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A contradição que gera o equilíbrio

Por Ana

Como estamos apaixonados por L5R, nunca parece demais falar sobre ele.

Agora que já estamos com algumas sessões de jogo e caminhamos por um bom pedaço do Império, me sinto mais a vontade para falar sobre o mesmo.

Como eu não entendo nada de regras e mecânica de jogo, nossos personagens já foram descritos aqui de forma habilidosa e até já temos um tipo de diário de campanha em curso, resolvi falar sobre o que vi do Império Esmeralda até o momento.

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O Império Esmeralda.

Rokugan é uma terra de contradições. Todo o sistema social parece balançar em uma linha tênue. De um lado, a Honra, princípio básico da sociedade rokugani, aquilo que impede que todos façam o que bem entendem. Do outro, vemos uma sociedade cujos costumes mais arraigados são baseados em nada mais que mentiras.

Sim, se mente muito em Rokugan. Você mente quando te oferecem um presente, negando o mesmo 2 vezes até por fim poder aceitá-lo. Você mente quando trata com respeito uma pessoa com Status maior que o seu, mesmo que desaprove seus atos e idéias. Mente quando fica satisfeito com um casamento adequado.

Mas mesmo assim essa sociedade baseada em mentiras funciona, e funciona a contento. E a cola que mantém todos os pedaços unidos é a Honra.

A honra é um dos princípios básicos da filosofia de Rokugan. Você acredita que alguém não irá tentar te matar pelas costas baseado na honra dessa pessoa.

Assim, o sentido de certo e errado é diferente do nosso. Nosso conceito é mais abstrato, eu diria. Certo e errado tem uma relação muito próxima com bom e ruim. Em Rokugan certo tem relação direta com a honra, e ela não necessariamente é algo que nós classificaríamos como bom. Mas as regras são bem definidas. Assim como as consequencias para quem não segue o restrito código de conduta existente.

Assim, apesar dessas contradições, Rokugan funciona. Na verdade, tudo isso torna a interpretação dos personagens algo muito interessante. O estilo de vida Samurai é rigoroso, mas testá-lo em um jogo é bem divertido.

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Venha, Steampunk!Venha à todo vapor!

Por Ray

Todos vocês sabem que eu não gosto de Vampiro. Mesmo. É consequente então que eu não goste de nada que me lembre Vampiro, e, bem, pessoas de sobretudo e crucifixo invertido andando na minha direção no ônibus é bem a coisa que me dá um arrepio do tipo negativo.

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O que eu acho que vocês não sabem ainda é que eu acho Castelo Falkenstein algo bacana pra caramba. Principalmente em termos estéticos. Eu tenho um dos suplementos, The Lost Notebooks of Leonardo Da Vinci, que eu acaricio antes de dormir e tirei mais de uma idéia de corset dele.
Logo, é dedutível minha gloriosa alegria ao ver o Steampunk saindo ás ruas , porque além de considerá-lo uma estética agradável e rezar fervorosamente para ver mais engrenagens em ouro velho do que caveirinhas de prata (nem vou mencionar dados e cerejas), me lembra de verdade RPG.
E história. Uma combinação ideal. Mas vamos devagar com o andor.

Bonito. Eu iria num encontro com um desses.

Bonito. Eu iria num encontro com um desses.

O que é Steampunk?
Um tipo de ficção científica. Entrando em particularidades, é uma ficção que se desenvolve ao redor da idéia de uma Era Vitoriana (1830~1900) de longa duração, que teria se estendido tanto quanto for o gosto do freguês -até os dias de hoje, até 2670, até o meio do século XX-. Nestes cenários, a evolução tecnológica e cultural se deu sem rupturas com a do período: há muito vapor, muita iluminação quente, muito ouro velho, bronze e cores típicas do período. Pode ser, imagino, tanto uma Utopia quanto uma Distopia, dependendo da abordagem.
Naturalmente, eu poderia comentar (com aquela veia chata historiadora) como o steampunk não faz realmente referência ao vitoriano per se, mas sim à imagem que nós temos do que viria a ser vitoriano, trazendo à tona aspectos do período com os quais nós nos identificamos, sendo assim simultaneamento aspectos contemporâneos da nossa realidade.

Esteticamente, ele já foi definido com muita propriedade como retrofuturista, misturando elementos históricos do período já citado, fantásticos, futurista e industrial. Há, naturalmente, variações na relevância das características previamente citadas em cada peça (seja livro, filme, jóia), mas ele é claramente discernível como tal para alguém que o conheça.

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E a nerdolândia, como fica?

Muitíssimo bem, imho. Não apenas nós temos coisas como Do Inferno, A Liga Extraordinária (e todas as referências embutidas nela,Wells, Julio Verne, Mary Shelley, Mark Twain), o já citado Castelo Falkenstein e diversos outros como, em geral, o cheiro dele está se espalhando. Seja em idéias de artefatos globinóides nos dois Changelings, na tecnologia de empregada no mundo de Tormenta e em outros mundos de ficção-fantástica em geral, em diversas referências no Promethean (e nem todas da Shelley, bien entendu), e por aí afora.
Não apenas isso, eu li recentemente no Paragons que sobre uma coletânea de contos do gênero. A Ana vai gostar de saber (aqui, etc.)

Mas acima de tudo que já temos, eu tenho grandes expectativas. Pois creio que os Rpgs são imagens especulares do imaginário fantástico de cada geração, e eu não posso deixar de reparar que o cheiro de steampunk se espalha por tudo, desde o leve vitorianismo do Edward até essa coisinha sem graça aqui:

“If only I had known, I should have become a watchmaker.”

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Diário de Campanha – Sessão 1 – Torneio Topaz – Parte 1

Por Toico
Símbolo Imperial

Símbolo Imperial

Agora que todo o pessoal da Matilha já escreveu um post sobre o nosso novo RPG preferido, eu fiquei moralmente obrigado a escrever alguma coisa. Fique pensando sobre o que escrever e decidi que vou tentar manter o diário de campanha da nossa história aqui. Já tivemos 4 sessões até agora e como não faço anotações “pós-sessão” vamos ter que confiar na minha memória para o diário.

Mas antes de começar o diário, uma pequena introdução ao cenário para quem não conhece nada do Legend of Five Rings. O cenário se passa em Rokugan, o Império Esmeralda, um Império que é mantido em equilíbrio precário pela ação do Imperador e dos Sete (na terceira edição é 8, mas estamos jogando em uma época que tem só 7) Grandes Clãs todos ligados a partir da Honra. A sociedade Rokugani é extremamente estruturada na sua Ordem Celestial, cada pessoa, clã e família tem o seu dever, com todo o Imperador no topo, os Samurais (aqueles que lutam) logo depois, os Monges (aqueles que rezam) e por fim os camponeses (aqueles que trabalham).

Os Samurai se dividem em 3 classes: os Bushi (Guerreiros), os Shuguenja (mágicos e clérigos que conversam com espíritos) e os Cortesãos (que trabalham na corte). No cenário, normalmente os jogadores jogam de Samurais, em qualquer uma das suas classes. É fácil imaginar Rokugan como uma mistura das sociedades orientais do século XVI – XVIII, puxando bastante para o lado do Japão, com vários toques do sobrenatural.

Espero que com isso já de para ter uma pequena idéia. Sobre os clãs eu vou descrevendo eles durante os diários, por que senão esse post vai ficar muito mais longo do que já é.

Campeão Esmeralda

Campeão Esmeralda

Sessão 1 – Torneiro Topaz

Parte 1 – Chegada

Bayushi Itsuko, Doji Mai e Hida Mitsurugi (para introdução, esse post da Ray) se conheceram quando todos estavam treinando na escola de Bushis Kakita e depois desse tempo não mais se viram. Mas a chance do reencontro veio quando todos eles foram convidados a participar do Torneio Topaz, o mais prestigiado evento de gempukku, o ritual que marca a entrada para a vida adulta em Rokugan.

Esse torneio acontece nas terras do Clã Crane e congrega vários jovens samurais de todos os clãs e famílias para lutar pela honra de ser considerado um Samurai completo entre os seus. E também lutam pelo título de Campeão Topaz, um título que pode trazer ao jovem Samurai um futuro brilhante.

Os três companheiros se encontram a meio caminho da cidade e depois dos cumprimentos iniciais seguem o seu caminho pela estrada imperial. Depois de algumas horas de caminhada, já a vista dos portões da cidade os três encontram um velho camponês que se assusta com os três samurais e cai dentro da plantação de arroz que toma os dois lados da estrada. Os companheiros, principalmente Itsuko, vão ajudá-lo e ele, depois de recomposto, surpreendentemente os convida para tomar um chá, no meio da estrada. Os três ficam incomodados com isso, mas aceitam tomar o chá.

Depois do evento, o camponês se revela ser mais do que um camponês e entrega para eles três presentes: uma katana de alta qualidade, uma caixa selada e a casa dele para que os três passem os dias do torneio lá. Depois de duas negações os três finalmente aceitam os presentes e continuam o seu caminho para a cidade, ainda intrigados com o velho senhor.

Já na entrada da cidade eles encontram um mercador Caranguejo que tenta vender algumas quinquilharias que ele chama de jóias. Itsuko alegremente compra algumas e eles finalmente conseguem seguir até a cidade. Entrando na cidade os três vão primeiro visitar e fazer algumas doações ao templo e logo depois se dirigem a casa cedida pelo velho senhor, para se limpar e descansar um pouco antes de almoçar e passar a tarde visitando a cidade.

Na visita a cidade eles passam pelo mercado Gaijin (estrangeiro) aonde o Clã Unicórnio vende vários objetos estrangeiros, passaram pela escola de Bushis Kakita ver os jovens treinando e passaram na casa de Sake para acompanhar um primo do Mitsurugi em uma dose (mesmo que nenhum dos três beba).

Quando o fim da tarde chega, todos da cidade ouvem um trombeta e vêem ao longe as bandeiras com o símbolo do Imperador e todos se aproximam da entrada da cidade para ver o imperador e sua Comitiva chegar. Após todos estarem de joelhos na entrada da cidade, a comitiva começa a entrar a frente a Guarda Imperial, formada toda pela família Seppun, logo após eles passa o Campeão Esmeralda, Doji Satsume, chefe militar do Imperador, o Conselheiro Imperial, Bayushi Shojo e todos os membros da administração Imperial. Após eles entra o Imperador, Hentei XXXVIII, a Imperatriz e o herdeiro Imperial, Kyoya. Logo após eles entram também os outros membros das Famílias Imperiais, Otomo e Miya. Quando todas as eminências do império se acomodam em seu aposento, a cidade volta a calma do fim de tarde.

Depois desse dia agitado os três se dirigem a casa para se preparar (e dormir um pouco) para o Torneio Topaz, que começa na próxima manhã.

Por aqui acaba a parte 1, volto depois com a parte dois e o início do torneio.

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L5R – Regras e Mecânica

Por Rocha

Fenix

Já que o Toiço não escreve, vou matar um pouco de trabalho e falar sobre a mecânica do sistema de L5R, que li para poder otimizar meu personagem. Porém, sobre o cenário, temos que esperar a boa vontade do funcionário público.
Superficialmente, o sistema lembra Storyteller e Storytelling, é baseado em atributos e pericias, as rolagens, em geral, somam estes itens para alcançar um número alvo, a diferença é que no sistema de L5R é a somatória dos dados que deve alcançar a dificuldade.
Outra novidade neste sistema, e me lembrou o sistema de Dogs in The Vineyard, é o sistema de “manter dados”, ou seja, você rola X dados e mantêm N, sendo N <= X, e a nomenclatura utilizada pelos autores para isto é XkN. Geralmente se rola Atributo + Pericia e se mantêm o Atributo, soma-se os dados mantidos e verifica se atingiu o número alvo. Por exemplo, um personagem com Agilidade 4 e Kenjutsu 3, que deseje acertar um boneco de palha deve fazer a seguinte rolagem: 7k3, ou seja, irá rolar 7 dados, escolher os 3 maiores, e a soma deve ser maior ou igual a 15, que é a dificuldade padrão. Há mais um detalhe, o 10 é rolado novamente e o novo resultado somado ao montante.
O sistema trabalha com 8 atributos, Vigor, Vontade, Força, Percepção, Agilidade, Inteligência, Reflexos e Atenção, estes atributos variam de 0 a 10, sendo que o personagem começa com 2 em cada. Até onde vi, não há registro de seres-humanos com 10 pontos em algum atributo.
Cada dois atributos geram um Anel, além disso, há o Anel de Void, estes Anéis representam os cinco grandes elementos de Rokugan. Terra (Vigor/Vontade), Água (Força/Percepção), Fogo (Agilidade/Inteligência), Ar (Reflexos/Atenção) e Void, que não é ligado a atributo algum. O valor de um Anel é sempre o atributo mais baixo entre os que o compõem.

Os 5 Anéis

Rogukan possui uma sociedade estruturada, onde cada um tem uma função clara e definida, o primeiro item que define sua função nesta sociedade é o clã que você pertence. Os Clãs maiores são Caranguejo, Dragão, Escorpião, Fênix, Garça, Leão, Mantis e Unicórnio. Além destes clãs a alguns clãs menores e as famílias imperiais.
Dentro de cada clã há algumas famílias e escolas, este conjunto forma seu personagem e sua função para o Império. A escola é uma das principais escolhas na montagem do personagem, pois ela determina se seu personagem será guerreiro (Bushi), ‘mago’ (Shugenja) ou Cortesão.
Cada escola ensina suas Técnicas, que são habilidades especiais que o samurai aprende, cada vez que atinge um nível novo na escola. Esta escola também ensina as primeiras Pericias do personagem.
A partir daí o jogador tem pontos para gastar e personalizar seu personagem, estes pontos lembram muito os pontos de personagem de GURPS, ou os pontos de bônus de Storytelling, podem ser gastos em qualquer parte do personagem, com custos diferentes, incluindo qualidades e defeitos.
Todo o resto é calculado, por exemplo, sua vitalidade é baseada no seu Anel de Terra, sua iniciativa é baseada nos reflexos, e seu nível na escola leva em conta seus Anéis e pericias. Há também seu nível de Glória, Honra e Status, que indicam o quanto seu personagem é conhecido em Rokugan, o quão honrado é, e que cargo ocupa, respectivamente.
Para fechar, um exemplo prático.
Hida Mitsurugi, um Caranguejo servindo ao Imperador, encontra um ronin, em toda sua misericórdia, Mitsurugi da a opção ao ronin realizar o seppuku, porém, o já desonrado samurai prefere morrer em combate. A iniciativa neste sistema é Reflexos + Nível da Escola k Reflexos , como ambos possuem Reflexos 2, porém ele não possui escola, rola 2k2, Hida rola 3k2. Rolando e mantendo os dois dados o ronin tem a iniciativa, e irá rolar seu ataque, Agilidade + Kenjutsu k Agilidade, no caso do nosso ronin seria 5k2, o resultado é 3, 6, 1, 8 e 8, mantendo os dois maiores o ronin obteve 16, porém, não alcança o número alvo, que é Reflexos * 5 + Armadura do alvo, no caso de Hida, 20.
Hida então usará seu grande machado (Ono) para acabar com a desonra sobre a terra trazida pelo ronin. Hida tem Agilidade 4 e Kenjutsu 3, porém, Hida possui a qualidade Mãos de Caranguejo, que torna o personagem muito hábil em armas e permite somar 1 dado em todas as rolagens envolvendo armas. Além disso, a escola de Hida (Hida Bushi) da a técnica que permite Hida somar seu Anel de Terra ao ataque e dano, neste caso Hida rola 8k4 +2, e deve atingir 10, que é a defesa do ronin, que não possui armadura. Porém, como parte do duro treinamento, Hida usa uma arma mais pesada do que alguém do seu tamanho geralmente usaria, isto aumenta em 5 o número alvo de Hida. O resultado da rolagem é 5, 2, 10, 6, 8, 3, 8 e 5. Os 4 maiores são 6, 8, 8 e 10, como dito, jogamos novamente o 10, resultando num 3. O total do ataque é 35 + 2, 37.
Claramente acertando, veremos o quanto de dano Hida fez, o Ono tem um dano base de 0k4, geralmente o dano de uma arma é Força + bônus da arma. No caso de Hida, que é muito grande e forte, ainda soma um dado ao dano, além disso, o Ono é uma arma pesada, que soma 50% da força do usuário. Assim Hida, que tem força 3, rola 5k4 + 2 (escola) de dano.
O resultado é 2, 6, 10, 10, 7. Mantemos o 6, 7, 10 e 10, rolamos novamente os 10 e temos 5 e 8, somando tudo, mais o bônus, temos 48 de dano!!!
A vitalidade, nesse sistema, tem 8 níveis, cada um dos 7 primeiros suporta o Anel de Terra * 2 de dano, o último nível suporta Anel de Terra * 5. Como nosso ronin tem Terra 2, ele suporta até 38 de dano, ou seja, temos patê de ronin.
A sim, L5R é um sistema bem mortal.

Crane

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Is there in truth no beauty?

Por Ray

Vamos fazer um acordo, eu e vocês. Eu escrevo um post bonitinho e ninguém comenta minhas habilidades artísticas infantis.

(E se eu não concordar, Ray? Pois feche a janela e vá pro trono, oras.)

O Futuro do Império - Haikai e tudo

O Futuro do Império - Haikai e tudo

A Ana sempre me acusa de fazer os mesmos personagens over and over again.  De fato, eu confesso que eles tem o mesmo template – social alto, bonitos, abençoados, talentosos, etc- mas, imho, eles são brutalmente diferentes. E a proporção dessa diferença depende, unicamente, do Toiço.

Ou seja, do Mestre.  Numa história que eu goste mais que a média, meu personagen floresce. Ele ganha cor, personalidade, trilha sonora, desenhos e eventualmente – ápice total- pensamentos.
Obviamente estou abordando isso porque é o que acontece na história atual. Todos nós estamos satisfeitos, e eu particularmente. Tanto que gerei informação referencial para todos os personagens e até meu npc bonitão, sem falar de props para a sessão (a saber, penas nas cores dos clãs e nanquins). E, depois dessa enrolação, para tentar explicar como esse milagre ocorreu para que os mestres ao redor do mundo o reproduzam, vou falar um tantico do cenário, através de nossas elegantes contrapartes.

A da esquerda. De azul. Cabelo branco e tal.

A da esquerda. De azul. Cabelo branco e tal.

A da esquerda. De azul. Cabelo branco e tal.

Doji Mai – A Campeã Topaz

(Ice blue Eyes; Fukai Mori)

A Família Doji tem muitos motivos para ser conhecida. Por um lado, são a primeira família do clã Crane, que sugere sempre arte, beleza e perfeição quando é citado, tendo o nome da própria Kami que o fundou – lady Doji.  Eles também são a família que fornece as esposas imperiais – reconhecidamente as mais belas mulheres de Rokugan.
Mai, entretanto,  jamais será uma esposa. Ela é uma bushi -uma guerreira- cuja vida é lutar pelo Imperador Hantei e sua paz. Nisso, como em todo o resto, ela é perfeita. Primeira aluna na escola Kakita em que foi treinada, Campeã Topaz no torneio de sua maioridade, e destinada pela Fortuna do Destino Heróico a ser “O Futuro do Império”. E, como seu daimyo recitou, com tudo isso, é mais uma honra no hall do clã azul e branco.
Perfeito é também seu comportamento e fala. Quando apresentada à questões tais como “Como é o casamento de seus pais”, ela responde, perplexa pela pergunta, “Como deve ser”. Quando passa pelo mercado Gaijin, enruga seu delicado nariz de desgosto e desaprovação. Quando sua improvável amiga Itsuko faz algo… típico de seu clâ, resiste serenamente a sacar a espada na companheira .
Perfeita.
Uma pena que os herói nunca sejam assim para sempre.

Não, não está em perspectiva. Eu que tirei a foto torta.

Não, não está em perspectiva. Eu que tirei a foto torta.

Hida Mitsurugi

(Tactics, Heart of the Sword)

A vida no Muro – Fronteira sul de Rokugan- só pode ser definida como simples. Você luta, come, dorme, e treina para lutar melhor no outro dia. E simples é o clã Crab, como era simples seu Kami, Hida. Mitsurugi, se difere em alguma coisa de seus irmãos (e são vários), é em ser mais determinado a cumprir as normas sociais do que a maioria dos seus. Os anos de treino na escola Kakita, onde conheceu suas duas amigas, pode ser o responsável – ou pode ser a companhia impressionantemente correta de Doji Mai. Mas ele não se embebeda tanto, não falta tanto ao respeito, e não é tão informal. Ainda sim, seu machado é forte e gigantesco, como ele em sua altura de 1,80 m. Não existe muito que o intimide, exceto a perspectiva de ficar indefinidamente afastado das lutas e do muro, perdido entre as estradas e as cortes do norte, atado pela profecia feita no seu torneio de maturidade. Tudo porque a Itsuko não pôde resistir a tomar chá com um velho estranho. Mas ao menos ele conseguiu uma espada nova, e boa. O que mais ele poderia querer, exceto, se possível, uns onis para botá-la para trabalhar?

A de cabelo comprido, por favor.

A de cabelo comprido, por favor.

Bayushi Itsuko
(Every Heart, Change the World)

Um membro distinto do clã Scorpion, principalmente se for da família Bayushi, deve ser astusto, refinado, calculista, misterioso e imprevisível. Uma pena que Itsuko-chan tenha que se esforçar tanto, e a tão contragosto, para ser qualquer uma destas coisas. Não que ela seja desprovida de maneiras de persuadir alguém, sendo uma shugenja hábil -como seu empate com a Campeã Topaz, a quem cedeu o título, prova- e constantemente provocando pensamentos menos que singelos nos homens que a têm sob os olhos. É só que é tão difícil para ela ter controle sobre si. Não apenas já saiu -e tirou seus amigos- do seu caminho para interferir em assuntos sem a menor necessidade, como irritou-se publicamente com uma anfitriã de Leão que ofendera Mai, além de chegar às raias de odiar seu noivo prometido, honradamente membro da família Otomo, os cortesãos imperiais. Mesmo seu melhor plano – ter as graças do Herdeiro Imperial, posto que se comunicam desde a tenra infância nas mais graciosas e ternas cartas – se voltou contra ela quando se viu não apenas tendo afeto puro e genuino pelo Kyoya, como desejando que ele fosse qualquer outro, a quem ela pudesse dar a mão livremente.
Até hoje, tudo que ela fez foi para aprazer e  honrar seu clâ, sua família, seus pais, seus amigos e seu honorável noivo. Contudo, desde que o Herdeiro Imperial abandonou o palácio em segredo para cavalgar ao seu lado, ela começa a rearranjar mentalmente suas prioridades para, acima de tudo, servir a ele. De corpo e alma, o melhor que puder.
E assim o Destino arranja as coisas, fazendo de uma menina insegura uma Escorpiã firmemente amarrada à única verdadeira e secreta missão do clã atavés de uma única profecia. Conveniente, não?

Por incrível que pareça, está de noite na imagem.

Por incrível que pareça, está de noite na imagem.

Esse são os bichinhos. Lembrando que as músicas e os desenhos foram feitos arbitrariamente por mim e mais ou menos sem o consentimento de meus caríssimos pares. Ditadura é foda, mas só para quem não manda nada. =D

Logo, logo, vem alguém falar alguma coisa mais produtiva de Rokugan para vocês.

Desenho para entupir o post. Só para sacanear também.

Desenho para entupir o post. Só para sacanear também.

Notas finais:  Os desenhos foram feitos à pena (isso, de pássaro) e nanquim em papel verge. Isso para dizer que tiveram que ser feitos à mão livre, por isso estão, bem, eivados de erros.Sinto muito por isso.

Eu pensei em apresentar os haikais escritos aqui, mas decidi que não. Mesmo. Vergonha entre amigos é uma coisa; publicada na internet…

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Rokugan não é o Japão, mas parece muito.

Por Ana

Enquanto o podcast não vem (ele vai sair, um dia), resolvi escrever sobre a mais nova campanha iniciada pela Matilha.

Em uma votação democrática sobre qual sistema/cenário jogaríamos depois de terminar a história de Mago, o Despertar, Legends of the Five Rings acabou ganhando.

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O Tiago comprou a algum tempo a última edição desse cenário maravilhoso e decidimos voltar ao oriente para uma boa aventura de samurais. A primeira sessão foi na ultima sexta-feira e foi REALMENTE legal.

Para ter uma desculpa de porque uma bushi de Crane, uma Shugenja de Escorpião e um Bushi de Caranguejo são amigos e andam juntos, o mestre usou o artifício “vocês se conheceram quando crianças na escola”, num estilo bem Naruto de ser. Muitos anos depois os personagens se reencontram para um evento que marca a passagem para vida adulta, o Torneio Topaz.

Foi muito divertido fazer as provas do torneio. Nós jogamos os resultados dos outros competidores de forma simplificada e quando era nossa vez fazíamos a prova completa. Tinha que ganhar 5 rounds mano a mano das 11 provas para virar adulto. Ainda bem que todos nós conseguimos.

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Viver a vida pelo caminho do Bushido.

Esse esquema de torneio pode parecer uma idéia simples e boba, mas a verdade é que tem tudo para envolver e empolgar os jogadores, especialmente do jeito que ele foi conduzido pelo Tiago, nosso mestre.

Além disso, agir como um samurai é divertido também, porque é muito diferente do jeito que qualquer um de nós agiria normalmente. Até mesmo obedecemos a regra de sempre recusar um presente por 2 vezes antes de aceitar.

Assim, apesar de Rokugan não ser o Japão, é algo bem próximo e perfeito para agradar a quem gosta ou tem interesse nessa cultura tão peculiar e diferente de nós.

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Podcast da Matilha #4 – O Aniversário

Por Ana

Esse mês, mais especificamente no dia 22 de agosto, o blog da Matilha faz 3 anos de atividades.

Datas comemorativas sempre nos fazem tentar revitalizar as coisas. Assim, estamos lançando uma série de podcasts falando sobre Mago o Despertar.

A idéia do formato desse podcast veio do Rolando 20, que faz uma série nesse estilo sobre D&D Quarta Edição.

Nesse primeiro podcast começamos falando sobre algumas diferenças entre o antigo e novo Mago e principalmente sobre os Arcanos.

Nos reunimos na minha casa, com direito a salgadinhos, docinhos e cerveja e pela primeira vez fizemos um podcast com pauta, bem organizado e que terá uma sequencia.

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A Matilha gravando podcast.

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Os docinhos. Hmmm….

Esperamos que todos gostem do novo formato e que traga informações úteis e interessantes para quem gosta de Storytelling e, principalmente, de Mago o Despertar.

Agora, o podcast.

Versão completa

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True blood – vampiros podem ser legais, afinal.

Por Ana

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Eu não tenho TV a cabo, então foi muito por acaso que eu descobri essa série chamada True Blood, exibida pela HBO.

Com toda essa nova onda de vampiros (elas vem em fases), mostrando os sanguessugas de maneira mais romântica e diferente do que nunca, foi muito interessante descobrir essa série.

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No mundo de True Blood, os japoneses conseguiram a façanha de produzir sangue sintético que atende todas as necessidades nutricionais de um vampiro, e assim, eles se sentiram confortáveis para mostrar as caras e até mesmo começar a exigir seus direitos de cidadão.

A narrativa é centrada na personagem Sookie Stakehouse (e isso é o nome dela, não o apelido), que seria uma típica caipira de Lousianna se não tivesse o poder de ler os pensamentos das pessoas.

Ao longo da vida ela aprendeu a conviver com esse dom e até mesmo a controlá-lo. As pessoas próximas a ela também sabem de seu segredo e tentar ao máximo evitar discutir isso.

Mas tudo muda na pacata e sem graça vida de Sookie quando um estranho chamado Bill chega à cidade. Ele é um vampiro. A atração entre ambos é imediata e fulminante.

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Sookie e Bill, tensão sexual constante.

Coincidentemente, no mesmo período estranhos assassinatos começam a acontecer na cidade, que tinha um índice de criminalidade mínimo.

O mais legal da história é ver o relacionamento entre Sookie e Bill se desenvolver, e toda a tenção gerada na comunidade, tacanha e preconceituosa como as cidades do interior sulista americano.

A princípio eu estranhei muito o fato dos personagens serem realmente estereotipados e as conversas entre eles serem quase surreais, mas depois achei isso muito intrigante e acabou fazendo com que eu gostasse mais do seriado.

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Eu achei uma boa idéia para quem gosta de jogar vampiro. Um cenário onde os vampiros retiraram a máscara, tentado posar como cidadãos e inofensivos. Mas sempre com os dissidentes, claro. Aqueles que não querem abrir mão do prazer da caçada.

Ah, sim! Aqui eles continuam só saindo a noite e não tem nenhuma pretensão de frequentar a escola. Ainda bem.

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E o encontro de RPG de Curitiba… não ocorreu.

Por Ana

Isso mesmo. Fomos eu, Tiago, Dan e minha filha até o memorial de Curitiba hoje e ao chegar lá, nos deparamos com uma porta fechada e um aviso.

O Encontro de RPG de Curitiba foi cancelado para data a ser ainda definida por causa da gripe suína.

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Pelo jeito a situação da gripe em Curitiba é bem mais grave do que imaginávamos. Não tem aula em lugar nenhum e a secretaria de saúde recomenda que se evite ir a lugares com aglomeramento de pessoas, como cinemas e, pelo jeito, encontros de RPG.

Agora vamos esperar a situação se normalizar e torcer para que o encontro acabe realmente acontecendo em alguma data futura. Seria muito triste perder mais esse espaço do RPG em Curitiba, que já tem espaços escassos para nosso hobbie.

E também vamos se esperar que a situação da gripe na cidade não se agrave ainda mais. Já tivemos um membro da Matilha que teve a doença (a Ray) e espero passar por essa sem mais casos em pessoas conhecidas.

Quando tivermos novidades sobre o encontro de RPG, iremos divulgar aqui.

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Ficção brasileira – sim, ela existe.

Por Ana

Em uma recente visita à livraria (um dos meus passeios favoritos), não pude deixar de notaruma  bancada com um cartaz escrito PROMOÇÃO em letras garrafais.

Adoro promoção. Se for de livros ,então…

Entre uma porcaria literária e outra, eis que um livro de capa azul metálica me chamou a atenção. É difícil não notar um livro quase fosforescente na prateleira.

Qual não foi a minha surpresa ao folhear o livro e perceber que se tratava de uma coletânea de contos de ficção científica. E mais, o escritor era brasileiro! Sim, isso mesmo, um conterrâneo escrevendo ficção científica. Tive que ler o prefácio.

Meus olhos foram se arregalando ao ler sobre o escritor e sua obra. Ele era considerado muito bom. Tão bom que seu amigo, Arthur C. Clark (esse mesmo) aproveitou a idéia de um dos contos do cara para a continuação de seu famoso 2001 – Um odisséia no espaço, 2010.

Então trago a vocês, caros leitores, essa sugestão de leitura de ficção científica tupiniquim de excelente qualidade. São contos de pura ficção científica, num estilo que traz a tecnologia muitas vezes num nível quase palpável a nossa realidade, como se faltasse muito pouco para chegarmos lá. Ao mesmo tempo que trata de viagens espaciais e contatos alienígenas com classe e inteligência.

As Sereias do Espaço de Jorge Luiz Calife.

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Brilhante, em todos os sentidos.

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