Vive la interpretation!
Por AnaAh! A boa e velha briga entre interpretação e jogada de dados! De um lado, o pessoal que acha que as regras devem ser deixadas de lado (ou até mesmo esquecidas) em prol da interpretação. Do outro, o pessoal do Hack and Slash, querendo matar orcs e que acham essa ” tal de interpretação” coisa de frutinha. Aqui no blog já tivemos posts falando dos dois pontos de vista, como um efusivo artigo da Ray, sobre como o povo da interpretação pode ser chato…
Mas esse é um tema que dá muito pano pra manga, então não vejo problema em falar dele mais um pouco.
‘”Ser ou não ser…’” ok, não precisa exagerar na interpretação.
O rpgista fez um posto discutindo se o RPG evolui, citando algumas regras de como ser um jogador “old-school”. Baseada especificamente numa regra em que ele diz ” use as habilidades do jogador, não do personagem” eu resolvi escrever esse post.
Isso me lembrou muitas das nossas sessões de jogo. Independente do sistema, nosso mestre sempre gosta que interpretemos as coisas que acontecem no jogo, inclusive diálogos entre os personagens ou entre personagens e NPC’s.
Especificamente na nossa crônica atual, de Forsaken, o meu personagem é uma jornalista free-lancer (que obviamente não tem conseguido mais trabalhar muito com isso…) que consegue engambelar os outros no papo, usando a técnica de falar pelos cotovelos, deixando o outro meio tontos e acreditando no que ela quer.
O divertido mesmo é interpretar isso. Ter que pensar em desculpas mirabolantes num ritmo de metralhadora exige bastante do meu pobre cérebro, mas esse traço de personalidade do personagem tem se mostrado a coisa mais divertida de interpretar de todo o jogo, pelo menos pra mim. Tanto que ela conquistou um ponto de lábia.
Assim, apesar de achar o hack and slash muito divertido, também acho que a interpretação pode trazer muita diversão ao jogo e ao jogador. Assim, que tal dosar as duas coisas e entar interpretar algumas características do seu personagem que são diferentes de você. Nem que somente pelo desafio. Se não der certo, lembre-se, é só um jogo. Ninguém vai morrer por isso…
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novembro 25th, 2008 at 2:51
Colocar os jogadores pra interpretar cenas de “conversa” é muito interessante, dá até mais gosto de fazer e botar trejeitos nos personagens, porque você termina fazendo mesmo a coisa em vez de só dizer que “eu olho pra ele como se ele fosse um saco de merda”. Dia desses numa campanha de D&D (usando Song of Ice and Fire como cenário), no meio de uma reunião do conselho um dos jogadores, quando foi falar, se levantou da mesa na hora de falar e começou a discursar de verdade, andando ao redor do resto das pessoas, isso dá uma vivência muito phoda pra coisa.
Mas obviamente que mais tarde, quando eles tiveram que pénabundear alguns salteadores, todo mundo rolou os dados, fez as estratégias e se divertiu muito.
E de qualquer forma, o que é um filme de ação sem tiroteio e perseguição de carros? =D
Tem que rolar porrada mesmo horas xD
novembro 27th, 2008 at 1:16
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agosto 20th, 2009 at 12:52
NO GRUPO QUE JOGO A INTERPRETAÇÃO VALE MUITO, ALIÁS O XP POR MONSTROS É MUITO INFERIOR, QUANDO RPG FOI CRIADO, PENSAVA-SE EM FANTASIA, INTERPRETAÇÃO, SENÁRIOS E NÃO ESTE MATA MATA QUE ESTÃO TENTANDO TORNAR, JÁ ESTAMOS ATÉ PERDENDO A FAMA DE NERDS (HAHAHAH, CONFESSO QUE O MATA MATA ME DEIXA ECITADO, NO ENTANTO OS OLHOS DO NOSSO MESTRE BRILHA DIANTE DE UMA BOA INTERPRETAÇÃO.
ABRAÇO.