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O velho e o novo, a difícil transição.

Por Ana

Lendo esse excelente artigo do Sooner, fiquei ponderando sobre as dificuldades de algumas pessoas em entenderem os conceitos que permeiam o novo mundo das trevas.

Me parece que para algumas pessoas, falta entender um ponto básico do Novo Mundo das Trevas: ele é um novo jogo.

Ele não veio renovar ou dar um ” novo início” para o antigo sistema/cenário. Ele veio propor algo novo, com novos conceitos.

Claro, a dialética já fala que o novo sempre tem uma parte do velho em si, então é claro que muitos elementos do antigo mundo continuam lá, como os próprios tipos de personagens (vampiros, lobisomens, etc). Sempre é difícil criar algo do zero, então nada mais sensato que aproveitar algumas idéias.

Mas  novo sistema pegou essas idéias e a partir delas criou algo diferente. Algumas mudaram um pouco menos, como Vampiro, mas algumas tiveram mudanças profundas em suas estruturas, como Changeling.

Uma das grandes diferenças do novo sistema é o foco. Como o próprio Sooner falou, o antigo cenário focava as criaturas sobrenaturais onde mortais eram meros coadjuvantes chatos e insossos, enquanto esse foca muito mais nos mortais vivendo em um mundo onde o sobrenatural é uma realidade.

Outra mudança profunda foi o abandono do mega-plot. Nada de conspirações globais, fim do mundo, apocalipse. Agora as histórias são muito mais locais e, consequentemente, mais particulares. O que acontece aos personagens pode não fazer diferença alguma no mundo, mas com certeza causa impactos profundos neles mesmos.

Esses dois elementos são, para mim, aqueles que trazem o elemento horror muito mais próximo ao jogo. Ser fraco e estar sozinho em meio a perigos mortais, existe algo mais assustador que isso?

Outra coisa que causou estranheza a muitos foi o novo sistema de regras condensado em um livro básico, que extinguiu regras para cada criatura e diminuiu consideravelmente as disparidades entre criaturas sobrenaturais no antigo sistema. Os lobisomens não são mais quase imortais, podendo sofrer danos em um combate. Os arcanos de magos são bem mais limitados, não operando milagres como as esferas.

Mas ao mesmo tempo isso trouxe um equilíbrio ao jogo. Além disso, as dificuldades podem incentivas a criatividade dos jogadores, que tem que usar a cabeça para sair das complicações que a vida de uma pessoa/criatura ligada ao sobrenatural atrai para si.

Se você entende essas e outras diferenças, vai perceber que a White Wolf lançou um jogo totalmente novo e irá abrir a mente para descobrir as novidades. Não tente fazer relações com o antigo, isso só irá gerar frustração quando você perceber que seu lobisomem agora leva dano agravado.

Abra a mente para o novo e divirta-se!

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6 Comentários para “O velho e o novo, a difícil transição.”

  1. 1
    Necco:

    Olha, eu tenho o Vampiro: O Réquiem, não li ainda pq vou primeiro comprar o Livro de Regras. Mas em relação a isso, pelo pouco do livro q eu vi, concordo plenamente: é um jogo novo. E acho isso o máximo. O que eu mais odiava no antigo WoD era justamente o desequilíbrio descomunal que existia, o que pelo jeito acabou com o livro de regras único. Pena que isso faz com que quem queira jogar, por exemplo, só com vampiros tenha, mesmo assim, que comprar 2 livros pra jogar.

    Resumindo a minha opinião, pra quem reprovou o novo WoD: Não gostou, fica com o antigo, ora!

  2. 2
    Ivan Prado:

    Sem comparação as regras do antigo e do novo! Elas melhoraram muito, principalmente em relação ao combate!
    Nada de 4 jogadas de dados por turno (iniciativa, ataque, defesa, dano) agora é só iniciativa e “ataque-dano”. Muito mais real e fluido.
    Além de que o sistema 5 x 5 da muito mais liberdade e personalidade aos personagens, sem ter que se preocupar com o estereotipo.
    Poderes menores também ajudam a não se tornar jogo de X-MEN camuflado (ou Underworld: evolution).
    E regionalização por cidades, mais fácil para o narrador controlar, e muito mais feudal que muitos jogos de fantasia!

    Só acho que os próximos suplementos a serem traduzidos deveriam ser: The blood (vampiro), the rage(lobisomem), e depois Sanctum e Sigil (mago).

  3. 3
    Ricardo Foureaux:

    Apenas para constar, um artigo definitivo sobre a verdade do Caso em ouro Preto:

    http://felipedeamorim.opsblog.org/2009/07/07/o-caso-de-ouro-preto-incompetencia-e-preconceito/

  4. 4
    Dan Ramos:

    Nossa, como é bom ler post novo na Matilha! =D

    Eu gostava muito do antigo Mago, mas nunca fui muito pra frente em outras linhas do antigo WoD. Com a nova linha, eu renovei o interesse e resolvi comprar primeiro o Lobisomem, tanto por não gostar de Vampiro quanto por não ter Mago em português ainda, e fui com essa mesma ideia errônea que você ilustra no artigo – esperando uma versão melhorada do antigo, que eu achava médio.

    Mas quando eu vi que a abordagem era totalmente diferente, uau! Eu gostei muuuuuuuuuito mais da nova versão, nada a ver com a antiga e iniciando um novo mundo, com possibilidades muito fodas de história! Espero que o novo Mago seja assim também.

    Abraço Ana!

  5. 5
    balard:

    Gosto de exemplificar pra galera, que novo Lobisomem é um novo RPG de horror de Lobisomem. Por acaso ele tem semelhanças com o antigo, e por acaso é lançado pela mesma editora. Achar q um TEM QUE TER à ver com o outro é a mesma coisa que achar q Final Fantasy é um lixo pq não segue a cronologia, ou por que Elminster não está em Greyhawk. Vários jogos, 1 tema.

  6. 6
    Haricot Fromager:

    Existia uma necessidade de se trazer a Gehenna, de se acontecer o Apocalipse, do contrário toda a ambientação poderia perder a credibilidade.

    O que não significa que o sistema novo não seja uma forma de se continuar fazendo dinheiro. Milk from the same cow.

    Se fosse o caso, poderiam ter investido em um cenário completamente novo, ou ainda usarem outros pilares que não Vampiros, Lobisomens e Magos. E Changeling, se é que alguém se importa.

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