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Eu já vi essa história antes…

Por Ana

Uma das coisas que sempre me impediram de querer jogar SdA é que eu já conheço a história. Seria estranho jogar na Terra Média, mesmo que meu personagem não fosse um membro da Sociedade do Anel, porque, afinal, já sabemos como tudo termina.

Mas esses dias eu pensei que algumas histórias são tão boas, que o cenário criado é tão rico e detalhado que poderiam ser muito bem aproveitados em uma campanha de RPG. Mas, para mim, o mestre teria que adaptar as coisas para não ficar muito parecido com o original.

Idéias pra vida toda!

Quem sabe somente aproveitar a idéia central do livro para criar uma crônica. Ou até mesmo detalhes mais sutis, como a personalidade do vilão, a época da história ou a temática.

Minha prateleira de livros pode fornecer idéias para crônicas de RPG suficientes para essa e outras vidas. Se eu considerar somente os livros de Lovecraft para narrativas de horror, os de Isaac Asimov para ficção científica e os do Tolkien para fantasia, já é coisa pra caramba. Tem ainda Neil Gaiman, Bernard Cornwel, Robert E. Howard e várias outras histórias boas já escritas.

São muitas opções.

Realmente, quando se pensa em tudo isso, aumenta a tentação de usar uma história consagrada em sua mesa de jogo. Com a adaptação adequada e um pouco de imaginação, temos histórias para todos os gostos e sistemas que quisermos.

Compare Preços de: Games, Dragon Fable, MMO, RPG no JáCotei.

4 Comentários para “Eu já vi essa história antes…”

  1. 1
    Fábio Emilio Costa:

    Eu tenho uma metodologia razoavelmente simples nesse caso: eu “congelo” um momento qualquer na série a partir do qual as coisas NÃO SEGUEM como no livro/série original. A mera presença dos PCs afetam as coisas, pois as tramas podem se delinear de maneira diferenciada a partir daí.

    Isso também ajuda contra os espertinhos que acompanham a série e dizem “mas o vilão XPTO não tem esse tipo de defesa”. Se os heróis podem mudar, os vilões também.

    Claro que é necessário certa coerência. Por exemplo, quando mestrei uma campanha de Harry Potter, a aventura que foi a última a ser mestrada (não que seja o fim da mesma, apenas que a campanha entrou em hiato) era os jogadores ajudando em um ataque contra Hogwarts. No caso, eles puderam enfrentar vilões da série, mas cada um teve sua própria missão (os PCs, por exemplo, tiveram que descobrir se haviam alunos que estavam em perigo e os evacuar para o Salão Comunal da Lufa-Lufa, onde tinha sido planejado uma espécie de “abrigo” por meio de uma grande escada em espiral que ia de lá até o corujal, passando por vários pontos importantes).

  2. 2
    Arquimago:

    Concordo! Ou se crial algo que não mude a história, passado em outro lugar, ou se congela, ou se adapta, adaptar é o mais legla, porque você sair com algo novo, que lembrava a história de origem, de inspiração.

  3. 3
    Vinicius:

    Na época que eu jogava, passei por uma experiência de jogar no cenário de Megaman, em 3D&T, com enredo e personagens adaptados para o jogo e saindo do mainstream da série.
    Olha… Às vezes acaba sendo mais divertido do que cair no lugar comum do método sempre-antes-usado – que pra nós era AD&D – e que me proporciona experiências que “eu não sei quais serão antes da aventura mas já tenho uma boa idéia”.

    Além de que dar tiros de plasma explosivo era mais legal do que as espadas e flechas de sempre.

  4. 4
    Tetsuo:

    Tolkien não contou muitas histórias sobre a terra-média. :p
    Apesar da história mainstream ser conhecida, pra uma estória ser boa, ela não precisa necessariamente ser épica, nem mudar o rumo das vidas de todo o mundo. Personagens regionais, que enfrentam os problemas da região em que vivem, e que por exemplo, participam no final e depois dos eventos conhecidos no LotR, nas batalhas e etc, sob o seu próprio ponto de vista. Perfeiramente jogável.
    E neste ritmo eu vou acabar indo responder todos os posts deste blog. o_O

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