Galatea (Muses)
Por AnaO belo, congelado no tempo, preservado para sempre num rosto imutável. Assim são Galatea, a segunda linhagem a ser comentada aqui.
Apesar da beleza atrair, o Azoth, a mácula dos Promethean repele tudo que é vivo mesmo assim. Por isso os Galatea causam tanta confusão e atordoamento. Como algo tão belo pode ser também tão repulsivo?
Pygmalion e Galatea, a história que deu origem ao nome.
Como seu progenitor os Galatea foram feitos para amar e serem amados. Eles possuem uma enorme necessidade de contato humano, mas podem ser surpreendidos por uma grande dificuldade em expressar esse mesmo amor. A beleza, aparentemente, não é suficiente.
Mas eles são de maneira geral otimistas e mantém sempre a esperança de conseguir alcançar a humanidade.
Quando atacados pelo Tormento, as musas acabam por prejudicar a si mesmo e aqueles ao seu redor. Podem agir de maneira animalesca, humilhando a si mesmos por um pouco de contato humano. As vezes tentam conseguir o que querem à força, e ameaçando os laços duramente construidos com aquele poucos que podem se aproximar deles.
A maioria leva sua alcunha a sério e tentam ser musas, estimulando a criatividade ao redor do mundo. Alguns tem sucesso.
A criação de um Galatea envolve um longo período de imersão numa mistura de vinagre e ervas, após o qual o criador expira seu hálito divino que dá um arremedo de vida. Para tanto, o corpo escolhido deve ser de uma pessoa de beleza surpreendente e sem nenhum mácula causada pela morte.
Todas as musas são belas, mas é importante salientar que o conceito de beleza está ligado à época em que a musa foi criada. Assim, uma musa da era Vitoriana seguirá o padrão de beleza dessa época e assim por diante. Por isso, apesar de belas, muitas podem parecer antiquadas ou fora dos padrões atuais.
As musas e sua beleza inquietante.
Nos raros momentos em que sua verdadeira aparência se torna visível, os Galatea parecem artificiais, como estátuas ou manequins. A pele reflete a luz e os olhos são vidrados, como os de uma boneca.
Ser o mais belo dos belos de sua época, preservados para sempre contra o tempo, uma beleza perturbadora e desconfortável, os Galatea são o puro exemplo da contradição.
Na próxima edição: Osiris.
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Junho 18th, 2008 at 18:43
Bom, muito bom. belo e macabro. Adorei.
Junho 19th, 2008 at 11:00
Nossa… Viajei total agora. Peguei o bonde andando, não entendi bulhufas do post. Depois da semana do TCC vou tentar caçar o contexto pra ver se entendo melhor.
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