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Gosto é gosto…

Por Ana

Grupos de jogo são constituídos por diversas pessoas, cada uma diferente da outra, com seus gostos pessoais. Esses gostos certamente interferem na partida de alguma forma e no andamento da história como um todo.

Uma vez estávamos conversando sobre o que mais agrada cada um dos membros de nosso grupo numa sessão de jogo, o que mais estimula e deixa o jogador empolgado durante a partida.

Eu, por exemplo, adoro NPC’s interessantes e interação com eles. Muitos personagens meus tem um (ou mais) NPC’s “particulares”, criados para fazer meu personagem interagir na história. Alguns eu mesma criei, com direito a ficha e tudo mais, outros o mestre, sabendo desse meu gosto estranho.

A Ray adora que as ações de sua personagem sejam descritas em mínimos detalhes. Lembro de um personagem dela que tinha classe de prestígio Dervixe e como ela se divertia quando o Tiago descrevia cada acrobacia e pirueta que ela fazia em combate.

Acrescente espadas e terá um dervixe.

O Dan gosta de situações de combate ou quando ele tem que elaborar intrincadas estratégias para chegar ao objetivo, coordenando as ações de cada jogador nesse sentido. É nosso estrategista meticuloso e se diverte fazendo mapas de uma área a ser invadida ou da casa em que a gente vive, estabelecendo rotas de fuga em caso de ataques.

Tudo pela estratégia!

O Salsa eu não sei muito bem. Acho que um pouco dos três.

O Tiago é aquele tipo de jogador que posso dizer que se diverte com quase tudo, mas ele normalmente é o mestre do jogo. Ele parece se divertir bastante nos colocando em situações difíceis só para ver como vamos resolver o problema. Ele não é o tipo de mestre sádico que gosta de matar PC’s, mas coloca a gente em cada rolo…

A dificuldade é conseguir agradar a todos. Isso é praticamente impossível, mas um bom mestre consegue conduzir a história de tal maneira que inclua cada um dos elementos que agrada os diferentes jogadores ao longo da narrativa.

Um mestre que conheça bem seus jogadores e/ou grupos antigos que jogam juntos a muito tempo fazem o trabalho de agradar a todos um pouco mais fácil. Mas a verdade é que tem que rolar uma química entre todos para que o divertimento seja geral. Talvez por isso muitos grupos se formam e não duram mais que poucas sessões, enquanto alguns duram anos.

Amigos apesar das diferenças.

Se os jogadores, além de companheiros de campanha sao também amigos na vida real, acho que qualquer desculpa para se reunirem e conversarem traz diversão, incluindo o RPG.

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5 Comentários para “Gosto é gosto…”

  1. 1
    Van Guedes:

    Realmente, questão de gosto numa mesa é complicada. QUanto maior a quantidade de jogadores, mais chances tem de você “pisar no pé” de alguém. Mas como você disse, um bom mestre sabe conduzir uma aventura de modo que todos acabem gostando no final. O que eu não gosto é quando o jogador acha que o gosto dele deve se prevalecer sobre a aventura, afinal, é o gosto dele. Isso acaba irritando um pouco.

  2. 2
    Arquimago:

    Realmente combinar gostos é complicado.

    Mas conversando tudo se acerta.

  3. 3
    Tsu:

    é engraçado q o rpg ajuda a vc conhecer melhor a personalidade\atitude das pessoas

    Tem um jogador do meu grupo q parece o bardo de The Gamers 2…sempre tentando seduzir qquer moçoila com boa aparência. Não faz na vida real e quer fazer no jogo huahuahuahuaa

  4. 4
    Mestre Emilson:

    Lendo agora esse seu artigo vi o quanto me afastei do rpg. Antigamente eu tinha uma boa idéia de cada um dos meus jogadores, mas hoje não saberia dizer direito. Até mesmo o que mais gosto naum posso afirmar com certeza.

    Sou um pouco parecido com vc, Ana, gosto de interagir com os NPCs, mas, depois de tanto tempo jogando Rpg, ainda me sinto um pouco sem jeito de conversar com o Narrador como se fosse outra pessoa. Tenho mais haver com a Ray, mas no meu caso eu que costumo descrever as minha ações com detalhes, o q as vezes atrapalha o Mestre. Não sou um estrategista, mas gosto de pensar na melhor forma de resolver as situações da forma mais fácil e limpa. No fim me identifiquei mais com o Tiago, que se diverte com tudo e como mestre eu tento colocar meus jogadores nas mais dificeis situações (passando até um pouco dos limites e sem se carrasco) e fico contente quando eles conseguem sair bem delas.

    No mais concordo com os depoimentos de meus colegas que comentaram antes de mim. Gosto é uma coisa complicada. Agradar a todos é muito dificil, mas como mestre do jogo não podemos para de tentar. Porque nem Jesus agradou a todos, mas agradou completamente aqueles que estavam com ele.

    A luta continua companheiros e até o próximo cometário!

  5. 5
    Salsa:

    Só pra completar, acho que o Salsa gosta de participar de histórias legais, mesmo que eu não seja o personagem principal, ou mesmo que eu seja meio inútil na maior parte do tempo.
    Sou o tipo de cara que acharia massa jogar com o Gimli ou o Legolas desde que estivesse no Senhor dos Anéis. Mas não o Pippin, tudo tem limite também.

    Normalmente eu tento fazer personagens diferentes do que eu já fiz, e plausíveis, sem serem muito bons em nada.

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