Venha, Steampunk!Venha à todo vapor!
Por RayTodos vocês sabem que eu não gosto de Vampiro. Mesmo. É consequente então que eu não goste de nada que me lembre Vampiro, e, bem, pessoas de sobretudo e crucifixo invertido andando na minha direção no ônibus é bem a coisa que me dá um arrepio do tipo negativo.

O que eu acho que vocês não sabem ainda é que eu acho Castelo Falkenstein algo bacana pra caramba. Principalmente em termos estéticos. Eu tenho um dos suplementos, The Lost Notebooks of Leonardo Da Vinci, que eu acaricio antes de dormir e tirei mais de uma idéia de corset dele.
Logo, é dedutível minha gloriosa alegria ao ver o Steampunk saindo ás ruas , porque além de considerá-lo uma estética agradável e rezar fervorosamente para ver mais engrenagens em ouro velho do que caveirinhas de prata (nem vou mencionar dados e cerejas), me lembra de verdade RPG.
E história. Uma combinação ideal. Mas vamos devagar com o andor.

Bonito. Eu iria num encontro com um desses.
O que é Steampunk?
Um tipo de ficção científica. Entrando em particularidades, é uma ficção que se desenvolve ao redor da idéia de uma Era Vitoriana (1830~1900) de longa duração, que teria se estendido tanto quanto for o gosto do freguês -até os dias de hoje, até 2670, até o meio do século XX-. Nestes cenários, a evolução tecnológica e cultural se deu sem rupturas com a do período: há muito vapor, muita iluminação quente, muito ouro velho, bronze e cores típicas do período. Pode ser, imagino, tanto uma Utopia quanto uma Distopia, dependendo da abordagem.
Naturalmente, eu poderia comentar (com aquela veia chata historiadora) como o steampunk não faz realmente referência ao vitoriano per se, mas sim à imagem que nós temos do que viria a ser vitoriano, trazendo à tona aspectos do período com os quais nós nos identificamos, sendo assim simultaneamento aspectos contemporâneos da nossa realidade.
Esteticamente, ele já foi definido com muita propriedade como retrofuturista, misturando elementos históricos do período já citado, fantásticos, futurista e industrial. Há, naturalmente, variações na relevância das características previamente citadas em cada peça (seja livro, filme, jóia), mas ele é claramente discernível como tal para alguém que o conheça.

E a nerdolândia, como fica?
Muitíssimo bem, imho. Não apenas nós temos coisas como Do Inferno, A Liga Extraordinária (e todas as referências embutidas nela,Wells, Julio Verne, Mary Shelley, Mark Twain), o já citado Castelo Falkenstein e diversos outros como, em geral, o cheiro dele está se espalhando. Seja em idéias de artefatos globinóides nos dois Changelings, na tecnologia de empregada no mundo de Tormenta e em outros mundos de ficção-fantástica em geral, em diversas referências no Promethean (e nem todas da Shelley, bien entendu), e por aí afora.
Não apenas isso, eu li recentemente no Paragons que sobre uma coletânea de contos do gênero. A Ana vai gostar de saber (aqui, etc.)
Mas acima de tudo que já temos, eu tenho grandes expectativas. Pois creio que os Rpgs são imagens especulares do imaginário fantástico de cada geração, e eu não posso deixar de reparar que o cheiro de steampunk se espalha por tudo, desde o leve vitorianismo do Edward até essa coisinha sem graça aqui:

“If only I had known, I should have become a watchmaker.”
Compare Preços de: Playstation 3, Wii, Nintendo DS, XBox 360 no JáCotei.
outubro 23rd, 2009 at 10:44
Impressionante, isso realmente me convence de ir logo comprar meu Castelo Falkenstein =]
outubro 23rd, 2009 at 11:33
Também amo a tematica! E a Coletanea que você falou é Muito boa!
Nem todos os contos me enpolgaram, mas sei de pessoas que gostariam deles e não de outros que eu gostei.
A melhor surpreza para mim, foi ter contos ambientados no Brasil o que Tem o Braz Cubas é impagavel!!!
Sobre filmes vejam SteanBoy!
Também percebo esse tema não só no imaginario, mas na realidade, a algum tempo o pensotopia divulgou experimentos da ciencia voltada a essa tecnologia, coisas reais, novas possibilidades que a Tecnologia atual não dispoem pela questão da informativa e de “0 e 1″ ser tudo que os computadores entendem. Até o carro a vapor mais rapido do mundo foi testado, esse ano!
Agorá e esperar e ver o que mais teremos sobre o tema. Quem sabe na vida real não juntamos vapor + informatica, ou pelo menos em contos?
março 1st, 2010 at 12:48
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/03/01/jovens-de-sp-adotam-estilo-vitoriano-e-idolatram-tecnologia-a-vapor.jhtm
Ray, lembrei de você assim que li a matéria!
Espero que goste.
Bjs.