadas por Lestat nesse meio tempo, quando este não era seu primeiro objetivo, e que ela demorou para “fazer as pazes” com a idéia – e aí saiu o segundo livro, O Vampiro Lestat, e lá vemos uma perspectiva dele um tanto diferente. Hedonista e inconsequente, sim, mas de repente o cara tinha uma verve poética e umas viagens sobre a selvageria interior que ele nem passou perto de professar em Entrevista.

    Mesmo no filme – que é bastante fiel ao livro sob qualquer ângulo que se olhe – se percebe que o final meio que “dá razão” a Louis, e que ele é o protagonista, enquanto Lestat é uma espécie de metáfora para a tentação interior que deve ser superada (muito condizente, aliás, com o background religioso da Tia, que começou como mórmon, tentou se professar atéia durante anos, mas depois voltou correndo pro cristianismo).

    A partir *do segundo livrp*, aí sim, fica claro que a Tia Arroz pôs a pranchinha ao lado de Lestat e surfou na onda dele, fazendo de tudo para espremer as doletas do sucesso do personagem entre as mulheres sonhadoras. E é por isso que hoje em dia os dois únicos livros da série que eu tenho paciência de (re)ler são Entrevista… e Memnoch. Entrevista…, por motivos óbvios para quem prestou atenção acima. Memnoch, porque nele Lestat está “em crise” e, no fundo, ele é só um catalisador/observador pro tema principal – que é forte, aliás.

  12. 12
    naty:

    este jacob é bem gostoso…e eu não acho o edward bonito!!!!

    agora convenhamos: aquele sebastian do filme segundas intenções é muiito delicioso não éh??

  13. 13
    Marina:

    Pra mim a tudo que tem em twilight “crepúsculo” é perfeito.O artigo ficou muito legal mais olha só,eu só discordo de uma coisa ,eu acho que todos ou atores foram muito bem escolhidos,desde rob pattinson até nikki reed,pode ser que ela não seja a atriz mais linda do muito,mais a sua aparencia cai muito bem em rosaliee …

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