Eu Sou A Lenda
Por RochaSeus novos vizinhos
Ontem terminei de ler o conto “Eu Sou A Lenda”, de Richard Matheson. Para quem não sabe, o conto é bem diferente do filme, e na minha opinião é bem melhor. Para quem pretende ler o livro e não gosta de spoiler, é bom parar de ler aqui, pois não vai ser possível não fazer comentários sobre o desenvolvimento do conto.
A idéia é usar o universo criado por Richard para uma crônica de zumbis (é claro), o grande diferencial proposto per ele das histórias que já conhecemos de zumbis é que, primeiro, no conto eles são vampiros (mas a principio tão retardados e com comportamento muito semelhante a zumbis) e segundo, existe uma certa variação de zumbis que não apenas é inteligente, como está criando uma nova sociedade. O objetivo desta sociedade é, como todas as outras, sobreviver. Eles se defendem dos demais zumbis e dos humanos que, para se defender, atacam os zumbis. Para esta sociedade, você (jogador) é a minoria, é o agressor, o vilão.
Como o personagem do conto descobre, agora, ele é a anomalia, o anormal na nova sociedade. Coexistir não é uma possibilidade, são espécies diferentes, uma com medo da outra, viver juntos só geraria conflitos (e facilitaria a vida do jogador). Cabe a você, jogador, decidir o que fazer agora que você é a caça. Vai lutar contra eles? Se esconder? Buscar mais como você?
Só de conversar com o Toiço sobre isso já chegamos a um conflito, eu prefiro ter uma base móvel, um veiculo blindado e bem equipado. Ele prefere ter uma base fixa, com espaço para estoques gigantes, pesquisas, etc. São decisões que podem custar a vida do grupo.
É um jogo delicado, onde você é mais fraco que o oponente, ele sabe de você, e você sabe que ele esta certo em te caçar, mas você também esta certo em querer se manter vivo.
É curioso saber como vocês levariam um jogo assim.
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Fevereiro 26th, 2008 at 9:59
Eu sempre penso em aventuras assim, ultimamente, jogando Dead Rising (Xbox 360) eu percebi que existem muitas coisas para se abordar em uma aventura de zumbis. Atualmente o cenário nos fornece muita informação, existem dezenas de filmes e contos que tratam do mesmo tema, nos ajudando a descrever e imaginar melhor a situação. Se tiver oportunidade, jogue DEad Rising que você entenderá do que eu estou falando.
Fevereiro 26th, 2008 at 10:05
pow…eu vi esse filme…e
pow, o cara montou um super abrigo, treinava fisicamente todos os dias, trabalhava na sua pesquisa, tinha uma rotina superrígida, acordava e dormia de acordo com o sol (ele até fazia os cálculos de ajuste)…estava superpreparado pra essa crise…e caiu naquela armadilhazinha??? ah…vai se fu**
hmmm…jogar com o zumbi vampiro? hehehe…legal!
Fevereiro 26th, 2008 at 16:16
Eu li o conto também.
Me desapontei sob alguns aspectos.
Achei que akelas 260 paginas eram a saga toda. Imaginei quantas reviravoltas não haveriam.
O livro começou a ficar maçante e eu comecei a ficar com medo.
E percebi que o conto são soh 160 páginas. O resto são outras (fracas) historias. Isto porque eu li a edição que saiu agora, com o poster do filme na capa.
realmente nada a ver o filme e o livro. É um mesmo cenário mas abordagens diferentes. Cada um tem seus pontos fortes e fracos.
E surpreendentemente, fico com o Filme.
Mas para rodar uma campanha em Eu Sou a Lenda, o livro é Essencial!
E a partir daí fazer uma mistura do livro e das várias versoes cinematográficas.
Março 31st, 2008 at 15:03
Entre a base móvel e a base fixa, eu ficaria com as duas!
Uma bela de uma base fixa, com muitos recursos em um local privilegiado e manteria um caminhão/barco/whatever também bem equipado com suprimentos, armas etc para o caso de uma emergência.
Eu não sei se eu curtiria jogar com um zumbi vampiro, acho que inclusive jogar com um zumbi não seria tão desafiador, já que eles são movidos por instinto… sei lá.
O foda mesmo é jogar como sobreviventes!
Aliás, preciso ler esse conto, já que me decepcionei muito com o filme.