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Personagem combado? Mesmo?

Por Rocha
Estamos para começar uma nova crônica, Mage: The Awakening. Como estava de saco cheio do trabalho acabei montando meu personagem duas semanas antes do jogo, e com o tempo e alguns cálculos o personagem foi se alterando. Como já era de se esperar de um personagem meu, ele é um perito em armas de fogo, furtividade, e um bom pacote de habilidades para assassinos desumanos.
O Toiço (narrador) não perde uma chance de dizer “se seu personagem fosse uma pessoa normal …”, agora, meu personagem é realmente anormal? Ou simplesmente ele tem um foco?
Foco
Foco

Saindo do mundo do RPG lembrei de algumas crianças, na faixa de 15 anos, que encontrei no ônibus esses dias. Todos eles aparentemente voltando de um jogo de futebol e comentando que já haviam jogado para o Paraná Clube, falando como o Atlético dava o uniforme para eles mesmo em amistosos, como no Coritiba eles jogavam apenas com um colete, e como alguns conhecidos deles já estavam em outros times e ganhando R$ 600,00 para jogar.

Nada como bater uma bolinha

Nada como bater uma bolinha

Não gosto de futebol e não estou nem ai para qual time é melhor ou pior. Nenhum deles atira melhor do que eu, e isso que importa, mas imagine uma criança dessas, desde os 12 anos dedicado ao futebol. Seu tempo livre é em “peladas” com os amigos, basicamente o esporte é o centro da vida desses garotos. Pegue o melhor deles, que já é naturalmente bom, some todo o treino e dedicação exclusivos ao esporte, como esse jovem estará depois de alguns anos? Um perito no esporte, em termos de jogo, Destreza, Vigor e Esportes altos, com especialização em futebol. Claro que contra o tempo que ele investiu na categoria não pode estudar mais que o básico do ensino médio, a coleção de livros lidos não passa de uma mão, conhecimentos técnicos sobre engenharia, física, ou mesmo computação não deve superar a de um usuário comum. Ele foi focado para isso, dedicou sua vida para ser bom naquilo. E não é um anormal, é um garoto que você encontra no dia a dia.
Eu não estou distante disso. Aprendi a gostar de armas, pratiquei artes marciais que envolviam facas, bastões e afins por alguns anos. Tive contato com armas de fogo e investi nisso, treinei no exército, me filiei a clubes de tiro, fiz cursos avançados, treino com regularidade, treino tiro de precisão, tiro de ação e reflexo, IPSC. É de se esperar que eu seja bom nisso. Investi tempo, dinheiro e esforço, além do curso da minha vida ter dado oportunidades para me tornar bom. Fiz pára-quedismo (tenho que voltar a praticar), escalo, tirando o RPG e o trabalho com computação todo o resto é focado em ser um bom combatente. Devo (obrigatoriamente) ser melhor que o esperado nisso, claro que há desvantagens. Sou tão ruim em arco-e-flecha como qualquer iniciante, e não pretendo gastar tempo com isso, conheço tão poucos filmes como alguém que assiste telecine uma vez a cada dois meses. Antes de entrar na matilha, se juntasse as paginas dos livros que eu havia lido não forravam o canil da casa da minha mãe.

Treino, muito treino

Treino, muito treino

Assim como meu personagem, eu e os garotos do ônibus, preferimos nos especializar em uma área e ser muito bons naquilo. Porque gostamos, ou porque precisamos, ou simplesmente porque temos um objetivo a alcançar, escolhemos algo e focamos naquilo, somos bons no que fazemos, muito bons, porque fizemos por merecer isso. Por esse ponto não posso dizer que meu personagem é combado. Se ele joga 13 dados para atirar é porque investiu tempo nisso, é porque ele teve um foco. Fazer ele rolar muitos dados em uma certa habilidade é apenas o modelo matemático que representa o treino e dedicação dele naquilo. Em termos de ponto (até porque o sistema obriga isso) ele é tão equilibrado quanto qualquer outro personagem inicial. A única diferença é ter se especializado, ao invés de ter conhecimentos gerais.

Vocês são diferentes disso? Não tentam ser realmente bons em algo? Isso os torna combados?

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20 Comentários para “Personagem combado? Mesmo?”

  1. 1
    Daniel R:

    Engraçado, você já viu o nosso artigo de Powergaming? (procura lá na busca do Penso)

    O negócio é que a fronteira do “ser bom” e a do ser “exageradamente” bom é bem tênue. O que você acha ‘otimização’ eu posso achar overpower. Não estou dizendo que é o seu caso, mas essa questão sempre vai suscitar debates apaixonados. Eu acho que se você respeita certos limites, não há problema nenhum em ter um personagem forte em alguma coisa.

    E eu saquei a estratégia de usar essas gostosonas XD

  2. 2
    Felipe Velloso:

    Eu ia falar mais ou menos a mesma coisa que o Daniel… No caso do WoD o overpowerismo pode ser medido bem por bolinhas… Eu por exemplo não deixo ninguém comprar a quinta bolinha em nada sem uma puta justificativa. O legal para se manter na cabeça em relação a medição do WoD é: 1 é fraco, 2 é médio, 3 é bom, 4 é muito bom, 5 você é o melhor do mundo (limite da capacidade humana)… Isso ajuda a pensar o equilibrio da coisa…

  3. 3
    Felipe Velloso:

    O seu exemplo do futebol pode ser bem explorado. Se eles jogam profissionalmente, deveriam ter pelo menos athletic 3. Os bons jogadores, que participam dos times brasileiros, provavelmente tem athletics quatro. Os melhores jogadores, aqueles com largos contratos na Europa e etc, devem possuir athletics quatro, atributos físicos muito bons e uma especialidade em futebol. Os 10 melhores do mundo, fenômenos e etc, devem ter essas características e athletics 5.

  4. 4
    Ismael:

    Eu como narrador não me preocupo com combos ou overpowerismos. Se tá dentro das regras e dentro do limite de distribuição de pontos pra mim tá valendo. Naturalmente com a historinha por trás explicando, mas não tenho nenhuma compulsão por proibir nada. É seu dever, narrador, adaptar a história aos jogadores e não o contrário. Óbvio que existem diretrizes para a história que será narrada e orientações serão passadas aos jogadores de acordo com o cenário pensado, como por exemplo, não permitir pegar o antecedente geração se o intuito for justamente narrar o Tempo do Sangue Fraco, mas isso os jogadores saberão de antemão e criarão personagens de acordo, todo o resto (que não contradiza o cenário) é liberado. Isto porque primeiro: evito já começar a desestimular os jogadores (mas porque o narrador não deixa se pelas regras eu posso?). E segundo, como narrador, eu posso colocar virtualmente qualquer tipo de desafio. Então, não sei que tipo de narrador não consegue equilibrar os desafios de acordo com os personagens dos jogadores. O máximo que acontece é uma vez deu ter criado um desafio aquém da expectativa (e ainda assim eu posso enfiar uma coisa muito rapidamente e improvisada, se necessário), na próxima história eu já estarei preparado para tudo. Só RPG que tem essa frescura de “não será assim porque não quero”, é a versão nerd de “a bola é minha e se eu ficar fora de alguma partida não tem jogo”. Qualquer outro jogo o que tá na regra tá na regra e é o que vale. Esse raciocínio evita discussões e dissabores. Já vi grupo dissipar por causa desse tipo de mentalidade (eu sou o mestre, então vocês apenas sofrerão).

    Mas eu agradeço muito ter participado de mesas com esse tipo de mentalidade, eu já sei o que não fazer nas minhas.

  5. 5
    Tsu:

    Toda essa preparação vai valer a pena quando os zumbis atacarem!

  6. 6
    Felipe Velloso:

    No antigo wod tinha uma regra excelente para evitar apelões, que era a proibição de colocar qualquer skill acima de três na fase de criação de personagem…

  7. 7
    Arquimago:

    Faz sentdo! E Concordo com o Ismael. E com Daniel R. Mas não saquei as garotas…

  8. 8
    Ismael:

    Mas no novo tem algo equivalente, o quinto ponto de qualquer habilidade ou atributo vale 2 na criação de personagem. O jogador já é punido quando tenta maximizar valores.

  9. 9
    AluK:

    Um dos jogadores da minha atual mesa de Mage munchkinou o personagem dele para combate de tal forma que inevitavelmente ele estragaria a graça dos combates para todos os outros jogadores. O que eu fiz? coloquei-os em um arco de história com foco social onde ele não pode nem sacar a arma dele uma vez sequer.

    Depois de 7 ou 8 sessões onde o personagem dele não pode fazer absolutamente nada pois não tinha capacidade nenhuma fora de combate, o munchkin veio conversar comigo, comentando que a história estava chata pra ele pois ele não podia fazer nada. Só lamento, amiguinho, da próxima vez faça um personagem um pouco mais 3D.

  10. 10
    Ray:

    E por que ele deveria, AluK? Se ele se diverte fazendo um personagem porradeiro e combado, por que obrigá-lo a jogar com outra coisa? Porque o personagem dele não se encaixa no que você julga adequado para um bom jogo?

    Eu concordo enfaticamente com o Ismael. Se pelas regras pode, então manda vir o personagem que o jogador quiser. É parte do papel do mestre provindenciar diversão para todos que ele aceitou na mesa, sejam como forem os personagens. E, obviamente, a construção do personagem indica exatamente o que o jogador quer da aventura. Se você, como mestre, tem habilidade para satisfazer a todos, por quê não?

  11. 11
    Ismael:

    Quanto a história do Aluk, se percebeu que o personagem extremamente combativo tiraria a diversão dos outros então não deveria focar apenas no combate, como fez. Mas não deliberadamente fazer isso apenas para punir o jogador. O narrador precisa colocar momentos onde todos possam brilhar. Não é uma questão de apenas ser certo ou errado querer ser combativo. No caso de Vampiro acho muito mais limitador pro mestre Disciplinas como Majestade/Presença e Dominação. Então se era um grupo com 4 jogadores e apenas um combativo, o ideal é fazer ele brilhar em 25% dos conflitos, assim como os outros teriam seus 25%.

  12. 12
    Clarissa:

    Não mestro e muito menos sou especialista em RPG, mas acho que Ismael e Ray tem muita razão nas idéias que defendem. Afinal de contas, qual o grande objetivo de jogar? Podem filosofar o quanto quiserem, mas no fim, é pelo puro prazer da diversão. E se o divertimento está num personagem especializado em combates, pq não? O mestre é o facilitador (tudo bem, muitos são difcultadores… rs) deste processo.

    Reclamar do tipo de personagem que cada jogador cria é desculpa de mestre que acha que ser mestre é “ter poder”; daqueles que precisam controlar tudo o que os persongens fazem para que sua idéia de jogo perfeito seja alcançada.

    … Pensamentos de alguém nada especializado em RPG, mas que ama a diversão que um bom jogo é capaz de propiciar.

  13. 13
    AluK:

    A grande questão é quando a “diversão” de um dos jogadores começa atrapalhar a de todos os outros. Não discordo que o mestre não tem nem deve ter poder absoluto sobre o jogo – mas RPG é contar uma história em grupo, cada um participando com sua parte. Quando um jogador faz algo propositalmente que pode disromper esse processo, temos um problema.

    Todos os outros jogadores na minha crônica tem capacidades suficientes para sobreviverem em crônicas sociais ou em ambientes de combate. O personagem munchkin é o único sem essa capacidade. Não sou contra fazer arcos para que o personagem dele brilhe, mas sinto muito, o personagem dele vai ficar boiando a maior parte do tempo, porque eu prefiro que a maior parte do meu grupo se divirta.

  14. 14
    Tetsuo:

    Olá,
    Sim, se for WoD, 13 dados é combado.
    Se você tiver especialização, a cada 0 rolar um (ou dois) dados extras, com qualidades que diminuem dificuldade, anulem críticos, etc, sim, seu personagem é combado.

    Considere que, sob o ponto de vista de storyteller, 0 = eu atirando, 1 = alguém com pouco contato com armas atirando, 2 = um bom atirador, 3 – um ótimo atirador, 4 = especialista, 5 = ninguém atira melhor do que você. Ninguém passa de cinco dados, exceto se for algo sobrenatural. Você não tem mais nada a aprender. Com Destreza 5, você simplesmente atingiu o máximo. Não há maneira de melhorar, você é um competidor acima da média, quase sobrenatural.
    Se colocarmos um roll total, alguém que não sabe atirar, usa só destreza, que normal, seriam 2 dados, um atirador mediano rola uns 4 ou 5 dados. Um ótimo até 7 e um especialista uns 8.

    Não, pode não ser “quebrar as regras” mas simplesmente você é excepcional. 13 são MUITOS dados.
    Obviamente, se você parar pra pensar, não tem nada de errado em ser excepcional. E é uma limitação do sistema. As habilidades não se dividem em 5 niveis na vida real, então tentamos reproduzir.
    Acho que tudo tem a ver também com o narrador, com o tom do jogo. Só que as vezes, não tem graça ser OP. Garanto, fui mais feliz com meus personagens com os pontos mais distribuidos, vários 2 e 3, do que o cara que jogava com a gente com o Brujah com rapidez 5, potencia 5, fortitude 5 e a ficha uma enorme mancha do lado esquerdo nas habilidades e atributos.
    Não estou me expressando bem por causa do sono, mas enfim.

  15. 15
    Rafael Oliveira:

    Bom, acredito que ser quando um jogador faz um personagem “focado” em uma determinada tarefa ele está sim abrindo mão de outras habilidades que lhe seriam úteis, a escolha foi dele e ele sabe muito bem disso.

    Quando o narrador se propõe a narrar uma crônica ele tem em mente o que vai acontecer, como vai acontecer e porque vai acontecer, os personagens terão que passar por estes acontecimentos e tratar deles da melhor maneira possível, neste caso então entra a idéia do personagem “focado”, nem sempre haverá possibilidade dele estar mostrando o que ele faz de melhor, mas haverá. Por outro lado se ele fosse um pouco menos especializado ele poderia abrir espaço para habilidades que lhe permetiria participar de outros momentos normalmente sem que isso atrapalhe muito o seu “foco”.

    Uma coisa que eu sempre falo nas mesas em que narro é que um grande personagem aprende e se desenvolve com o tempo, seria muito mais recompensador conseguir essas habilidades excepcionais em jogo so que simplesmente no inicio da carreira(ficha). Tento sempre manter o equilibrio das mesas apelando para o bom senso, mas de maneira nenhuma proíbo os players de fazerem algo. Nada melhor do que uma boa conversa para escarescer as coisas.

  16. 16
    Tetsuo:

    Rafael,
    Não sei se existe isso em suas mesas, mas tem alguns jogadores aqui que nunca relaxam quanto a isso. Ás vezes parece um meio de defesa. Ou uma auto-afirmação.
    Tem jogador que nunca relaxa e deixa levar-se pelo jogo. Tem casos que é coisa da personalidade. Mas acredito que perdemos bastante coisa quando nunca deixamos as coisas acontecerem.

  17. 17
    Franciolli Araújo:

    A divisão de classes dentro do D&D, por si só, já poderia ser chamada de “combo”, pois o personagem é focado numa determinada área e a maximização das habilidades é algo que eu considero natural, mas isso parece ser um foco que os narradores de storytelling não gostam e não aceitam, por acreditarem que talvez descaracterize o sistema.

    O Aluk usou uma abordagem que podou completamente a tática do jogador munchikin, mas acredito que foi o próprio Aluk que não correspondeu as expectativas do jogador quando este criou o personagem. Não seria mais interessante avisar sobre o arco da história ANTES dela começar, de forma que o jogador focasse no que realmente era necessário?

    Terminei de ver recentemente o seriado 4400 e os agentes, mesmo sendo ótimos atiradores, raramente atiram, estando muito mais envolvidos em situações de investigação e que envolveriam perícias sociais.

    Discordo também quando o Aluk fala em personagem 3D. Essa afirmação acaba minimalizando uma pessoa/personagem, pois ser focada não significa ausência de profundidade.

    Parabéns a todos pelo blog e espero participar mais vezes por aqui.

  18. 18
    AluK:

    A grande questão é, quem disse que eu não conversei antes? Fazer um prologo, explicar a estrutura da crônica, criar um setting são coisas primordiais no meu jeito de mestrar. Eu sempre converso com o grupo antes de começar a crônica, porque sei que cada um dos jogadores tem expectativas diferentes. Esse grupo é razoavelmente antigo, já, conheço e mestrei pra todos os jogadores, alguns deles há 7 ou 8 anos, ainda no Mago: A Ascenção.

    O Munchkin é o mais novo, essa é a terceira vez que mestro pra ele. E todas as vezes é exatamente a mesma coisa. Essa é a última vez, pro meu grupo ele não volta mais. Como o Tetsuo falou, ele é o jogador que não relaxa. Parece que precisa provar algo. Acha que RPG é um jogo onde você tem que “ganhar”.

    Franciolli, existe uma diferença grande entre um personagem focado e um personagem combado. Um personagem focado tem seus stats baseados em backstory, os stats refletem a história. Um personagem combado tem seus stats baseados na combinação que vai ter mais dados em cada dicepool, a história é algo criado pra justificar aqueles pontinhos pretos na ficha. O primeiro roleplays; o segundo rollplays. Rollplayers não tem vez na minha mesa.

  19. 19
    Franciolli Araújo:

    Saudações a todos.

    A minha interpretação baseou-se na premissa que você não deixou claro que havia conversado antes. Nesse caso, com tudo explicado, incorrer no erro de fazer algo completamente desfocado do objetivo da campanha realmente é um grave erro.

    Quando temos um grupo de longa data, alguns dos meus estão comigo a mais de treze anos, fica difícil quando entra alguém que não se enquadra no nosso estilo de jogo, daí, ou se forma um novo grupo, ou o novo componente se adequa ao nosso estilo ou simplesmente sofre o processo de seleção natural.

    E quanto a última afirmação, acredito que os Rollplayers nunca são bem-vindos nas mesas onde se preza o histórico dos personagens.

    Grande abraço.

  20. 20
    Tetsuo:

    Conversando recentemente com um amigo do meu grupo que está querendo começar a narrar, falamos sobre algumas destas coisas.
    Eu às vezes vejo este defeito nele, de querer um grande background ou querer complexidade no personagem desde o início do jogo.
    Acho que realizar e conquistar durante o jogo, tem muito mais valor, é muito mais gostoso do que já ter de antemão.
    A analogia que fiz foi entre começar com um personagem plano, de nivel 1 e conquistar o mundo inteiro durante o curso de vários jogos ou começar um jogo comigo dizendo pra ele: “Ok, você conquistou o mundo. E agora?”
    Na teoria o personagem é o mesmo. Na prática não.

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