Não sei se vocês já viram alguém perder a calma numa sessão de jogo. Eu vejo praticamente toda semana.

Que exagero, Ray. Uma vez por mês no máximo.
Todos têm seus pontos sensíveis, e mesmo lembrando que não se deve levar o jogo a sério ou se estressar por isso, às vezes controlar o humor é… difícil. Talvez porque jogamos com Garou por muito tempo e o conceito de frênesi ficou impregnado no modus operandi, talvez porque somos chatos de galocha, mas cada membro da Matilha tem algumas coisas que, se surgem em on, é cara feia na certa (Na melhor das hipóteses. Coisas são eventualmente arremessadas em outras pessoas, e ladeira à baixo.)
Imagino que isto aconteça em qualquer nerd maníaco como nós jogador de RPG. Então, resolvi montar esse exemplário tanto como sugestões de não-fazer para incautos como para registro pessoal de algumas destas situações.
Vamos à elas:

"Não acredito que estou ouvindo isso de novo"
Discutir Regras Durante a Sessão:
Esse é um bom jeito de estressar o Toiço rápido, e geralmente acontece depois de um jogador pegar o livro de regras para ler durante a semana. A questão não é absolutamente que as regras não podem ser debatidas. Podem, devem, regra de ouro aplicada à eternidade, tudo aquilo. Mas seria muito mais interessante discutir pontos específicos do sistema com o qual você já concordou implicitamente ao aceitar jogar naquele cenário *fora* da mesa, para não entendiar os outros e manter a concentração e o bom-humor do mestre.
“Mas o meu personagem não faria isso!”
Pessoalmente, eu acho falta de flexibilidade e noção de meta-jogo duro de aguentar. Algumas sessões atrás, quase chutei o Daniel quando o personagem dele se recusava a se desonrar fugindo da casa de um Daimyo que nos tinha feito prisioneiros de guerra. Ele estava certo do ponto de vista interpretativo, claro, mas francamente, pro diabo. A fuga era imprescindível para o bom andamento da história e para a manutenção dos personagens, e a recusa de se curvar para as necessidades da crônica em detrimento da história do seu personagem me parece, invariavelmente, falta de noção.
“Nem a pau que esse cara tem o mesmo nível que eu.”
A Ana, por outro lado, se revolta quando sente que seu personagem está enfrentando algo muito superior a ela. A raiva é algo natural, sendo oriunda não apenas do cuidado com seu personagem e temor por ele, mas sensação de quebra de confiança no trato mestre-jogador. Toda a idéia de cooperação e diversão mútua vai pelo espaço se você não tiver confiança que o mestre *não* quer te ferrar.
Cenário – Meu mundo, minhas regras
L5R não é Dogs, mas seria difícil convencer eu, a Ana e o Daniel disso. Volta e meia nos perdemos na sessão de jogo por coisas como “Como assim um cavalo corre oito km por hora por dia?Que absurdo! Blablablabla!” ou “Que idéia estúpida é essa de que não se pode ter filhos bastardos/casar em segredo/pegar comida no campo em Rokugan? Cadê a página em que isto está escrito?” e isso rende argumentos de ambos os lados para tentar convencer o outro, alguns realmente estrambólicos. E conforme a discussão se estende, o Toiço começa a bufar, por querer continuar a história e não conseguir por causa da porcaria dos cavalos/casamento/tortura ou o que for a bola da vez.

"Você não me escuta!"
“Você não me escuta!”
Deve ser chato ser mestre de RPG, e ter x patetas gritando para chamar sua atenção ao mesmo tempo que esperam que esperam que você narre um ambiente e ações lineares de vários personagens. Mais ou menos como um multi-core. E eventualmente um pc tem que ser ignorado durante um tempo, a fim de não desorganizar a ordem das tarefas. O problema é que em geral esse pc acaba sendo a Ana, e ela pensa nos meios mais efetivos de deixar o Toiço saber o quanto isso a desagrada – não por acaso, ele passou a sentar-se bem embaixo da Tv HD como medida de segurança.
Isso tudo, claro, porque como a Ana já reforçou pouco tempo atrás, nós nos amamos imensamente. E continuamos rosnando e repetindo os mesmos erros, mas que grupo não é assim?
Se num encontro qualquer o toiço chegar de olho roxo, vocês já sabem o que o atingiu.
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Autor: Ray | março 23rd, 2010 | Categoria: Sem Categoria | Comentários (4)