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Entes queridos.

Por Ana

Todos temos alguém a quem amamos.

Seja pai, mãe, filho, marido/namorado/companheiro ou até um amigo. A não ser que você seja um psicopata, você tem alguém nesse mundo a quem ama e faria tudo por essa pessoa.

Porque seria diferente com seu personagem?

Ele vive e interage em um mundo, mesmo que diferente do nosso, com outras pessoas e criaturas. Ele convive com outros seres e pode vir a desenvolver laços de afeto que durem eternamente. Nem que seja com o companheiro animal.

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Como não amar um tigre assim?

Caso você se dedique mais que 5 minutos em criar um background para seu personagem, vai acabar pensando se ele tem família, amigos, se é casado ou não, essas coisas.

Os entes queridos enriquecem o personagem e podem tornar a historia muito interessante, especialmente porque dão ao personagem vulnerabilidade.

Você pode ser o guerreiro-ultra-foda-com-CA 50, mas se você tem, digamos, um irmão que você gosta muito e sobre o qual tem responsabilidade e ele não é nada mais que um fazendeiro em algum lugar do reinado, é um ponto fraco. E sobre esse tipo de ponto fraco o jogador não tem muito controle e pode ser usado pelo mestre mais maquiavélico contra você.

A ficha de Little Fears (eu sempre falo dele) é bem interessante exatamente pela parte de background do personagem. A maior parte da ficha são perguntas pessoais, como “quem é seu melhor amigo” e “o que você mais gosta nesse mundo”. E o livro recomenda que o mestre DEVE usar isso contra o personagem, porque é isso que os monstros fazem.

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Do que você tem medo?

Muitas vezes, esse ente querido pode gerar toda a narrativa da história. Pode ser que você tenha que convencer seus companheiros a atravessar meio mundo pra resgatar sua mãe, ou então que você decida ir para um bairro infestado de zumbis porque existe a chance de seu filho estar vivo. E a partir dai começa a aventura.

Lembre-se, quando o assunto é a segurança de alguém que você ama, você não precisa agir necessariamente com razão ou planejamento. Fazemos as coisas mais idiotas por quem amamos, como se jogar na trajetória de uma bala ou levantar carros com as próprias mãos. Claro que isso varia de personagem para personagem, mas eu diria para sempre acrescentar um leve toque de desespero ao personagem numa situação como essa.

Então vai lá, capricha no background do seu personagem e dê pano pra manga para o espírito maléfico de seu mestre. Por quem o seu personagem morreria nesse mundo?

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4 Comentários para “Entes queridos.”

  1. 1
    Elisa:

    Essa é exatamente uma das minhas partes favoritas de desenvolver nos meus personagens. Ninguém consegue viver sozinho, e é muito legal ter a oportunidade em ON de salvar alguém que você ama, mesmo em jogo.

    Parabéns pelo post.

  2. 2
    Danielfo:

    Como nunca espero contar com a criatividade dos jogadores, que geralmente fornecem linhas muito gerais sobre os antecedentes dos personagens, prefiro criar um passado para eles eu mesmo, o que sempre gera ótimos ganchos ou risadas.

  3. 3
    Michelle:

    Boa tarde.
    Preciso de um contato direto com o responsável pelo Grupo Matilha.
    Vocês foram indicados por um amigo, o Leishmaniose.
    É sobre evento de RPG.
    Obrigada.

  4. 4
    alvaro:

    gostei desse post tem algo semelhante no meu blog se puder dar uma passada por lá eu agradeço, acho que a familia e os aliados masi queridos de um personagem são um grande fazedor de historias.

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