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Golpe de Estado

Por Toico

Fidel de Che

Seriam eles PCs?

Conversando com o Rocha ontem sobre a renuncia do Fidel Castro e as conseqüências disso,tive uma idéia um tanto inovadora (pelo menos não conheço nada parecido). Fazer uma crônica (ou campanha, como preferirem) contando a história de um Golpe de Estado. Como assim um Golpe de Estado? Vamos imaginar, o mestre cria uma nova nação, um governo para essa nação e todos os outros elementos que ele achar interessante tais como: inteligência, contra-inteligência, partidos, forças armadas, ministérios, etc. Acho que todo mundo que mestra RPG gosta de criar novos mundos, então criar um país, bem detalhado, não vai ser chato, mas sim um desafio e um prazer. A partir dessa nova nação ele cria alguns problemas e pensa em um motivo para um grupo de pessoas ficar descontente com o poder vigente. Aqui acaba o trabalho de preparação do mestre.

E os PCs? Os PCs seriam os “golpistas”, sejam eles parte de um grupo militar, parte de um grupo revolucionário, fanáticos religiosos, ou qualquer outra coisa que os jogadores consigam pensar baseados no cenário político criado pelo mestre. Os personagens seriam bem direcionados e os “objetivos pessoais” que são comuns em muitos jogos, seriam deixados de lado, para dar espaço ao objetivo principal do jogo. Cada um dos jogadores interpreta um membro do grupo e cada membro desse tem que ser criado em conjunto com os outros jogadores para que não haja sobreposição de personagens ou um personagem fique muito afastado do grupo como um todo.

E juntando o cenário criado pelo mestre e os personagens golpistas, temos o jogo pronto. Seria quase um Wargame de política com uma pitada de interação. Os PCs fariam os planos e os colocariam em execução basicamente só fazendo contatos com os NPCs. Claro que um jogo assim pode ficar mais “fisicamente ativo”, com os personagens indo bater de frente contra a polícia e o exército, mas daí acho que o jogo perderia o seu objetivo principal de intriga política e a criação de planos de dominação nacional.

Pensando em sistemas, o melhor para esse tipo de jogo seria o GURPS, já que ele dá ao jogador a opção de detalhar bem as perícias, que é a coisa importante para esse tipo de jogo. Pode-se jogar também com algum outro sistema tipo o Storytelling ou o do CoC, mas ainda acho que o GURPS se encaixa muito bem. Também existe a possibilidade de se jogar sem sistema, só um papel com as principais características dos PCs, mas para isso os jogadores tem que confiar totalmente nas decisões e no bom senso do mestre.

Já conversei com quase todo mundo da Matilha (só falta o Salsa) e o pessoal topou, vamos ver se jogamos isso em um futuro próximo.

E vocês aí o que acharam? Reclamem, briguem, critiquem, mas não deixem de comentar…

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7 Comentários para “Golpe de Estado”

  1. 1
    Tsu:

    eu adoraria jogar com um assassino profissional e junto com outros membros assassinar todos os políticos e juízes corruptos de uma vez só…
    O país ia virar de cabeça para baixo!
    mas aí eles iam ter q governar para o povo e não pra enriquecimento próprio

  2. 2
    Erick Magnus:

    E ainda podemos adaptar esse tipo de campanha pra qualquer tipo de jogo, uma boa dica :)

  3. 3
    Cid..:

    Cara..

    Gostei da idéia, mesmo!

    Acho que o melhor é ficha nova em um papel branco, pois assim pode-se detalhar as perícias ao decorrer das idéias do mestre (e é claro, dos jogadores..)

    Uma divisão de estados, uma “pequena” grande guerra.. cara, muito bom. (detalhe, Vampiro: A Máscara, sempre jogo de Ventrue, rsrsr..)

  4. 4
    Ratysu:

    Não seria muito complexo criar o país, afinal não conhecemos metade dos órgãos públicos envolvidos em algo como contra-inteligençia, alem da contra-inteligencias das forças armadas claro. Pra não falar da real capacidade militar / tecnológica de um país, fiquei tonto de pensar nisso @_@

  5. 5
    Ratysu:

    Double post >.>
    lembrei de algo…
    Não existe um LIVRO de gurps pra criar mundos?
    ou paises ou algo assim?

  6. 6
    Toico:

    Raytsu,

    Não sei se existe o livro de GURPS para criar países.
    Algum especialista em GURPS aí para dizer o nome do Livro?

  7. 7
    Léo:

    O sistema é perfeito, um pouco de Iluminati vai ajudar na concepção do país e das instituições (nem só de homens de preto vive o Illuminati), Império Romano pode dar uma idéia de bastidores políticos, já que as coisas pouco se alteraram em dois mil e tantos anos, no mais é procurar em livros gringos, mas ai não posso ajudar.

    PS: Ler um pouco sobre quem foi de verdade Fidel, Che e os demais revolucionários seria bom, mas procurem fontes limpas, pensadores esquerdistas tem o péssimo hábito de “endeusar” esses dois.

    Abraços e boa sorte.

    http://www.rpgx.com.br

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