Horror pessoal ou Porque meus problemas são piores que os dos outros.
Por AnaExistem níveis de horror. Mas isso não é nenhuma novidade. No cinema vemos exemplos de horror variados, indo desde o psicótico na cidade pequena até o monstro atacando cidades em nível global.
Mas existe um tipo específico de horror que acredito ser o pior. O horror pessoal, local, restrito.

Com um punhado de areia, eu he mostrarei o terror.
No arco Prelúdios e Noturnos do Sandman, quando Morpheus finalmente se liberta da prisão a que foi submetido, a primeira coisa que ele faz é se vingar de seus captores. E a vinganca que ele dedica ao filho de Burgess é cruel, eterna e se passa inteiramente dentro da mente dele. Existe terror maior que isso?
Falei no artigo anterior que esse era um traço do Novo Mundo das Trevas que acredito ter trazido o horror para perto do sistema. Ele trata de problemas locais, desconhecidos para a grande maioria das pessoas, no entanto mortais para os poucos que os conhecem.
Filmes de terror clichê usam muito a tática do “estar sozinho no meio do nada” para transmitir a aflição de se sentir indefeso sem ter para onde correr.

Uma cara que assusta até a mamãe.
Até filmes de terror global, como grandes ataques zumbis que dizimam a humanidade, trabalham muito mais o horror pessoal de poucos sobreviventes, aliando a solidão com o enclausuramento, levando a maioria à beira da loucura.
Mas trabalhar o horror pessoal no RPG é complicado. Primeiro, porque os personagens trabalham normalmente em grupos e, dependendo do jogador, o personagen já é feito para aguentar qualquer tranco.
Segundo, as pessoas reunidas numa sessão de jogo tem que ” entrar no clima” para o horror acontecer, o que é bem difícil em uma sala iluminada, com comida, refrigerante e piadas rolando.
Nesse sentido, grupos bem pequenos ou até mesmo sessões com um só jogador facilitam tremendamente a vida do mestre.
O que torna o horror talvez um bom gênero para quando quase ninguém pode jogar mas ainda sobram uns dois jogadores para reunir ou para você e sua namorada jogarem juntos, um mestrando para o outro.
Ou então tente criar um clima adequado ao jogo, como restringir guloseimas e apagar algumas luzes.
Se nada der certo, tente mesmo assim. Mesmo que os jogadores não se assustem, a possibilidade de diversão continua lá, só mude o foco do jogo, para algo mais “”gore”, quem sabe…
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julho 10th, 2009 at 20:13
é vero, se a galera não estiver no clima o jogo de horror pessoal vira uma partida de counter strike.
setembro 10th, 2009 at 17:49
Uma coisa que ajuda muito, dependendo do momento da sua narrativa, é colocar um som Dark Ambient. Quando estava escutando algumas músicas do Aghast (por exemplo) para avaliar se caberia como uma trilha sonora, acabei sentindo um certo pavor só de ouvir. Funciona muito bem.
Outras sugestões de dark ambient:
-Clint Mansell
-End of Journey
abril 27th, 2010 at 17:32
essas fotos sao sem graça viu cada foto que colocam viu e uma mercadoria porcaria viu gente cada foto que eles colocam ne METAL VOCE E HOMEN OU MULHER UM ABRAÇO.
DARKNIANISTARIO